MORTE DE HITLER: A queda do ReichVEJA, Maio de 1945



Musa nazista: ex-dançarina, Leni é a primeira mulher a fazer sucesso na direção

A vontade da cineasta alemã Leni Riefenstahl, de 42 anos, não triunfou: depois de uma duríssima jornada até a Áustria, foi parar atrás das grades, acusada de integrar a máquina nazista. Nas últimas semanas, a diretora de O Triunfo da Vontade (1935) e Olympia (1938) foi presa cinco vezes - e conseguiu escapar em quatro ocasiões. Na última, contudo, o 7º Exército dos EUA foi mais atento e impediu uma nova fuga. Agora, Leni aguarda o veredicto sobre seu futuro na prisão. A cineasta preferida de Hitler jamais integrou o partido nazista e garante não ter apoiado o Führer, mas a fama de queridinha do bruto ditador maculou sua imagem no mundo todo - em Hollywood, por exemplo, ela recebeu o apelido de "garota pin up nazista".
 

Vencedor do Prêmio Pulitzer no ano passado e correspondente de guerra mais famoso do mundo, Ernie Pyle morreu no mês passado, baleado na ilha de Ie Shima, perto de Okinawa, no Japão. O jornalista americano de 44 anos participou de todos os mais decisivos momentos da guerra - Dia D inclusive - e seus relatos foram a base do roteiro de A História de GI Joe, fita que será lançada em junho.


O correspondente Pyle: morto no Japão



Ele já tinha fama, fortuna, dois filhos e uma bela esposa (Hannah Williams, estrela de musicais da Broadway). O pugilista aposentado Jack Dempsey, contudo, ainda sentia-se incomodado por uma acusação surgida vinte anos atrás, na primeira Grande Guerra. Na ocasião, Dempsey fora rejeitado pelo Exército quando tentou se alistar - os boatos, porém, diziam que ele evitara lutar e fugira do alistamento. Com 49 anos, o ex-campeão fez questão de ir ao front recentemente, em Okinawa; ao combater na perigosa operação, o boxeur enfim provou a sua coragem.


O ex-campeão Dempsey: no front aos 49
 
Albert: o Göring do bem



A queda de Hitler e a libertação das nações conquistadas pelos nazistas fizeram aparecer relatos surpreendentes envolvendo um alemão chamado Göring - não o marechal Hermann, o "vice" do Führer, mas sim Albert, irmão mais novo do temido nazista. Há informações de que ele ajudou a salvar centenas de judeus, além de proteger os funcionários na fábrica de caminhões da Skoda, na Tchecoslováquia, da qual ele era gerente. Albert detestaria os nazistas. Seu destino, contudo, será idêntico ao do irmão, pelo
menos por enquanto - a cadeia.
 

O escritor norueguês Knut Hamsun não celebrou a morte de Adolf Hitler, como a maior parte da humanidade - simpatizante do nazismo, o vencedor do Nobel de Literatura de 1920 disse que o Führer era um "guerreiro" que defendia a civilização e "um profeta a serviço das justiça". Hamsun, que em 1933 deu seu Nobel de presente para Josef Goebbels, não está só com sua carreira ameaçada - chamado de nut, ou "biruta", pela imprensa dos países vencedores, deverá ser internado em um hospital psiquiátrico de Oslo para uma análise em sua condição mental.


Hamsun, 85 anos: Nobel no manicômio?

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