| A MORTE DE UM POVO: Holocausto | VEJA,
Fevereiro de 1945 |
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A estilista francesa Coco Chanel vai morar
na Suíça. Detida pouco depois da libertação de Paris,
ela foi acusada de "colaborar com o inimigo" porque teve um caso com um nazista,
barão Hans Gunther von Dicklage, gigolô e espião dez anos
mais novo que ela. A criadora do fragrância Chanel n. 5 só não
ficou atrás das grades por causa da sua amizade com o líder britânico
Winston Churchill. Ao se mudar para a Suíça, Coco espera ter sossego
em relação ao episódio. "Na minha idade, quando um homem
a quer, você não pede para ver passaporte", justificou.

Coco Chanel, 61 anos: longe da França | | 
Olivier: no palco e na tela 
Liberado de servir a Aeronáutica da Grã-Bretanha, o notável
ator teatral Laurence Olivier, de 38 anos, vem acumulando aplausos do público
e da crítica por suas últimas produções - todas com
fortes cores patrióticas. Diretor da tradicional companhia teatral londrina
Old Vic, o ator montou Peer Gynt de Ibsen, As Armas e o Homem, de
Shaw e Ricardo III, de Shakespeare - e sempre com participações
fabulosas no palco. O astro também reacende o espírito da guerra
em seu país com Henrique V, mais cara fita britânica, que
estrelou e dirigiu. | | 
O escritor alemão Ernst Jünger
está entre os supostos mentores do plano fracassado de parte dos nazistas
para matar Hitler e tomar o poder. Jünger, de 49 anos, é capitão
do exército e já escreveu que os judeus ameaçavam a Alemanha
- mas não seria um grande fã de Hitler, a quem negou pedido de presidir
a União de Autores Nazistas. Elogiado por obras como O Coração Aventureiro e Tempestades
de Ferro, Jünger teve sua casa vasculhada pela Gestapo e foi proibido
de escrever as suas poesias e romances em 1938. O autor, porém, prepara
um novo livro. 
Jünger: na guerra mas contra o 'Führer'
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