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  SÉRIE ESPECIAL



 
Índice
Entrevista
Franklin Roosevelt
Invasão no Dia D
A resistência alemã
Jornalistas em ação
Perfil
Dwight Eisenhower
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Dia D: a invasão

 
Setembro de 1939
Alemanha invade a Polônia
Junho de 1940
A queda da França
Junho de 1941
O ataque à Rússia
Dezembro de 1941
Pearl Harbor
Fevereiro de 1943
Cerco de Stalingrado
Setembro de 1943
Rendição da Itália
Fevereiro de 1945
O Holocausto
Maio de 1945
Queda do III Reich
Agosto de 1945
O fim da guerra

Edição especial
O Brasil na guerra
 VEJA, Junho de 1944
Quinhentos jornalistas e fotógrafos desembarcam nas areias da Normandia ao lado dos aliados - Relatos da Operação Overlord são escrutinados pelos censores - Correspondentes participam de plano de dissimulação
Sob fogo cruzado: cena registrada pelo fotógrafo americano Robert Capa, da revista 'Life'

lém dos mais de 150.000 soldados britânicos, americanos e canadenses, um outro exército invadiu as praias da Normandia na histórica madrugada de 6 de junho. Armados com caneta, papel, microfones e câmaras fotográficas, cerca de 550 jornalistas credenciados pelo Comando de Operações dos Aliados desembarcaram no Norte da França com a missão de cobrir as ações do assalto e transmitir as notícias do front ao público internacional. Órgão oficial de comunicações da Grã-Bretanha, a poderosa BBC tem 48 correspondentes no front da Operação Overlord - e foram seus radialistas os primeiros a tornar públicos os primeiros relatos in loco do ataque.

A cobertura impressionou o público: antes do Dia D, jamais fora possível ouvir relatos tão detalhados e completos de uma operação militar dessa magnitude. Contudo, ao lado destes profissionais da notícia, caminhou, altiva, uma tropa implacável: a dos censores. Espalhados pelo litoral normando, eles são responsáveis por checar as reportagens dos intrépidos jornalistas, garantindo que nenhuma delas contenha informações úteis aos inimigos. Esta situação se repete desde outubro de 1939, quando os primeiros repórteres britânicos foram autorizados a visitar os soldados aliados no front.
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Censura na fonte - Tecnicamente, a tosquia é voluntária - os censores são consultados pelos jornalistas sobre quais dados poderiam virar um trunfo na mão dos oponentes. Mas editores podem ser processados e encarcerados por não seguir as recomendações dos censores. Na verdade, em tempos de guerra pela sobrevivência nacional, poucos profissionais arriscam incluir em seus boletins qualquer material que municie o inimigo; entretanto, para garantir a confidencialidade de algumas de suas estratégias e operações, os Aliados vinham procurando controlar a informação pelo método de "censura na fonte", simplesmente evitando o acesso aos militares que pudessem revelar fatos e números importantes.

Foi apenas com a chegada de correspondentes dos Estados Unidos - e dos próprios generais americanos - que, paulatinamente, as informações voltaram quase que por completo ao conhecimento da imprensa. Em grande medida, aquele rigor inicial britânico foi afrouxado, e os jornalistas voltaram a desempenhar suas funções normalmente. E alguns foram além: como parte dos planos de dissimulação do ataque à Normandia, concordaram em ser despachados para a Escócia, a fim de confundir a inteligência nazista. Tudo a serviço da pátria - e, claro, da notícia.
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Relato de Colin Willis (rede BBC, Grã-Bretanha)
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Relato de Charles Collingwood (rede CBS, EUA)
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Relato de Don Fairbairn (rede CBC, Canadá)
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