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  SÉRIE ESPECIAL

A NOVA GUERRA: Alemanha invade a PolôniaVEJA, Setembro de 1939



Entre nazistas: Göring presenteia Lindbergh durante a primeira visita, há 3 anos

Em 1927, o piloto americano Charles Lindbergh, de 37 anos, tornou-se o maior ídolo de seu país ao cruzar o Atlântico sozinho num monomotor. Agora, contudo, seu status de herói está ameaçado. Depois da invasão da Polônia, Lindbergh fez um discurso no rádio pedindo que os EUA fiquem fora da guerra - segundo ele, a vitória nazista é certa. O problema é que o piloto é apontado como simpatizante de Adolf Hitler, que já classificou de "um grande homem", e da Alemanha nazista, que visitou quatro vezes em quatro anos. Ele já recebeu uma comenda das mãos de Hermann Göring e chegou a procurar uma casa para morar em Berlim, mas voltou depois da Noite dos Cristais. Em público, o americano nega ser amigo dos nazistas.
 



Depois de uma década inteira longe dos holofotes, Winston Churchill, um dos timoneiros britânicos para a vitória na Grande Guerra, voltou ao governo, no posto de primeiro lorde do Almirantado. Famoso pelo brilho intelectual, pelo domínio da retórica e pela parceria inseparável com uma boa garrafa de scotch, o herdeiro do lorde Randolph Churchill sempre foi a favor de derrotar Hitler pela força.


Churchill, de 64 anos: de novo no poder




Radicado desde 1933 nos EUA, onde leciona na universidade de Princeton, o cientista Albert Einstein, 60 anos, escreveu a Franklin Roosevelt com a intenção de pedir apoio ao projeto de construção de um novo tipo de arma - uma "bomba atômica", conforme a sua descrição. Nascido na Alemanha, ele teve seus bens confiscados pelos nazistas por ser judeu. O físico - que já assombrou o mundo científico em 1919, com a comprovação da Teoria da Relatividade - acredita que a nova bomba deve ser confeccionada pelos EUA antes que Hitler consiga fazê-lo.


Einstein: carta ao presidente americano
 
Howard e Ingrid: sucesso



O par de protagonistas do ótimo Intermezzo já deixou Hollywood, apesar do êxito do filme. Ingrid Bergman, uma revelação sueca de estonteante beleza, teve de voltar a Estocolmo para cumprir o seu contrato com um estúdio local - mas já tem convite para retornar aos EUA logo depois. Já Leslie Howard, um bom ator britânico, foi a Londres para contribuir nos esforços de guerra. Antes disso, no entanto, aparecerá outra vez nas telas na superprodução ...E o Vento Levou, a ser lançado ainda neste ano nos cinemas americanos.
 

O homem que criou o forte exército alemão, barão Werner von Fritsch, está morto. Conforme o comunicado oficial de Berlim, o barão foi atingido por tiros de metralhadora próximo de Varsóvia. O relato do óbito, contudo, provoca suspeitas - afinal, não houve relatos de resistência na região, onde Frisch agia como coronel honorário, e não combatente. O barão ficou em baixa com Hitler depois que se disse contra a nova guerra. Fritsch já fora exonerado do comando depois que o chefe da Gestapo, Heinrich Himmler, o denunciou por ser "homossexual".


O alemão: morte misteriosa aos 59 anos

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