A audiência média do Big Brother – que se tornou sinônimo de reality show no Brasil – caiu nas cinco últimas edições do programa da Rede Globo: 47,5 para 32 pontos no Ibope. Porém, o programa é líder isolado do ponto de vista comercial, sendo o produto mais rentável da emissora. Manter o Big Brother Brasil no ar custa é quinze vezes mais barato do que sustentar uma novela das oito.
Prato cheio para anunciantes, os realities apostam na inserção de comerciais e merchandising para garantir o maior lucro possível. A produção de A Fazenda, da Record, tinha inicialmente cinco cotas para os interessados em inserir a logomarca no programa, quatro de veiculação nacional e uma de abrangência local. Cada cota da categoria nacional custava 26, 5 milhões de reais; a local sairia por 5,2 milhões de reais. Ao fim das contas, a Record pode ter conseguido 111 milhões de reais com o programa.
O poder do gênero se evidencia de forma ainda mais inequívoca na TV paga: em 2007, ele já ocupava mais de 200 horas semanais, respondendo por 60% da programação do canal People & Arts, por exemplo. Os canais por assinatura têm ainda outra vantagem: além de pagar apenas pelos direitos das atrações importadas, eles abusam das reprises.
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