|
Um trabalho reconhecido

Johanna foi a única brasileira a participar da Pontifícia
Academia de Ciência do Vaticano
Johanna Döbereiner costumava falar que seu trabalho
"era fruto de uma equipe", cujos integrantes foram
leais até o final de sua vida. E os colegas de laboratório
nutrem respeito e admiração pela pesquisadora
e seu trabalho até hoje. O prédio da Embrapa
Agrobiologia, localizado perto da cidade de Seropédica,
no Rio de Janeiro, tem dezenas de homenagens a Johanna, inclusive
uma sala com os prêmios e diplomas conquistados por
ela. "Era um símbolo muito forte para nós",
diz o pesquisador Avílio Franco, que trabalhou por
35 anos ao lado de Johanna.
 |

Atrás da excelência do trabalho, estava
uma mulher com personalidade forte, determinada
e enérgica com seus discípulos. |
 |
|
 |
À frente da excelência do trabalho desenvolvido
pela pesquisadora, estava uma mulher com personalidade forte,
determinada e enérgica com seus discípulos.
"O trabalho era a vida para ela", diz Avílio.
A dedicação integral a seus projetos era um
traço marcante na personalidade de Johanna. A cientista,
geralmente, era a primeira a entrar e a última a sair
do laboratório, que freqüentou até quase
seu último dia de vida. Johanna morreu no dia 5 de
outubro de 2000 por complicações decorrentes
de uma enfermidade neurológica.
Casada e com três filhos, Johanna viajou por dezenas
de países divulgando suas pesquisas e ganhou notoriedade
internacional como poucos brasileiros. Sua lista de prêmios
e homenagens é extensa. Foi a única brasileira
a ter direito de participar da Pontifícia Academia
de Ciência do Vaticano. Foi também indicada ao
Prêmio Nobel de Química em 1997. Johanna ainda
recebeu o título de doutora Honoris Causa concedido
pela Universidade da Flórida e pela Universidade Federal
Rural do Rio de Janeiro.
Pouco antes de morrer, a pesquisadora recebeu um elogio surpreendente,
quando Norman Borlaug, o pai da revolução verde,
admitiu anos depois que o método de Johanna era eficaz.
"O que você faz aqui é muito melhor do que
aquilo que eu fiz", disse ele em visita à pesquisadora.
Para dar continuidade ao seu trabalho, em 2002, um grupo de
pesquisadores e seu marido Jürgen Döbereiner fundaram
a Sociedade de Pesquisa Johanna Döbereiner, com o objetivo
de promover o conhecimento em Agrobiologia e apoiar projetos
de pesquisa científica e formação de
pesquisadores. Mais uma maravilhosa contribuição
à ciência brasileira.
voltar ao topo
|