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Quase todo o processo de seleção que levou Cristina Yokota, 28 anos, a trabalhar numa empresa de programas para computador na Holanda foi feito pela internet: "A rapidez com que tudo aconteceu me deixou espantada" |
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Qual o primeiro passo? Os especialistas em recursos humanos recomendam que os primeiros endereços
a ser visitados pelos interessados em conseguir um emprego pela internet
devem ser os dos sites de busca. Entre, por exemplo, em www.yahoo.com e digite a palavra emprego. Entre as mais
ou menos 10 000 páginas que devem ser listadas, pelo menos 1 000
serão de bancos de currículos. São serviços
que nada cobram para guardar suas informações profissionais
e deixá-las à disposição dos departamentos
de recursos humanos das companhias que entram na rede à procura
de candidatos. Que cuidados é bom ter na hora de mandar o currículo? A única estratégia é só mandar o currículo para empresas de consultoria em recursos humanos com boa reputação no mercado (veja quadro abaixo). A Spencer Stuart, uma das mais conceituadas firmas especializadas na contratação de executivos do mercado, tem em seu endereço eletrônico (www.spencerstuart.com.br) um modelo de currículo que basta preencher e dar um clique na área "enviar".
A tendência é de que, daqui por diante, as empresas passem
a aceitar todos os tipos de currículo pela internet. A americana
Motorola prefere essa forma de contratação a todas as demais.
"O risco de errar na escolha é menor", diz o gerente de recrutamento
e seleção, José Carlos Nicolau. "Os mecanismos de
cruzamento de informações nos permitem fechar o cerco exatamente
sobre o profissional que estamos procurando." A Motorola prepara-se para
instalar um banco de currículos mundial (http://employment.motorola.com), que poderá
ser acessado pelos departamentos de recursos humanos de todas as filiais.
Quem estiver cadastrado poderá concorrer a uma vaga que aparecer
em qualquer das unidades da empresa no mundo. Outras empresas seguem a
mesma tendência. A administradora de cartões de crédito
Credicard mantém um banco com cerca de 20 000 currículos
inscritos. "Quando precisamos de alguém, é o primeiro lugar
em que procuramos", afirma Priscila Soares, vice-presidente de recursos
humanos da Credicard. Não. O casal de engenheiros de software Alexandre de Carvalho e Cristina Yokota, ambos de 28 anos, viviam em são Paulo quando souberam que uma empresa de software estava recrutando profissionais para trabalhar na Holanda. Fizeram contato com a firma por e-mail. No dia seguinte receberam um telefonema de um recrutador da companhia para fazer a entrevista de seleção. Todos os outros contatos foram feitos por e-mail. Uma semana depois da primeira mensagem, já estavam mandando para a companhia, via internet, os documentos necessários para a contratação e para resolver os problemas de imigração. "A rapidez do processo nos deixou espantados", diz Cristina.
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