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Segundo levantamento do Edge Group, firma de consultoria especializada em produzir números sobre a internet, as empresas que se dedicam ao comércio eletrônico faturaram 200 milhões de dólares no Brasil em 1999. Dentro de três anos, estima a empresa, o movimento será de 4 bilhões de dólares - ou vinte vezes mais. Ou seja, quem cometer falhas agora, quando o mercado ainda é modesto, poderá estar fora do jogo na hora em que o movimento for expressivo. De olho nesse movimento, as principais empresas de entregas expressas montaram operações no Brasil. A FedEx, a DHL e a UPS instalaram filiais brasileiras que disputam o espaço ocupado atualmente pelos Correios. A estatal entrega cartas e encomendas em todas as localidades brasileiras, não importa o grau de dificuldade de acesso. No ano passado, os Correios entregaram um total de 80 milhões de pacotes. A maioria dessas encomendas não foi feita por usuários da internet, mas a empresa sabe que é esse público exigente que terá de atender daqui por diante. "A internet cria um consumidor tão exigente que todas as empresas, mesmo as líderes de mercado, precisam se esforçar para não perder mercado", diz Marcos Monteiro, um dos sócios da Total Express, empresa responsável pela entrega das encomendas feitas a algumas das principais lojas virtuais do Brasil. |

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