Ricardo Benichio

 

Flavio Torres
Os sites de música estão entre os que mais atraem visitantes. É possível encontrar na rede, com qualidade de CD, músicas interpretadas por Mariah Carey, Frank Sinatra, Ivete Sangalo ou qualquer artista de sua preferência

les têm nome de conjunto de rock e estão na lista dos prediletos da juventude. Podem ser encontrados nos endereços www.macster.com e www.napster.com. O Macster e o Napster são programas que cumprem, nos computadores Macintosh e PC, a missão de driblar tanto as barreiras técnicas quanto os obstáculos legais que as gravadoras conseguiram nos últimos meses impor ao MP3, o consagrado formato de arquivos sonoros que povoam a rede oferecendo músicas com qualidade de CD. Os dois funcionam assim: o usuário baixa o programa do site para seu computador. A operação é gratuita. O passo seguinte é usá-lo para encontrar em milhares de computadores de todo o planeta suas músicas prediletas. Uma busca no Napster indica quase 1 milhão de músicas disponíveis na rede - é uma discografia em que, seja em CD, seja em vinil, se pode contar nos dedos das mãos o número de aficionados que conseguiram juntá-la ao longo da vida. As músicas estão lá na internet ao alcance de um clique do mouse.

Compare: a Fnac, de São Paulo, uma das maiores lojas de discos do Brasil, tem 50 000 títulos de CD em seu estoque. Isso equivale a mais ou menos 600 000 faixas. O milhão de faixas disponíveis apenas no Napster equivale ao conteúdo de mais de 80 000 CDs. Para comprar 80 000 CDs ao preço médio cobrado no varejo brasileiro é preciso gastar mais de 1 milhão de reais. Na internet, sai de graça. É só digitar o nome da faixa desejada no campo apropriado do programa, localizar a música que interessa e pedir que ela seja transferida para seu computador. Quem estiver navegando em um computador ligado à rede por uma conexão rápida realiza a operação em poucos minutos. O detalhe mais interessante é o seguinte: como não há relação comercial entre o dono do arquivo e o internauta que foi buscá-lo, o programa não precisa remunerar o detentor dos direitos. E as gravadoras simplesmente não têm o que fazer para tentar punir quem realiza esse tipo de operação.

 
 
Ouvir milhares de emissoras de rádio na internet sem a necessidade de copiar arquivos de sons nem fazer adaptações mirabolantes no computador? Poucos entenderam como seria possível ouvir música sem esses recursos quando a página da Usina do Som (www.usinadosom.com.br) estreou na rede no final de março. Em menos de uma semana, o endereço se tornou um dos mais freqüentados do país. Mais de 40 000 rádios foram criadas sob o controle do próprio internauta. Um sucesso. Na Usina, qualquer pessoa conectada à rede pode entrar, escolher em um banco de dados de mais de 50 000 títulos e montar a própria rádio virtual. Os freqüentadores da página também terão à disposição entrevistas com artistas, bastidores do show biz nacional, agendas de espetáculos no Brasil e no exterior e a chance de montar sua rádio com as músicas de sua banda ou grupo musical.
A Usina do Som está incorporando a sua discoteca mais de 1 500 canções por dia.
A meta é chegar a 400 000 títulos. Na página brasileira, o internauta pode ouvir suas rádios, indicá-las aos amigos, escutar as mais visitadas ou passar alguns momentos ouvindo as rádios pré-programadas pela equipe. "Vamos oferecer tudo sobre música: da informação a respeito dos artistas até a venda dos CDs", diz Giancarlo Civita, vice-presidente de Entretenimento do Grupo Abril, que produz a Usina.
 

Os tocadores de música em MP3 ganham formas diferentes. Entre os modelos mais recentes, um se parece com telefone celular e outro tem o formato de relógio de pulso. Além de reproduzir as canções copiadas para o computador, os aparelhos ainda realizam suas funções originais de fazer ligações e marcar horas

Foto: divulgação