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Cultura | Gente

A prova da existência de Deus

Despida pelo então marido Roger Vadim em ...E Deus Criou a Mulher, de 1956, a atriz francesa Brigitte Bardot atravessou a década seguinte como o maior símbolo sexual do cinema. Teve vários casos, refrescou-se nas águas de Búzios, no Brasil, e emprestou a voz sexy para um duo erótico com Serge Gainsbourg em Je T’Aime... Moi Non Plus (mas depois se arrependeu: a canção acabou sendo lançada com os vocais de Jane Birkin, em 1968). La Bardot adentraria os anos 70 cansada da vida de celebridade: abandonou o cinema em 1973, no esplendor outonal de seus 39 anos, e desde então vem empregando sua fama em campanhas pelo direito dos animais.

 

O pai do E.T.

Com pouco mais de 20 anos, o diretor americano Steven Spielberg era menos que uma promessa no fim dos anos 60. Dirigia episódios de seriados de televisão como Galeria do Terror. Também fez curtas como Amblin (e Amblin seria o nome da produtora com que mais tarde realizaria clássicos como E.T.). Foi em 1971 que ele pôde mostrar a extensão do seu talento, com o impactante Encurralado, uma produção televisiva. Daí em diante, Spielberg engrenaria uma carreira ascendente e revolucionaria a indústria do cinema, com Tubarão, E.T. e a série Indiana Jones.

 

Roqueiro imortal

"O tempo está do meu lado", canta o inglês Mick Jagger em uma das músicas mais conhecidas dos Rolling Stones. E está mesmo. Com seus lábios obscenos e seu visual andrógino, ele encontrou seu lugar nos anos 60 como uma espécie de anti-beatle, mais rude e sujo do que os rapazes de Liverpool. Os Beatles separaram-se em 1970, mas Jagger, ao lado de seus companheiros dos Stones, continua arrebatador aos 65 anos.

 

Escultural e cabeça oca

Ativista de esquerda meio avoada, a atriz americana Jane Fonda visitou o Vietnã do Norte em 1972 (ficou conhecida como Hanói Jane) e voltou dizendo que os prisioneiros de guerra americanos eram tratados a pão-de-ló. A imagem de Jane que ficou daqueles tempos, felizmente, é outra: a da atriz de corpo escultural na pele da heroína da ficção erótico-científica Barbarella, de 1968. O filme é, na verdade, bem ruinzinho: vale a pena só pelo figurino de Jane.

 

O indecifrável

Ele é um enigma embrulhado em idiossincrasias. Sempre que quiseram engajar Bob Dylan em um movimento, o cantor e compositor americano, individualista irredutível, pulou fora. Sua adesão à guitarra elétrica, em 1966, desgostou os puristas. E ele desapontou os hippies por não tocar em Woodstock e por fazer um show muito curto (e caro) em Wight, na Inglaterra, em 1969, outro grande festival riponga. Os hippies remanescentes hoje apenas produzem artesanato, enquanto Dylan segue lançando grandes discos.

 

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