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E quando sobrar
algum dinheiro...
Dois
hotéis que atingiram o topo,
para quem pode pagar
muito pelo luxo: o histórico Copacabana
Palace, no Rio,
e o moderno Emiliano, em São Paulo
Divulgação
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Fotos Pedro Rubens
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A
piscina do Copa com o restaurante Cipriani ao fundo: diárias
de 725 reais a 2 145. Ao lado e acima à dir., o spa e
a decoração chique do Emiliano: a tarifa-balcão é de 855 reais,
pelo apartamento, e de 1 555, pela suíte, com descontos no fim
de semana |
Pessoas
que viajam muito às vezes chegam a um ponto em que os grandes
atrativos do turismo empalidecem. Praias maravilhosas, cidades sofisticadas,
paisagens deslumbrantes, tudo isso diminui de importância
e resta, no foco principal, uma única coisa: o hotel. A arquitetura,
as mordomias, os equipamentos, os detalhes da decoração
até a quantidade de fios nos lençóis
de algodão, egípcios, claro são discutidos
e comparados com fervoroso interesse. Para quem já chegou
ou planeja chegar a esse nível e, principalmente, tem um
bocado de dinheiro para queimar nessa busca incessante do hotel
perfeito, aqui vão duas sugestões. A primeira é
o mais famoso hotel do Brasil, o Copacabana Palace, ou Copa, simplesmente,
como sua história e sua presença mítica na
paisagem carioca autorizam chamá-lo (fone: 21 2548-7070).
O
prédio branco e elegante encomendado pela família
Guinle nos anos 20 ao arquiteto francês Joseph Gire tem o
mesmo estilo dos hotéis que marcaram os anos dourados da
Côte d'Azur. A reforma que salvou o Copa da decadência,
depois de ser vendido para um grupo inglês, teve o bom senso
de manter o irreproduzível estilo clássico. O carpete
tem o mesmo motivo floral e o elevador continua revestido de madeira
trabalhada e espelhos quando a porta se fecha, aparece a
pintura de uma cortina de teatro. No térreo, a piscina famosa,
semi-olímpica, é aquecida com água corrente
escorrendo pelas bordas e emoldurando o elegante restaurante Cipriani.
É o melhor ponto para ver o desfile dos ricos e famosos,
especialmente em época de grande movimento, como o Carnaval.
No topo, ficam as sete suítes mais requintadas, cada uma
com cerca de 100 metros quadrados, piso de parquet espinha de peixe
e banheiros de mármore aurora pérola, com vista para
a Praia de Copacabana. Os hóspedes do último andar
têm direito a uma piscina exclusiva, de granito e pastilhas
pretas, e a um mordomo em plantão permanente.
Em
São Paulo, entre os luxuosos hotéis que servem ao
turismo de negócios, o pequeno e independente Emiliano se
destaca pelo bom gosto e pelo requinte dos detalhes (fone: 11 3068-4393).
São só 38 apartamentos, na parte de trás, e
dezenove suítes, com sala e quarto, na frente. Das poltronas
Charles Eames aos acolchoados alemães de pluma de ganso,
tudo é em tons que deslizam suavemente do branco ao areia.
Não encontrou o frigobar? As bebidinhas estão em duas
gavetas, mimetizadas nas paredes revestidas de freijó claro.
O banheiro é de arrancar suspiros dos maníacos por
hotel, com o vaso sanitário japonês que automatiza
tudo, inclusive a temperatura do assento. Piscina, não tem.
A ausência é compensada por um spa de teto transparente
com uma hidromassagem enorme e dois ofurôs. Ah, sim, um pouco
acima fica o heliponto, para quem quer chegar com o próprio
transporte aéreo.
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