Todo mundo quer ir para a ilha dos sonhos

De Porto Seguro a Trancoso, é um agito só

Salvador, tradição com modernidade

Férias com mordomia

Rio Quente, a número 1

Serra gaúcha, gostinho europeu e muito vinho

Tiradentes, uma jóia de Minas

Bocaina, segredos de uma serra com história

Porto de Galinhas, piscinas no mar e bons hotéis

Pipa e Natal, golfinhos e dunas

Fortaleza, capital do turismo bem planejado

Chapada Diamantina, o melhor destino radical
Exclusivo on-line: Clima de esoterismo total em Alto Paraíso

A preferida dos jovens — e das loiras

Os melhores lugares para namorar

Como descobrir o Pantanal

A transparente beleza de Bonito

Cataratas do Iguaçu para brasileiro ver

Amazonas, a imensidão é nossa
Exclusivo on-line: Alter do Chão, uma surpresa no coração
do Pará


Programa de 500 anos

Copacabana Palace e Emiliano no topo

Conselhos de um turista profissional

Uma lista de sites úteis para navegar pela internet antes de viajar pelo país
 
     

 
SANTA CATARINA  
 

Paraíso das loiras

Em Florianópolis e praias próximas,
as turmas de jovens
imperam: é lugar
para surfar, dançar, paquerar e
ver gente bonita

Bel Moherdaui

 

Fotos Suzete Sandin/Tempo Editorial
Praia Mole, o ponto alto do agito em Floripa: chimarrão, portunhol e índice de beleza humana próximo de 100%

Comecemos com uma panorâmica: por todo lado, mulheres bonitas, praias deslumbrantes e boas ondas para o surfe; no detalhe, banhistas tomando chimarrão fumegante sob um sol de 40 graus; ao fundo, o som onipresente do portunhol. Estamos em Florianópolis, destino cada vez mais popular nas viagens de lazer – no ano passado, 550 000 pessoas visitaram a capital catarinense, quase o dobro de turistas recebidos há dez anos e do número de habitantes fixos. Sem o tempero da Bahia nem o verão eterno do Nordeste, a capital catarinense se desdobra em encantos próprios. O mar é frio, mas a água é aquecida nas piscinas de hotéis de bom padrão. Reza a lenda que na capital de Santa Catarina há 100 praias, fora as situadas a curta distância da cidade. Tem para todos os gostos: Brava e Joaquina para os surfistas, Lagoinha do Leste e Naufragados para os aventureiros, Jurerê Internacional para patricinhas e mauricinhos, Daniela e Ingleses para quem vai com a família, Mole para a turma, Pântano do Sul para namorados e até redutos de argentinos, como Canasvieiras – estes, agora, incomparavelmente mais vazios.


Divulgação
Pousada Ilha do Papagaio: longe do movimento, o conforto e a beleza natural da ilha onde o dono só permite a entrada de hóspedes e convidados


De todos os grupos que visitam Floripa, o mais numeroso é o das turmas de jovens. Eles chegam principalmente do Rio Grande do Sul, de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os rapazes, atraídos pelas peculiares características da ilha, das quais a mais evidente é a impressionante quantidade de loiras de cair o queixo. As meninas, seduzidas pela altíssima concentração de surfistas. Como todos, locais e visitantes, são a flor da juventude de classe média, o índice de beleza humana em alguns lugares chega perto dos 100%. Sob essa hegemonia estética, no verão praias como Mole e Brava explodem como points de agito e azaração. Quando começa a escurecer, a badalação é transferida para a Lagoa da Conceição, onde se enfileiram dezenas de barzinhos. Ali por perto também ficam bons restaurantes, como o charmoso Bistrô Isadora Duncan, que tem no cardápio pratos com nomes exóticos, como peixe iluminado e camarões encantados, e é todo enfeitado com peças de brechó. À noite, a turma do agito tem um trabalho danado para decidir onde consumir sua inesgotável energia. O Latitude 27º, no caminho entre a Praia Mole e a Barra da Lagoa, aposta no rock. A X Music Hall, em Jurerê Internacional, possui vários ambientes e costuma lotar. Para se locomover entre esses pontos e as várias praias é imprescindível estar de carro. Só entre os dois points prediletos do pessoal da paquera, Praia Mole e Lagoa, são 3 quilômetros. Da Lagoa para o Centro, mais 12. De lá para a Praia Brava, outros 38.

 
Divulgação
Pousada da Vigia, na Praia da Lagoinha: charme, oito quartos e vista panorâmica do deque da piscina coberta, entre rochas imponentes

Uma vez de carro, é inevitável pegar a estrada para conhecer as belíssimas praias ao sul da ilha. Guarda do Embaú, a 50 quilômetros de Florianópolis, é um dos destinos preferidos da moçada. Nas temporadas, a praia fica cheia, principalmente em frente à vila – quem quer sossego deve caminhar em direção às dunas. Um dos charmes da Guarda é o rio, gelado, que separa a cidade da praia. Para atravessá-lo, há vários barcos que cobram 1 real por pessoa, mas a maioria prefere ir a pé ou a nado, dependendo da maré. Nessa travessia, algumas moças de sorte já conseguiram carona na prancha do bonitão Paulo Zulu, que tem uma pousada por lá e sai sempre para surfar. Quem quer distância de barulho, multidão e música alta pode ir para a Ilha do Papagaio, onde se esconde um dos hotéis mais sofisticados das proximidades de Florianópolis. Como é uma ilha particular, com seus 142 000 metros quadrados guardados a ferro e fogo pelo dono-morador, só entram mesmo hóspedes e visitantes de um dia que tenham feito reserva antecipada. Os vinte chalés ficam num morro, entre as árvores, e variam de tamanho e estilo.

 
Tarcisio Mattos/Tempo Editorial
Pranchas de sandboard, o "esqui na areia", na Praia da Joaquina: ondas e dunas para esportistas

Descendo pela estrada mais 50 quilômetros para o sul chega-se a Garopaba. Descoberta por mochileiros e surfistas no início dos anos 70, hoje é freqüentada principalmente por famílias. Tem um centrinho cheio de lojas, bares e lanchonetes e um sem-fim de casas de veraneio. A um morro de distância dali fica a isolada Praia de Silveira, lar de surfistas. Mais adiante, seu oposto, a Praia da Ferrugem, destino certo para quem procura agito de dia e de noite – a rua principal tem um bar ao lado do outro e a partir da 1 hora da manhã, quando o agito começa a engrenar, uma multidão se reveza entre eles. Nessa região, as melhores pousadas estão localizadas na Praia do Rosa, uma das mais bonitas do Brasil. Graças ao acesso precário, ao mau estado de conservação das ruelas – é aconselhável ir de veículo com tração nas quatro rodas – e a uma saudável mentalidade preservacionista, ela conseguiu se salvar do ataque do turismo de massa e manter o aspecto selvagem. Para chegar à praia é preciso caminhar por trilhas no mato. As pousadas mais bacanas estão no topo do morro e têm vistas deslumbrantes, como a Caminho do Rei, em estilo rústico, que possui um deque de madeira com espreguiçadeiras para quem gosta de ficar preguiçosamente observando o mar. De julho a novembro, a vista fica mais agitada: é a época em que as baleias-francas chegam para ter filhotes no litoral de Santa Catarina. Elas podem ser observadas da praia mesmo ou em expedições turísticas. Mar, praias, baleias, gatas, uma cultura de simplicidade ordeira, bons serviços – quem vai para a região acaba correndo o risco de não voltar mais para casa. O sonho recorrente de largar tudo e mudar para Floripa não é apenas uma fantasia escapista. Acontece com freqüência. Quem não acreditar que experimente.

 

(Para acessar o site dos hotéis, clique nos estabelecimentos sublinhados)

Florianópolis

Hospedagem
 

Florianópolis tem desde pousadinhas até grandes hotéis, espalhados por toda a ilha. Uma das mais charmosas é a Pousada das Palmeiras (fone: 232-6267, diárias de 110 a 170 reais), onde os quartos têm velas e ikebanas e as frutas do café da manhã são sem agrotóxico. A Pousada da Vigia (fone: 284-1789, de 165 a 198 reais) tem vista deslumbrante, principalmente da Jacuzzi, que fica no deque da piscina. Inaugurado em dezembro, o Jurerê Beach Village (fone: 0800-480110, de 220 a 310 reais) é o típico hotelzão. Para quem quer ficar no centro, um dos hotéis mais bem localizados é o Blue Tree Towers (fone: 251-5555, de 157 a 187 reais). Jovens que viajam em turma preferem opções econômicas, como a Pousada Barratur (fone: 232-3000, de 38 reais, quarto de casal, a 70 reais, casa com dois quartos e cozinha).


Restaurantes
  Frutos do mar são a constante de Florianópolis e o prato mais óbvio é a seqüência (uma espécie de rodízio), que pode ser degustada na Casa do Chico (fone: 232-5132). Mais charmosos e requintados são o Bistrô Isadora Duncan (fone: 232-7210), o Um Lugar (fone: 232-2451), o D'Acampora (fone: 235-1073), que só tem sete mesas e exige reserva, e o Muito Além do Jardim (fone: 232-5181), ótimo para namorar. A pizzaria Basilico (fone: 232-1129) é um reduto de gente bonita. O Box 32 (fone: 224-5588), no Mercado Municipal, é ponto obrigatório para petiscos.

Casas noturnas
  A ilha, como era de esperar, tem badalação por todos os lados. As principais casas noturnas são o Latitude 27º (fone: 234-2420), perto da Lagoa, a X Music Hall (fone: 282-2054), que tem vários ambientes, o Café Cancun (fone: 225-3717), preferido do tenista Gustavo Kuerten, e o Ilha de Caescaes (fone: 261-1555), que fica no resort Costão do Santinho e só abre no verão.

Ilha do Papagaio

Hospedagem
  Situada a 30 quilômetros ao sul de Florianópolis, só tem uma pousada, a Ilha do Papagaio (fone: 286-1242, de 242 a 422 reais), com chalés confortáveis cercados de natureza.


Praia do Rosa

Hospedagem

Divulgação
Caminho do Rei

  É lá que ficam os hotéis mais caprichados das praias ao sul de Florianópolis. O Caminho do Rei (fone: 355-6062, de 120 a 140 reais) é rústico e aconchegante. A Fazenda Verde do Rosa (fone: 355-6060, de 128 a 166 reais) é a mais próxima da praia e tem diferentes chalés.

Restaurantes
  Dois dos restaurantes mais gostosos do Rosa ficam em pousadas: o Bistrô Pedra da Vigia (fone: 355-6066), com menu francês, na pousada Regina Guest House, e o italiano Sapore di Pasta (fone: 355-6100), na Morada dos Bougainvilles.

DDD
  O DDD da região é 48