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Azul infinito
Porto
de Galinhas tem tudo para
ser a favorita: praias deslumbrantes,
piscinas naturais repletas de peixinhos,
excelentes resorts, e ainda está
a uma hora de Recife e Olinda
Flávia
Varella
Leo Caldas/Titular

As
piscinas naturais, em que os peixes vêm comer nas mãos dos turistas,
ficam perto da praia: ir de jangada custa 6 reais, mas chega-se
a nado |
Porto
de Galinhas, com seu nome curioso e uma paisagem ainda selvagem,
era até alguns anos atrás um dos passeios de domingo
preferidos dos recifenses mais atirados. A pouco mais de 60 quilômetros
da capital pernambucana, uma praia com piscinas naturais, de um
azul translúcido, repletas de peixinhos, logo ali, na beira
da areia. Os mais entusiasmados começaram a construir suas
casas de veraneio por lá, os espíritos empreendedores
montaram pousadas. Depois desses primeiros desbravadores, chegaram
os "estrangeiros", os turistas em visita ao Recife, atraídos
pela beleza natural e pela infra-estrutura incipiente. Hoje, Porto
de Galinhas deixou de ser apenas passeio de domingo, é programa
de férias inteiras. O esquema se inverteu: agora o visitante
se hospeda em Porto e passa um ou outro dia no Recife.
A galinha Filomena, nome dado ao simpático símbolo
da cidade estampado em placas, folhetos, totens de rua e suvenires,
conquistou o coração dos turistas com atrativos múltiplos.
Além da praia com as famosas piscinas naturais, às
vezes congestionadas tal a quantidade de jangadas que levam visitantes
aos bancos de corais, Porto de Galinhas tem o conforto de resorts
de alto nível, hotéis e pousadas charmosas, bons restaurantes
e um movimentado centrinho de compras. Em votação
realizada no ano passado, foi eleita a melhor praia do Brasil pelos
leitores da revista Viagem e Turismo honraria devidamente
apregoada em cartazes ao longo da estrada. Quem não gosta
de um marzão que não acaba mais, da água morninha
das piscinas e ainda das mordomias típicas dos lugares que
vivem do turismo? As melhores pousadas ficam praticamente na areia
das praias ao lado da vila, Cupe e Merepe. Isso significa ter, a
poucos passos do quarto, serviço de praia, com espreguiçadeiras,
toalhas, chuveirões, bebidas e petiscos. Na mais atraente
delas, a Pousada Tabajuba, a decoração com cores e
desenhos nas paredes e em todos os objetos sintetiza o "estilo Porto
de Galinhas" que se tenta imprimir a toda a cidade. Em Muro Alto,
9 quilômetros ao norte, ficam os resorts Summerville e Nannai
(veja reportagem), vizinhos de cerca
de uma praia encantadora.
A. Belem/Titular

Pousada
Tabajuba, em Porto de Galinhas, decorada com o colorido e os
desenhos típicos da região: nas praias de Cupe e Merepe, ao
lado da vila, os hóspedes praticamente saem do quarto direto
na areia, com direito a bebidas, petiscos, espreguiçadeiras
e outras mordomias |
A
vantagem adicional de Porto de Galinhas é que quando o turista,
mesmo com tanta beleza natural, começa a ter saudade dos
atrativos urbanos, Recife está pertinho, a uma hora de carro.
Para quem não viaja no sistema de pacotes fechados, pode
ser uma visita mais longa, de alguns dias. Vale a pena. A cidade
recuperou sítios históricos, como o Recife Antigo,
bairro remanescente da colonização holandesa, e o
belo Pátio de São Pedro, com sua majestosa igreja
de feição barroca, e transformou-os em animados centros
de barzinhos e shows. E logo ali do lado, Olinda, jóia colonial,
com monumentos históricos imperdíveis, como o Mosteiro
de São Bento e o Convento de São Francisco, casarões
cinematográficos, ateliês de artistas, restaurantes
e bares simpáticos, ilhas de verde, oceano fazendo eco ao
fundo, tudo fluindo para criar a sensação de que se
está, nem que seja por alguns instantes, em outro mundo.
O Recife não existe para o turismo, tem vida própria
e pontos de encontro cheios de colorido local, como os bares rústicos
em que se come aratu e caldo de feijão os mais tradicionais
são o Biruta Comedorias do Mar, na areia da Praia do Pina,
e o Casa de Banhos, na beira do Rio Capibaribe. Mas a moda mesmo
são os bares no estilo do Boteco, da Praia de Boa Viagem:
paredes de azulejo, mesas com tampo de mármore, fotos emolduradas
e garçons passando com a bandeja cheia de pastéis,
coxinhas, casquinhas de siri, bolinhos de aipim, para o freguês
se servir. O novo Barrozo recuperou um casarão antigo com
pátio interno, onde funcionava um clube naval, e montou bar,
restaurante e boate com decoração elegante.
Quando o sol esquenta demais, o movimento aumenta e bate a vontade
de sombra e água fresca, é só voltar para Porto
de Galinhas ou seguir mais e mais além, garimpando
as belezas do litoral pernambucano. A descoberta mais preciosa é
a Praia de Carneiros. Lá, não há um grão
de areia branquíssima, por sinal nem um coqueiro
sequer fora do lugar. A água do mar é tão transparente
que parece mineral.
Geyson Magno

O
bar Barrozo, no antigo clube naval, é exemplo de duas modas
do Recife, a restauração de prédios e a proliferação de botecos:
cidade com vida própria |
E
ainda existem os detalhes: uma igrejinha branca com janelas e portas
verdes, cuja escadaria dá na areia; uma piscina natural na
ponta da praia formada por um pequeno recife e algumas árvores
de mangue; uma ilhota só de areia, repleta de conchinhas
e estrelas-do-mar, à qual se chega de caiaque. Passar o dia
nessa praia de cartão-postal virou a cereja no bolo tanto
para quem se hospeda em Porto de Galinhas quanto no Recife. Para
os diaristas, existem duas simpáticas barracas de praia.
Para quem quer imersão total no ambiente idílico,
só há duas opções: a pousada e a fazenda
Amaragi, que ficam num morro distante do mar, mas levam e trazem
seus hóspedes de Kombi e lancha para a praia, onde mantêm
um posto avançado com palhoças que servem de guarda-sol,
espreguiçadeiras, ducha, almoço e redes para uma sesta.
Dá a maior inveja nos que só têm um dia para
tanto visual.
Montagem com fotos de A. Belem/Titular
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(Para acessar o site dos hotéis, clique
nos estabelecimentos sublinhados)

Recife
e Olinda

Hospedagem
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No
Recife, há duas zonas hoteleiras. Os hotéis mais
imponentes, como o Blue
Tree Towers (fone: 3468-1255, diária a partir
de 110 reais) e o Parthenon
Golden Beach (fone: 3468-3002, 125 reais), ficam em
Piedade, mas ali a praia não é tão boa.
Na Praia de Boa Viagem, tudo fica mais à mão.
Lá estão o Atlante
(fone: 3302-3333, entre 195 e 290 reais), o Jangadeiro
(fone: 3465-3544, 75 reais) e o Holiday Inn (fone: 3465-7050,
120 reais). No centro histórico de Olinda, a Pousada
do Amparo (fone: 3439-1749, de 105 a 220 reais) é
repleta de obras de artistas locais e móveis de estilo.
O Hotel
Sete Colinas (fone: 3439-6055, 180 reais) também
fica na colina histórica, mas é moderno, com boa
piscina e área de lazer em meio a um convidativo
jardim. |

Restaurantes
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O
Garrafeira, fone: 3465-1088, com seus mais de 900 vinhos
expostos no salão, é um clássico do Recife.
O Leite, fone: 3224-7977, inaugurado em 1882, no Centro,
mantém a fachada com azulejos portugueses, as mesas de
jacarandá e também a tradição culinária.
Para refeições tipicamente pernambucanas: o self-service
de comida sertaneja Parraxaxá (fone: 3268-4169)
e o restaurante de peixes e frutos do mar Casa de Banhos
(fone: 3465-9696). Para cenário e ingredientes mais sofisticados,
experimente o novo Flor de Coco (fone: 3439-1749) e o
Chez Georges (fone: 3439-5858), ambos em Olinda. |

Porto
de Galinhas

Hospedagem
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No
centro de Porto de Galinhas, estão localizadas as pousadas
menores e mais simples. Duas boas são a Marahú
(fone: 3552-1700, 90 reais) e a Porto
Verde (fone: 3552-1410, de 60 a 70 reais). Nas praias
vizinhas, Cupe e Merepe, ficam as pousadas à beira-mar,
com piscina. A Tabajuba
(fone: 3552-1006, 110 reais) é pequena, colorida e aconchegante,
com ambiente de casa de amigos. Seu maior charme está
numa sala de leitura,
espécie de cabana, com sofás, poltronas e luminárias,
de frente para o mar. A Pontal
de Ocaporã (fone: 3552-1121, 290 reais) é
ampla, com quartos espalhados pelo jardim recortado por um laguinho,
restaurante envidraçado e deque com espreguiçadeiras
quase na areia. |

Restaurantes
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O
imperdível é o Beijupirá (fone:
3551-1271), pela decoração do ambiente, com
areia no chão, pelos pratos inventivos e pelo peixe
que dá nome ao restaurante. Na Vila dos Pescadores,
um arraial com uma dezena de cabanas com mesas para fora,
na Praia de Maracaípe, funcionam restaurantes simples
e bons. O Santa Chiquita Bacana (fone: 3552-2329) tem
pratos amazônicos, como fritada de aratu e tucunaré.
A. Belem/Titular
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DDD
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