ÍNDICE
  Carta ao leitor

As 10 tecnologias que estão mudando o mundo: Elas transformam o formato e o uso dos eletrônicos

Guia da TV digital:
A revolução dos bits chegou à telinha


Conversores:
A ponte entre o analógico e o digital


Home theaters:
Eles fazem a parede tremer


Celulares:
26 modelos e o insuperável iPhone


MP3:
Quem manda é o iPod


Computadores:
39 máquinas de todos os preços


Mouses:
Mais seguros e precisos


Webcams:
Fotos e filmes com alta qualidade


Pen drives:
Os mais novos
parecem jóias


HDs externos:
Memória sobressalente

Impressoras:
Multifuncionais rápidas e versáteis


Monitores:
Alguns sintonizam TV


Câmeras:
Computadores que
fazem fotos

GPS:
A explosão dos mapas


Barbeadores:
As lâminas estão mais velozes

Fitness:
Esteiras que fazem suar
e divertem


Games:
Os bastidores da criação do jogo Halo 3


Consoles:
Três modelos dominam o mundo


Carros:
O toca-CD perde espaço


Despertadores:
Chatos, mas eficientes


Entrevista:
Don Norman




     
 

TV digital
20 perguntas sobre o novo sistema

1 Tudo mudará da noite para o dia?
Não. A partir do dia 2 de dezembro a transmissão da TV aberta brasileira começará a ser feita no formato digital em São Paulo. Em 2008, deve alcançar outras capitais, como Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador. Mas a transição de um sistema para outro deve demorar dez anos. O sinal analógico só será interrompido em 2016.

2 Será preciso pagar pela TV digital?
Não. O sinal digital é aberto e gratuito. Neste aspecto, não há mudanças.

3 É preciso trocar o aparelho de TV?
Não. Até os televisores mais antigos, não preparados para receber imagens em alta definição, continuam a funcionar normalmente, mas no sistema convencional.

Ilustrações Stefan

4 São necessários aparelhos adicionais para captar o sinal da TV digital?
É preciso providenciar apenas o conversor (o set-top box) e uma antena (interna ou externa). Os conversores custam entre 400 e 800 reais. Muitas TVs já estão sendo lançadas com conversores embutidos (veja modelos).

5 O conversor é uma despesa a ser feita uma só vez na vida?
Em termos. Como ocorre com qualquer aparelho eletrônico, as mudanças tecnológicas nos conversores são rápidas. Novos modelos são esperados para meados de 2008. Devem incorporar funções de interatividade e discos rígidos para gravar programas.

6 Um conversor pode ser conectado a várias TVs?
Sim. Mas, se for assim, todos os televisores reproduzirão o mesmo canal. Quem tem mais de uma TV em casa e quer assistir a programas diferentes em cada uma delas precisará de um conversor por televisor.

7 Que tipo de antena é necessário?
Em São Paulo e em outras capitais, a TV digital vai ocupar a faixa de UHF (Ultrahigh Frequency). Assim, a antena tem de ser específica para UHF.

8 A qualidade da imagem digital é sempre ótima?
A maior parte da programação das emissoras deverá ser em Standard Definition (SD), com qualidade semelhante à dos DVDs. Uma parte menor será transmitida em alta definição, High Definition (HD), seis vezes melhor que o DVD. A Globo já anunciou que só transmitirá com esse padrão novelas, alguns jogos de futebol, filmes e eventos especiais, como o Carnaval.

9 Por que a High Definition (HD) é o melhor?
O sinal em HD é mais forte e contém um maior número de informações. É isso que garante a maior riqueza de detalhes nas imagens.

10 O padrão Standard Definition (SD) é melhor do que o atual?
O padrão de imagem é similar. Mas o sinal digital é mais robusto do que o analógico. Assim, sofre um número menor de interferências e imperfeições entre a transmissão e a captação. Com a TV digital, acabam as imagens com chuviscos e fantasmas.

11 Qualquer televisor pode reproduzir imagens em padrão HD?
Não. Mesmo com o sinal em alta definição, a qualidade da imagem depende da resolução da tela da TV. Poucos televisores – e sempre os mais caros – têm padrão HD. A maioria dos aparelhos vendidos como sendo preparados para alta definição funciona no padrão SD (veja mais sobre a resolução de tela das TVs).

12 Por que apenas parte da programação será em HD?
A produção em alta definição é mais cara. As imperfeições de um cenário tosco podem passar despercebidas numa televisão analógica. Se a transmissão for em HD, é preciso esforço extra de maquiagem para evitar que o telespectador veja com nitidez o ponto preto do cravo no nariz da atriz da novela.

13 Além da qualidade da imagem, há outras diferenças entre os padrões HD e SD?
Sim. Na transmissão em HD, as imagens têm formato 16:9, widescreeen. No padrão SD, a proporção é a mesma do modelo atual: 4:3. Como as emissoras devem transmitir programas nos dois padrões, HD e SD, ora as imagens estarão em 16:9, ora em 4:3.

14 Quem tem TV a cabo ou por satélite vai precisar de um novo conversor?
Sim. Para captar o sinal da TV digital, todos precisarão de um conversor específico para esse sistema. As empresas de TV a cabo já têm novos modelos de conversores.

15 Para quem tem TV a cabo ou por satélite, vale a pena captar o sinal da TV digital?
A única vantagem inicial do sinal digital seria a imagem em alta definição. No ano que vem, contudo, a TV digital deve incorporar novidades, como a interatividade. Aí, sim, a mudança valerá a pena para quem tem TV por assinatura.

16 Quais programas serão transmitidos na TV digital com som 5.1?
Na implantação do sistema, serão pouquíssimos. Apenas alguns filmes.

17 O que é preciso para aproveitar surround?
Uma TV ou um conversor (set-top box) com conexão para esse tipo de sistema, que tem cinco caixas acústicas e um subwoofer (para graves).

18 Quem tem um televisor de tubo, daqueles antigos, pode reproduzir o som surround 5.1 da TV digital?
Sim. O som e a imagem são independentes no sistema digital. É possível assistir a um filme numa TV antiga, sem recursos, e ainda assim ouvir a trilha em 5.1. Isso exige, no entanto, um conversor com conexão para esse tipo de som, além do sistema 5.1.

19 Por que os recursos de interatividade só estarão disponíveis no futuro?
Essas funções são programas (softwares, como os dos computadores). Para rodar, precisam de uma espécie de sistema operacional, como o Windows. O sistema operacional da TV digital brasileira foi batizado de Ginga. Ainda é necessário desenvolver plataforma e aplicações para ele. É provável que alguns recursos de interatividade estejam disponíveis em meados de 2008.

20 O que é a multiprogramação?
Ao transmitir um programa pelo ar, uma emissora ocupa uma faixa de 6 megahertz no espectro de freqüências. Com a TV Digital, esse mesmo espaço poderá ser usado para transmitir um programa em alta definição ou quatro em padrão standard (com definição inferior). Assim, algumas emissoras poderão optar por transmitir vários programas simultaneamente.

 
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