| |
INOVAÇÃO
As 10 tecnologias que
mudam a sua experiência digital
Um pequeno grupo de recursos tecnológicos
está mudando o formato e a utilidade dos produtos existentes
nas lojas. Alguns são antigos e só desabrocharam nos
últimos anos. Os sistemas de GPS e das telas sensíveis
ao toque, por exemplo. Outros, como a nanotecnologia, mal deixaram
os laboratórios. Todos se encaixam na definição
de Carl Sagan para as tecnologias de ponta: "funcionam como mágica"
1. Nova forma de lidar
com as máquinas
Fotos divulgação
 |
TOUCH SCREEN
As primeiras telas sensíveis ao toque surgiram nos anos
70. Mas só em junho deste ano, com o lançamento do
iPhone (foto), teve-se a exata dimensão de seu enorme
potencial. O touch screen provocou uma revolução na
interface entre o homem e a máquina. Botões tornaram-se
obsoletos. No celular e no iPod Touch, da Apple, uma foto pode ser
ampliada num movimento natural com as pontas dos dedos. Um estudo
da consultoria americana Strategy Analytics prevê que quatro
em cada dez telefones móveis adotarão telas desse
tipo nos próximos quatro anos. A Microsoft, que já
aplicou essa tecnologia numa espécie de mesa, agora testa
seu uso em monitores de notebooks.
2.
Aparelhos sensíveis ao
movimento
Issei Kato
 |
ACELERÔMETRO
O acelerômetro é um sensor que identifica e mede
a vibração e o movimento de um objeto. É o
responsável, por exemplo, pelo funcionamento instantâneo
do airbag do carro. Também é o princípio de
funcionamento do console Wii (foto), da Nintendo. É
a sensibilidade do acelerômetro a movimentos que permite que
o console do jogo seja usado como uma raquete de tênis ou
um taco de golfe. Quem informa o iPhone para horizontalizar uma
imagem é o acelerômetro. Em alguns notebooks, o acelerômetro
desliga o disco rígido se perceber que a máquina levou
um tombo. Dessa forma, previne danos aos arquivos.
3. Telas finas, finíssimas
Yuri Kageyama/AP
 |
OLED
Desenvolvido pela Kodak no início da década de
80, organic light emitting diode (diodo orgânico emissor de
luz, em inglês), ou Oled, permite produzir telas de televisores
mais finas e leves que as de cristal líquido (LCD). Só
agora chega às lojas o primeiro televisor com essa tecnologia.
O aparelho, produzido pela Sony, tem uma tela de 11 polegadas e
espessura de apenas 3 milímetros (foto). É
só um pouquinho mais larga do que uma moeda de 1 real. Os
monitores de Oled usam materiais plásticos à base
de moléculas de carbono que emitem luz quando estimulados
por uma corrente elétrica. No LCD, a imagem é criada
por uma luz de fundo, que ocupa maior espaço. A imagem Oled
também é melhor.
4. Sem perder o rumo
GPS
O global positioning system (GPS) foi desenvolvido no fim dos
anos 70 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Desde 1980,
tem uso civil. Mas só se popularizou recentemente. Além
de painéis de carros, está equipando os celulares.
Neste ano foram vendidos 35 milhões de aparelhos com essa
tecnologia, cujo funcionamento exige uma enorme infra-estrutura.
Há 24 satélites (mais quatro sobressalentes) na órbita
da Terra dedicados ao sistema GPS. Distribuem-se de tal maneira
que cada pessoa com um aparelho com GPS, em qualquer ponto do globo,
está sendo monitorada ao mesmo tempo por, no mínimo,
quatro satélites.
5. Revolução
simples e silenciosa
USB
O universal serial bus (USB) é um padrão criado
pela indústria para a conexão entre diferentes aparelhos
eletrônicos, como o computador e um MP3. Foi desenvolvido
por um consórcio de empresas formado por Microsoft, HP, NEC,
Intel e Agere. O USB simplificou o mundo dos eletrônicos de
tal forma que, entre outros feitos, impulsionou a proliferação
dos pen drives. Esses mecanismos de armazenamento, por sua vez,
revolucionaram o transporte de dados. Conectar-se via uma porta
USB tornou-se característica de uma infinidade de aparelhos.
Até TVs ganharam entradas USB. Em setembro, a Intel apresentou
um protótipo, o USB 3.0, que usa fibra óptica e é
dez vezes mais rápido que os atuais. A versão 3.0
deve chegar às lojas em dois anos.
6. Mais poder
para os PCs
NANOTECNOLOGIA
A manipulação de átomos, numa escala minúscula
a do nanômetro, 80 000 vezes mais fino que um fio de
cabelo , tem sido empregada sobretudo na biologia, na química
e na medicina. Logo estará em todas as áreas da pesquisa.
Na eletrônica já produz feitos notáveis: os
chips menores e mais potentes. O processador Power 6 (foto),
da IBM, que emprega recursos da nanotecnologia, bateu um recorde
e conseguiu reunir 790 milhões de transistores num processador
do tamanho de uma caixa de fósforos. O Prêmio Nobel
de Física deste ano foi concedido a Albert Fert e Peter Grünberg,
estudiosos da nanotecnologia aplicada à eletrônica.
Graças à dupla, hoje se guarda em um MP3 o que dez
anos atrás exigiria o espaço de um PC.
7. A nova
vida dos celulares
3G
As redes de terceira geração (3G) para celulares estão
em processo de ampliação no Brasil. No Japão
e na Coréia, 3G já é o padrão da telefonia
móvel. A tecnologia oferece conexões mais rápidas,
similares à banda larga, entre telefones e a internet. Hoje,
para baixar um arquivo de música da web para o celular, gastam-se
três minutos. Com os sistemas 3G, esse tempo é de apenas
trinta segundos. Essa velocidade permite que os telefones executem
com maior eficiência funções hoje aborrecidamente
lentas: baixar um filme inteiro ou fazer teleconferência.
8. Máquinas
mais enxutas
MEMÓRIA FLASH
A memória flash é a tecnologia de armazenamento
de dados empregada na maioria dos cartões de memória,
pen drives, celulares e aparelhos de MP3. Ela substitui os discos
rígidos com grande vantagem: ocupa menor espaço, é
de acesso mais rápido e menos sujeita a danos em caso de
pancada. Graças a esse tipo de memória, os notebooks
vão ficar ainda mais fininhos. O Portégé R500
(foto), da Toshiba, o laptop mais leve do mundo, com 780 gramas
de peso, trocou o HD pela memória flash. Uma das principais
barreiras para a proliferação dessa tecnologia é
o preço. Mas não por muito tempo. Pesquisa da consultoria
americana Semico mostra que 1 gigabyte de memória flash custava
1 900 dólares há sete anos. Em 2009 custará
apenas 9 dólares.
9. Fale com
o computador
RECONHECIMENTO DE VOZ
A tecnologia de reconhecimento de voz está se tornando
padrão nos celulares. O iPAQ (foto), da HP, smartphone
lançado em agosto, reconhece vinte comandos de voz. Ainda
é pouco, mas entender a fala contínua das pessoas
é um desafio para as máquinas. Primeiro, é
preciso converter as vibrações que a voz produz no
ar em um dado digital em bits, a língua dos computadores.
Depois, é necessário comparar essa informação
com os fonemas existentes em um idioma. O mais complicado é
compreender o contexto em que os sons foram empregados. Variações
de timbre e da velocidade com que as pessoas falam também
dificultam o processo. Nesse campo, avança-se lentamente,
mas os primeiros sinais de sucesso já estão nas prateleiras
das lojas.
10. Conectividade
total
RFID
Desenvolvidas durante a II Guerra, as etiquetas de radio
frequency identification device (RFID) são bastante usadas.
São elas, por exemplo, que permitem a passagem automática
de carros pelos pedágios. É pouca coisa, se colocada
na perspectiva de seu potencial de aplicação em uma
infinidade de coisas. A Universidade Rutgers, nos Estados Unidos,
estuda formas de integrar o sistema RFID às redes de telefonia
móvel. Dessa forma, qualquer produto ou mesmo uma
vitrine poderá enviar mensagens automáticas
para celular anunciando promoções. Os aeroportos de
Las Vegas e de Hong Kong usam RFID para monitorar a circulação
de malas. Em supermercados, a comunicação entre os
produtos e o caixa permite o cálculo automático e
antecipado da conta.
|
|