ÍNDICE
 Carta ao leitor

Velocidade: O avanço exponencial da tecnologia

Nanotecnologia: A Lilipute da ciência

Biotecnologia: As pesquisas com células e genes

Entrevista: Judah Folkman

Transgênicos: As vantagens para o consumidor

Vida digital: Serviços proliferam na rede

Entrevista: Vinton Cerf

Entrevista: Tim Berners-Lee

Artigo: Kevin Kelly

Conectividade: A ligação entre as redes sem fio

Neurotecnologia: Próteses controladas pela mente

Robótica: As máquinas ameaçam aprender

Bell Labs: A rede que imita o corpo

Entrevista: Charles Townes

Apple: Modelo de inovação

Perfil: Steve Jobs

Carros: Combustíveis e motores do futuro

Produtos: TVs, pen drives e celulares

Artigo: Michio Kaku

Engenharia: Prédios cada vez mais altos

Artigo: Jaron Lanier

Computação gráfica: O realismo na animação
   
 

ANIMAÇÃO
O segredo está nos pêlos

O realismo de A Era do Gelo 2 vem de
um programa que simula até o efeito
do vento sobre os personagens


Eduardo Graça, de Nova York


Fotos divulgação
Milhares de fios: traços gerados em formato digital criam o rabo do esquilo

A tecnologia de animação por computadores é uma prova de que a realidade pode melhorar a ficção. Em geral, esse tipo de filme é aprimorado à medida que se elimina o que existe de tosco nos movimentos, nas reações emocionais e nos detalhes que compõem os personagens. O aprimoramento desses desenhos deve muito a um software de geração de imagens, chamado ray tracing, desenvolvido nos anos 70 pelo estúdio nova-iorquino Magi. Inicialmente utilizado para a criação de filmes educacionais, chegou ao cinema em 1982, quando os efeitos da nova tecnologia puderam ser conferidos no filme de ação Tron, da Disney. Em 1995, o primeiro desenho animado de uma nova geração, Toy Story, conquistava o mundo.

Hoje, um dos melhores programas desse tipo foi desenvolvido pelo estúdio Blue Sky, em Nova York. Com esse recurso, um de seus diretores, Carlos Saldanha, de 41 anos, transformou-se no brasileiro de maior sucesso no cinema americano com A Era do Gelo 2, que ultrapassou os 600 milhões de dólares de bilheteria. Boa parte do sucesso do filme se deve aos pêlos, às penas e aos respingos da água que se tornaram "personagens secundários" da história. Manny, o mamute, tem 2 milhões de pêlos gerados digitalmente nas costas. O rabo do esquilo é outro exemplo espantoso de detalhismo. Difícil é acompanhar o ritmo da evolução dos softwares ao longo da produção. "Os avanços são muito rápidos e temos de planejar com grande antecedência para investir pesado na tecnologia de um filme", diz Saldanha.

 
   
 
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