ÍNDICE
 Carta ao leitor

Velocidade: O avanço exponencial da tecnologia

Nanotecnologia: A Lilipute da ciência

Biotecnologia: As pesquisas com células e genes

Entrevista: Judah Folkman

Transgênicos: As vantagens para o consumidor

Vida digital: Serviços proliferam na rede

Entrevista: Vinton Cerf

Entrevista: Tim Berners-Lee

Artigo: Kevin Kelly

Conectividade: A ligação entre as redes sem fio

Neurotecnologia: Próteses controladas pela mente

Robótica: As máquinas ameaçam aprender

Bell Labs: A rede que imita o corpo

Entrevista: Charles Townes

Apple: Modelo de inovação

Perfil: Steve Jobs

Carros: Combustíveis e motores do futuro

Produtos: TVs, pen drives e celulares

Artigo: Michio Kaku

Engenharia: Prédios cada vez mais altos

Artigo: Jaron Lanier

Computação gráfica: O realismo na animação
   
 

ENGENHARIA
De volta às alturas

Ninguém sabe onde vai parar a corrida para
construir o
prédio mais alto do mundo nem
onde termina a criatividade
de arquitetos e
engenheiros para manter esses gigantes em pé


Maurício Oliveira

Com 491,9 metros de altura e 101 andares, o World Financial Center de Xangai, na China, foi concebido nos anos 90 para ser o prédio mais alto do planeta. Bastou um atraso no cronograma para que sete outros projetos em diferentes regiões do mundo o superassem. Nenhum deles, no entanto, tem um detalhe que desperte tanta curiosidade quanto o "buraco" no topo da construção chinesa. O rombo foi a solução encontrada pelos engenheiros para reduzir o impacto do vento a quase meio quilômetro de altura do chão. A abertura propiciará a instalação do observatório a céu aberto mais alto do mundo, com um bondinho para transportar os visitantes de um lado a outro do retângulo.

Quinze dos andares no topo do prédio serão ocupados por um hotel de luxo, com 300 suítes. Os elevadores terão uma combinação inédita de velocidade e capacidade: cada um deles poderá transportar sessenta pessoas do chão ao topo em apenas um minuto. Financiado por um consórcio formado por mais de trinta empresas de diversos setores e nacionalidades, o arranha-céu, orçado em torno de 1 bilhão de dólares, deverá ficar pronto em 2008.

Desde 2004, a revista Wired, uma das mais conhecidas publicações de tecnologia do mundo, havia destacado a volta de projetos de grandes edifícios em todo o planeta. O que surpreendia na época era o retorno dos gigantes mesmo em Nova York, relativamente pouco tempo depois do ataque às torres gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Hoje, ao menos sob o ponto de vista das pranchetas dos arquitetos, o trauma já foi superado. O prédio mais alto do mundo em construção, com 808 metros de altura, considerando a ponta da última antena, com 162 andares, fica em Dubai, nos Emirados Árabes. Deve ficar pronto em 2008. Entre os que já estão concluídos, ganha o Taipei 101, em Taiwan. O número no nome é uma referência ao total de andares do prédio, que soma 508 metros de altura.

 

A ORDEM DA ESPONJA


Grandes avanços tecnológicos foram inspirados na observação da natureza. Na construção, a última novidade do gênero é a Euplectella, uma esponja encontrada no Oceano Pacífico (imagem maior na foto acima). Ela está ensinando a engenheiros como construir estruturas sólidas usando materiais frágeis. Pesquisadores dos laboratórios Bell, da Lucent, descobriram que alguns dos princípios estruturais encontrados na textura da esponja já têm sido aplicados em construções (fotos ao lado da esponja), ainda que sem a mesma sofisticação.

 

EDIFÍCIOS VERDES

A"arquitetura verde" ganha força. Só em Nova York estão sendo construídos dez arranha-céus projetados para preservar o meio ambiente. O destaque é o Bank of America Tower (à dir.), com 366 metros de altura e 54 andares, a ser inaugurado em 2008. A redução do impacto ambiental em comparação a um projeto convencional é de 70%. Metade do material usado é reciclada, incluindo o aço e o alumínio. A água dos banheiros será captada da chuva. A eletricidade é gerada por uma turbina movida pelo vento e pela conversão de restos de comida em energia.

 
   
 
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