ÍNDICE
 Carta ao leitor

Velocidade: O avanço exponencial da tecnologia

Nanotecnologia: A Lilipute da ciência

Biotecnologia: As pesquisas com células e genes

Entrevista: Judah Folkman

Transgênicos: As vantagens para o consumidor

Vida digital: Serviços proliferam na rede

Entrevista: Vinton Cerf

Entrevista: Tim Berners-Lee

Artigo: Kevin Kelly

Conectividade: A ligação entre as redes sem fio

Neurotecnologia: Próteses controladas pela mente

Robótica: As máquinas ameaçam aprender

Bell Labs: A rede que imita o corpo

Entrevista: Charles Townes

Apple: Modelo de inovação

Perfil: Steve Jobs

Carros: Combustíveis e motores do futuro

Produtos: TVs, pen drives e celulares

Artigo: Michio Kaku

Engenharia: Prédios cada vez mais altos

Artigo: Jaron Lanier

Computação gráfica: O realismo na animação
   
 

INOVAÇÃO
A maçã ao cubo

Por que a Apple se transformou numa
das empresas mais criativas do planeta


Carlos Rydlewski e Alessandro Greco

 

Divulgação
O Louvre dos eletrônicos: nova loja da Apple virou ponto turístico em Nova York

Como transformar um aparelhinho que reproduz música digital num ícone mundial de consumo? Pergunte à Apple, pois foi justamente isso que a empresa fez com o iPod. Ou ainda como converter a simples abertura de uma loja numa espécie de inauguração de um ponto turístico de Nova York? Pergunte à Apple, novamente, já que foi exatamente isso que a companhia conseguiu em maio, com a instalação de um novo ponto-de-venda na Quinta Avenida, em Manhattan. Na entrada, o espaço ostenta uma maçã, o símbolo da marca, envolta num cubo de vidro. Lembra a pirâmide do Louvre, numa versão para eletrônicos. Iniciativas desse tipo não são fatos isolados na vida da companhia. Ao contrário, acumulam-se desde a apresentação do primeiro produto da empresa – o computador pessoal de grande impacto Apple II, em 1977. É por ter uma mão tão boa no mercado que a firma se consolidou como um marco da inovação.

Parece paradoxal, mas um dos motes para a construção de tamanho sucesso é dado pelo termo simplicidade. "Não queremos nada complicado", disse a VEJA Edwin Estrada, especialista sênior de sistemas da Apple. "Lembro-me do Steve Jobs pregando, há muitos anos, que temos de criar produtos semelhantes ao telefone tradicional: para usá-lo ninguém precisa ter a menor idéia do sistema ou da tecnologia empregada; basta colocá-lo no ouvido e dizer alô." Outra norma interna é fugir da mesmice das prateleiras. Nesse ponto, o design é decisivo. Linhas inusitadas e tons variados têm fomentado as vendas, notadamente desde o lançamento do iMac com versões coloridas, em 1998. Essas máquinas foram as primeiras a se opor à ditadura do cinza no ramo dos computadores de mesa.

Outra viga estratégica fincada pela Apple no mercado é a sondagem regular da clientela. A máxima de saber ouvir o consumidor vale para qualquer negócio. Mas é crítica em se tratando de uma marca que não tem clientes, mas devotos. "Quando pergunto a grupos de usuários por que eles dizem que 'amam' seus Macs eles respondem: 'Como assim por quê?'.", observa Estrada. "Nesse campo, não dá para ser muito científico." Mas é possível ir bem mais longe em conferências como a Macworld. Nessas feiras anuais, a empresa destaca 200 funcionários somente para trocar idéias com os participantes do evento. Alguns visitam a sede da firma em Cupertino, na Califórnia. "Nesses tours, as pessoas ficam surpresas quando vêem o Steve Jobs", conta Estrada. "Aí, eu digo: pois é, ele trabalha aqui e quase sempre está disponível." E esse é outro elemento crucial para o êxito da Apple: nada como um grande líder por perto.

 
   
 
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