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Esta etiqueta vai acabar com todas as filas Substitutos
do código de barras, os novos rótulos (como o ampliado acima)
permitirão pagamentos sem passar pelo caixa, controles de estoque em
tempo real e até geladeiras inteligentes 
Bia Baldim
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também
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Ao sair da loja com um novo eletrodoméstico,
o consumidor pode ter o valor do produto debitado automaticamente em seu cartão
de crédito, enquanto a área de estoque do estabelecimento recebe
informações para a reposição e o próprio fabricante
obtém, de um lado, o repasse de sua parte nessa venda e, de outro, o impulso
na área industrial para produzir mais uma unidade. Detalhe: tudo isso sem
que o cliente passe pelo caixa da loja. Não haverá caixa. E tudo
isso acontecerá graças ao uso de etiquetas inteligentes. São
chamadas assim pois transmitem um número de identificação
exclusivo do produto, que inclui informações como data de fabricação,
preço e muitos dados além do que o código de barras permite.
As etiquetas inteligentes funcionam com uma tecnologia
conhecida como identificação por radiofreqüência, ou
RFID em inglês. Cada produto tem um minúsculo chip, fino como um
papelão. Quando este passa perto de um leitor, há uma troca de informações.
O leitor envia os dados a um computador, que os decodifica. Os chips não
precisam de leitura óptica, diferentemente do que ocorre com o código
de barras. Sua freqüência parte em todas as direções
e é captada por uma antena. A tecnologia não é nova. Surgiu
na década de 40, durante a II Guerra Mundial, para identificar aeronaves.
No fim dos anos 70, houve maior desenvolvimento e redução do tamanho
dos chips. Hoje seu uso vem se tornando comum. O sistema de pagamento automático
de pedágio é um exemplo da aplicação da tecnologia
RFID. "A novidade é sua utilização nas cadeias de abastecimento",
explica Roberto Matsubayashi, gerente de soluções de negócios
da GS1 Brasil, empresa responsável pela padronização das
etiquetas de radiofreqüência no país. Há outros usos:
os ingressos da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, incluirão um chip que
indicará automaticamente se o torcedor entrou ou saiu do estádio,
o que reduzirá filas e aumentará a segurança do público.
Estuda-se até instalar um chip nas bolas do Mundial para indicar se elas
ultrapassaram ou não a linha de gol. Ele teria sido útil neste ano,
na semifinal da Liga dos Campeões da Europa, quando o Liverpool, da Inglaterra,
derrotou o também inglês Chelsea em um lance duvidoso.
Algumas empresas nacionais já testam as etiquetas em seus processos produtivos.
A HP tem um projeto piloto desde setembro de 2004 em sua fábrica em Sorocaba,
no interior de São Paulo. O sistema permite o rastreamento da mercadoria
desde o processo produtivo até a entrega. "Podemos saber, por exemplo,
o momento exato em que o produto foi colocado dentro de uma caixa ou saiu da fábrica",
diz Marcelo Pandini, gerente de estratégias de cadeia de suprimentos, responsável
pela instalação do piloto na fábrica. A empresa pretende
adotar o sistema em toda a sua linha de produção até o fim
do ano, um investimento de 2 milhões de dólares.
Nos Estados Unidos, os hipermercados Wal-Mart e Target recomendaram para seus
fornecedores a instalação do sistema RFID até, respectivamente,
2006 e 2007, não necessariamente em cada um de seus itens, mas pelo menos
nas caixas ou nas plataformas de madeira que transportam os produtos. Os chips
ainda encarecem mercadorias de baixo custo. Cada chip sai em média por
0,40 dólar, mas o preço vem caindo. Um estudo da empresa especializada
International Data Corporation estima que em 2008 as empresas americanas vão
investir 1,3 bilhão de dólares na nova tecnologia.
Alguns hospitais de grande porte nos Estados Unidos também estão
adotando etiquetas em macas, cadeiras de rodas e outros itens que costumam sair
do estabelecimento. Esse controle permite saber onde está um determinado
equipamento no momento em que se precisa dele, por maior que seja o hospital.
Esse, ao lado do controle do desperdício, é um dos aspectos mais
importantes da tecnologia RFID. No futuro, geladeiras dotadas de leitores avisarão
ao consumidor, com base nas informações da etiqueta, que produtos
dentro dela estão fora da validade. | |