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império dos celulares Eles estão menores,
mais bonitos, cheios de recursos e dominam a cena digital
Há menos de uma década, os telefones celulares estavam em um estágio
semelhante ao do automóvel nos anos 20: quase todos eram pretos e parecidos.
Num dia de 1924, o presidente da General Motors, Alfred Sloan, lançou o
conceito de "um carro para cada bolso", e em poucos anos o leque variado de carros
da GM, do popular Chevrolet ao elitista Cadillac, roubou a liderança da
Ford e de seus padronizados modelos T. No mercado de celulares do século
XXI, o conceito não poderia demorar a se espalhar. No Brasil, já
são 28 as empresas que produzem aparelhos, e a cada mês surgem novidades
nas lojas. Como ainda há espaço para expansão, cresce a oferta
de produtos para as classes C e D e de modelos cada vez mais sofisticados para
as classes A e B. Nessa competição entram em jogo não apenas
o design, mas também os serviços extras de cada aparelho, sobretudo
os torpedos que respondem por uma parcela progressivamente maior do faturamento
das operadoras e as câmeras digitais.
Bons
para fotografar |  |
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divulgação | | |
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Dúvidas •
Qual a operadora? Se você já escolheu
seu aparelho preferido, verifique quais operadoras trabalham com ele. Pode ser
vantajoso um pacote, pré ou pós-pago. Verifique se os descontos
para adesão não significam preços mais altos depois que acaba
o prazo promocional. • GSM ou CDMA? Há
uma guerra de propaganda entre as operadoras, cada uma alardeando que sua tecnologia
de transmissão é a melhor. O CDMA leva ligeira vantagem em serviços
que envolvem troca de dados, como download de jogos e ringtones (toques musicais).
Fora isso, porém, há pouca diferença. No exterior, tanto
o GSM quanto o CDMA estão sendo substituídos pela geração
seguinte (com os nomes de WCDMA e CDMA 2000, respectivamente). Aqui, a troca vai
demorar alguns anos: as operadoras alegam que ainda não se recuperaram
do pesado investimento para implantar as tecnologias atuais. Portanto, qualquer
que seja sua escolha, é pequeno o risco de ter de jogar fora o celular
em pouco tempo. • Com ou sem câmera? Modelos
com máquina fotográfica estão cada vez mais baratos. No exterior,
é cada vez mais difícil encontrar quem não tenha um. Mas
se a sua idéia é jogar fora a maquininha digital, esqueça.
Se é boa para enviar a amigos, a definição das fotos ainda
é pequena para fotos impressas de boa qualidade, pelo menos nos celulares
disponíveis aqui. Precisa-se de pelo menos 3 megapixels para uma boa cópia
em papel, e os modelos atuais variam entre 0,3 e 1 megapixel. Na Coréia
do Sul, acaba de ser lançado um modelo que tira fotos de 5 megapixels.
Aí a troca valerá a pena. • Quais
os recursos mais importantes? A maioria dos modelos,
mesmo os mais baratos, já conta com chamada vibratória, acessório
utilíssimo quando não se quer desligar o celular em uma reunião
ou no cinema. Bluetooth, infravermelho ou um cabo USB são indispensáveis
para quem transfere arquivos do celular para o computador e vice-versa. Quem tem
viva voz sabe da utilidade desse recurso quando as mãos estão ocupadas.
• Qual o tamanho ideal? Vai
longe o tempo em que o celular mal fazia jus ao adjetivo portátil. Há
cinco anos, um telefone médio pesava 150 gramas e tinha 13 centímetros
de altura, 5 de largura e 4 de espessura. Hoje o modelo médio tem 10 x
5 x 2 e pesa 100 gramas, o que dificilmente incomoda no bolso. Já se encontram
celulares do tipo slide, que desliza para abrir, ou clamshell (concha), que abre
e fecha, por preços acessíveis. O preço da miniaturização
são teclados desconfortáveis. Quem tem dificuldade para digitar
deve levar isso em conta, principalmente se pretende enviar muitos torpedos. •
Convergência Até modelos baratos já
permitem compartilhar a agenda de telefones com o computador, por transmissão
sem fio ou cabo USB. Os mais sofisticados executam as funções mais
simples dos tocadores de MP3. | | | |