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chega ao Brasil? O intervalo entre o lançamento de
novos aparelhos eletrônicos lá fora e sua chegada aqui diminui
a cada ano. Mas o mercado pequeno e o preço alto ainda são obstáculos
Fotos
divulgação
 | OGO Com
cara de agenda eletrônica, permite receber e enviar torpedos e e-mails (mas não
funciona como celular). O alvo é o público jovem. Custa 130 dólares, mais uma
assinatura mensal de 18 dólares. Lançado em setembro |
O telefone chegou ao Brasil dois anos depois de
inventado. Mas isso não significa que no século retrasado o país
estivesse na vanguarda da tecnologia. Nesse caso, o que aconteceu foi que o imperador
dom Pedro II, visitando os Estados Unidos em 1876, conheceu a invenção
de Graham Bell e, entusiasmado, no ano seguinte mandou instalar um aparelho em
seu palácio, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Dois anos mais
tarde, talvez por sentir falta de interlocutores, autorizou a criação
da primeira companhia telefônica do Brasil. Em relação a outras
tecnologias, o consumidor brasileiro não contou com as viagens de seus
governantes para ser apresentado às novidades. No século passado,
elas podiam levar décadas para chegar ao Brasil. A televisão, que
já existia desde os anos 30 na Europa e nos Estados Unidos, apareceu por
aqui em 1950. A defasagem encurtou aos poucos. O videogame, lançado em
1972 no mercado americano, fez sua estréia nacional cinco anos depois.
O DVD levou apenas um ano para chegar ao país (veja
comparações). Para essa redução
do tempo entre o aparecimento no exterior e o lançamento no Brasil contribuiu
muito a queda de antigas barreiras comerciais como a Lei de Informática,
responsável pelo atraso nacional de alguns anos nesse setor durante a ditadura
militar , mas também a globalização. Hoje as necessidades
de um consumidor brasileiro pelo menos aquele em condições
de pagar são as mesmas de seu equivalente americano, europeu ou
japonês. Ainda assim, persiste certo atraso
entre o lançamento de um produto lá fora e seu surgimento aqui.
Também há uma defasagem de preços, em parte em razão
dos custos de importação e também porque são pequenas
as dimensões do mercado brasileiro o que impede a rápida
disseminação dos novos eletrônicos e o conseqüente ganho
na escala de produção. Uma câmera fotográfica simples
de 3 megapixels custava 3 600 reais no Brasil há dois anos. Na mesma época,
no Japão, era vendida pelo equivalente a um terço desse valor. Hoje,
1 200 reais é um preço normal aqui o mesmo que agora se cobra
no mercado japonês por equipamentos bem mais poderosos.
Há situações em que o impedimento para o lançamento
de novos produtos decorre da simples ausência de determinadas tecnologias.
Nos Estados Unidos, a digitalização da TV permitiu o surgimento
dos chamados PVRs personal video recorders, ou gravadores de vídeo
pessoais. "Esse negócio revolucionou a forma de ver televisão nos
Estados Unidos", diz um entusiasta brasileiro, o ex-piloto de Fórmula Indy
Gil de Ferran, que mora na Flórida. No mar de centenas de canais em que
se transformou a TV americana, o PVR é uma forma de se orientar e garantir
acesso aos programas prediletos. O aparelho monitora a programação
à procura das preferências do espectador. Se ele gosta de automobilismo,
como Ferran, o PVR pode gravar automaticamente todos os programas que tratem do
assunto, em qualquer canal e o espectador nem precisa trocar de fita, já
que o aparelho armazena centenas de horas de programação em um disco
rígido. Melhor ainda: se for programado, também corta todos os comerciais,
além de gravar um trecho de programa ao vivo enquanto a pessoa atende ao
telefone ou sai da sala para fazer um lanche, por exemplo.
Seis anos depois de lançado, o PVR já tem cerca de 3 milhões
de usuários nos Estados Unidos. No Brasil, só neste ano começaram
a surgir sistemas do gênero. A Sky Brasil, operadora de televisão
por assinatura, dispõe desse serviço, com um aparelho que custa
1 250 reais. A TVA, empresa do Grupo Abril, que também publica VEJA, lançou
recentemente seu serviço digital, o que permite prever uma expansão
desse mercado. O lento desenvolvimento das redes sem fio também freia o
lançamento de aparelhos como o BlackBerry. Sucesso nos Estados Unidos e
na Europa, esse híbrido de celular e gerenciador de e-mails é virtualmente
desconhecido no Brasil. O principal motivo é que depende fortemente da
proximidade de uma conexão wireless. Onipresente em outros países,
esse tipo de rede ainda está confinado aqui aos maiores aeroportos, hotéis
e cafés. Outra tecnologia, a de transmissão entre celulares, também
impede a vinda de aparelhos da próxima geração.
Estes
são sucesso lá fora |  |
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Fotos divulgação
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| TiVo | |
É o mais vendido entre os personal video recorders (PVRs) nos Estados Unidos,
com 2 milhões de usuários. Espécie de videocassete inteligente, grava na própria
memória programas escolhidos de acordo com as preferências dos usuários. No Brasil,
PVRs ainda são raridade, pois exigem transmissão digital. Lá fora, os mais baratos
custam 100 dólares | |  |
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| ARCHOS GMINI400 | |
Concorrente do iPod, também pode apresentar fotos, ler vídeos e rodar jogos. Usa
um disco rígido de 20 gigabytes, pesa apenas 160 gramas e custa 400 dólares |
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| OQO | |
Lançado em outubro nos Estados Unidos, é o primeiro computador de mão com os mesmos
recursos de um modelo de mesa: processador de 1 gigahertz, hard drive de 20 gigabytes,
memória RAM de 256 megabytes. Mede apenas 12 x 9 x 2 centímetros. Opera com Windows
XP. Custa 1900 dólares | |  |
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| ARCHOS POCKET VIDEO RECORDER AV420 |
| Lançado em junho passado nos Estados
Unidos, é uma mistura de walkman e videocassete, grava oitenta horas de vídeo
direto da TV, do videocassete, do receptor de satélite ou da TV a cabo. Também
funciona como MP3-player. Custa 600 dólares | |
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| NOKIA KALEIDOSCOPE | |
O supra-sumo do gadget para tecnomaníacos. Versão eletrônica
do velho visor de slides, permite armazenar até 24 fotos digitais, tiradas
de uma câmera ou de um celular e transmitidas sem fio, para mostrar aos
amigos. Preço: 300 dólares | |  |
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| BLACKBERRY 7100T | |
Popular entre homens de negócios nos Estados Unidos, este misto de telefone
e gerenciador de e-mails tinha um defeito: o tamanho. O novo modelo se aproxima
das medidas de um celular. 200 dólares nos Estados Unidos | |
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| PIKAONE DUPLICASE | |
Gravador de CDs portátil, elimina a necessidade de um computador para
duplicar um disco. Custa o equivalente a 700 reais na Europa e nos Estados Unidos
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| QOSMIO | |
Lançado em julho passado, é um notebook da Toshiba, turbinado
para vídeo e áudio. Sua tela de cristal líquido é
brilhante como a de uma TV e os alto-falantes são melhores que os de um
computador comum. Tudo para permitir ver TV no computador como em um televisor
normal. 2600 dólares nos Estados Unidos | |
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| GAMEBOARD EGB-10 | |
Os games para celulares estão cada vez melhores. É natural que
tenha surgido um acessório como este da Sony Ericsson que, acoplado ao
aparelho, permite jogar como em um console. 40 dólares | |
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