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Cabe
tudo no CD
Fotos,
slides, fitas VHS, discos de vinil,
documentos... tudo pode ser arquivado
no PC e gravado em CD ou DVD
Renata Ursaia
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| Fernando
Morais com o scanner de mão: "Desde Chatô,
coloco tudo em arquivos digitais" |
Material de pesquisa, fotos da família, slides, fitas VHS,
aqueles velhos LPs de vinil, documentos e até livros. Nada
disso precisa mais ficar apodrecendo num canto da casa, acumulando
poeira e entulhando armários. É possível e
simples guardar (e preservar) todo esse material na memória
de um computador ou em CDs uma das mídias mais portáteis
e baratas da atualidade. Digitalização é o
termo que, recém-incorporado aos dicionários, nomeia
o processo em que a tranqueira de papel é transformada em
arquivo digital. As ferramentas para realizar esse trabalho estão
nas prateleiras de qualquer lojinha de informática. Além
do computador, bastam um scanner, um gravador de CDs, uma placa
de som e outra para a captura de vídeo. Somados, esses equipamentos
custam cerca de 900 reais sem contar o PC, claro. Quem quer
ir um pouco mais longe e reter vídeos com maior qualidade
deve incluir na lista um gravador de DVD, vendido por 1 000 reais.
E
quem recorre uma vez ao não-verbo digitalizar não
o deixa mais. "Coloco tudo em arquivos digitais desde o trabalho
com Chatô O Rei do Brasil", recorda o escritor
Fernando Morais, referindo-se ao livro de 1994. Nas investidas para
escarafunchar arquivos da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro,
Morais leva um scanner portátil com o qual faz cópias
digitais de documentos e livros.
A
estrutura para a digitalização pode ser caseira. Com
um scanner, é possível digitalizar qualquer fotografia,
livro ou jornal. Há equipamentos específicos para
o mesmo trabalho com slides e negativos de filmes. O processo com
um disco de vinil ou uma fita cassete exige a instalação
de uma placa de som com uma entrada externa. Para as fitas VHS,
é necessária uma placa de vídeo para capturar
as gravações e um programa de edição.
Mesmo
quem não tem familiaridade ou aptidão para informática
pode ter digitalizados documentos, fotografias, som e vídeo.
Muitas empresas oferecem esse serviço. A DocPro, com sede
no Rio e representação comercial em cidades de cinco
Estados, atende empresas e o público em geral a partir de
um pacote mínimo de 1 000 páginas em preto-e-branco
ou o equivalente em fotos, o que custa algo em torno de 750 reais.
De olho nesse mercado, a rede Alphagraphics passa a oferecer, ainda
em novembro, soluções baseadas em gerenciamento eletrônico
de documentos (GED). Esse é o nome dado à digitalização
no mundo corporativo. "Vamos atender mesmo quem vier com apenas
uma página", diz o diretor executivo da Alphagraphics, Paulo
Cesar de Azevedo Antunes. O cliente poderá escolher como
receber o arquivo. As opções são por e-mail,
um site na internet ou CD.
Kit
de digitalização
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Para
digitalizar textos, fotos, som e vídeos
Configuração
mínima do scanner
Resolução
de 1200/1200 DPI
Com conexão USB
Com driver de instalação
Se possível com softwares de captura e
edição de imagens e com OCR (Optical Character
Recognition)
Configuração
mínima do computador
Processador
Pentium III 1 GHz
256 RAM
HD de 40 Gb
Gravador de CD (24x)
Placa-mãe offboard (placas de som e vídeo
separadas)
Placa de som com entrada externa (para quem quer digitalizar
fitas cassete e discos de vinil)
Placa de captura de vídeo de 32 Mb barramento
AGP
Monitor de 15 polegadas
Empresas
que fazem o serviço
Nos
sites de duas empresas, existem formulários para
pedidos de orçamento e informações
sobre digitalização de documentos
DocPro
(21) 2533-4448
www.docpro.com.br
Alphagraphics
(11) 5505-5696
www.berrini.alphagraphics.com.br
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