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O
fascínio da câmera digital
O
fotógrafo J.R. Duran dá sua opinião
sobre alguns produtos disponíveis no Brasil
Claudio Rossi
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As
câmeras digitais figuram na linha de frente dos sonhos de
consumo. Quem não tem quer, e quem tem quer outra mais potente.
Estima-se que, no fim de 2003, cerca de 170 000 unidades desses
aparelhos terão sido vendidas no Brasil. Será mais
que o dobro do total comercializado no ano passado. Como isso acontece?
A história é parecida com a de celulares e DVDs. Depois
de surgir prometendo uma revolução, inicialmente cara
e de difícil compreensão, um produto chega a um ponto
atraente pelo equilíbrio entre simplicidade e preço.
As câmeras digitais estão se aproximando desse estágio.
Mas o que escolher diante das opções da prateleira?
"Primeiro, é fundamental saber que tipo de uso se pretende
dar à câmera, se profissional ou amador, se é
para imprimir ou apenas para ver na tela do computador", ensina
o fotógrafo J.R. Duran, que aceitou o convite de VEJA para
testar cinco equipamentos digitais. Leia a seguir a opinião
do fotógrafo.
A
digital é mais prática
"Acho
que as câmeras digitais não vão sair de cena.
Elas fazem parte do mundo dos computadores. Pertencem a esse universo.
Com essas máquinas, fica simples enviar as imagens por e-mail
ou guardá-las num arquivo do computador. Claro que também
é possível fazer isso com uma foto convencional, mas
é preciso um scanner. É por esse motivo que a principal
diferença entre as digitais e as outras é a praticidade."
A
câmera pode ser ligada ao computador por um cabo. Para facilitar
a conexão, alguns fabricantes criaram "estações",
onde basta encaixar a máquina para fazer a transferência
de arquivos para o PC. São poucas, mas também há
ligações sem fio, feitas por ondas de rádio,
como Bluetooth. Em vez de transferir as imagens para o PC, é
possível mantê-las nos cartões de memória.
Alguns programas que acompanham os equipamentos permitem gravar
em CD e ver as imagens em aparelhos de DVD.
Defina
a resolução
antes de comprar
"Antes
de comprar uma câmera digital é preciso definir o grau
de resolução que se quer. Ela é medida em megapixels.
Quanto maior for o número de pixels, melhor será a
qualidade da impressão e maior o tamanho da foto impressa.
Se a imagem vai só circular pela internet, pode ser de baixa
resolução. Mas, se a idéia é imprimir
o material para colocar no álbum da família, esse
padrão tem de aumentar. Acredito que nenhum amador, aquela
pessoa que gosta de tirar fotos dos parentes e em viagens, precise
de uma resolução maior que 3 megapixels."
As
câmeras digitais mais comuns são classificadas em categorias
que vão de 1 a 5 megapixels. Em cada nível, há
um limite para a ampliação da foto com boa definição.
Há equipamentos profissionais com até 14 megapixels
mas custam 20 000 reais.
O
visor ajuda amadores
"Nas
digitais, o visor da câmera permite que as fotos feitas naquele
instante sejam vistas imediatamente. Com isso, a pessoa pode não
só repetir a foto até que fique boa como, principalmente,
ir aprendendo, com menos custo, os segredos da boa fotografia."
Esse
é um recurso da maioria das digitais, mesmo entre as mais
simples. Os visores, feitos de cristal líquido, costumam
ter definição de primeira.
Grande
memória
"As
câmeras digitais conseguem guardar em seus cartões
de memória centenas de imagens, contanto que arquivadas em
baixa resolução. Nesse caso, as pessoas podem tirar
dezenas de fotos sem se preocupar com a qualidade. Mas esse poder
é meio complicado, já que a gente pode banalizar a
imagem, sem se preocupar em acertar no momento da foto."
A
capacidade de arquivar imagens das
máquinas depende da memória do
cartão e da resolução da foto. Um
cartão de 32 MB pode guardar 320 imagens
em baixa resolução ou 26 fotos chamadas de "pesadas",
em alta resolução e com boa qualidade de impressão,
em tamanho 13x18.
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