Para todos os gostos e bolsos
O cinema particular chega à classe média
A moda agora é gravar
A beleza oculta dos clássicos
Falar é só um detalhe
Quem não vive sem eles
Comando sobre a casa
A nova revolução digital
As energias que cruzam os céus das cidades
Os testes feitos pelo fotógrafo J.R. Duran
Os testes feitos pelo cineasta Bruno Barreto
A chave da escolha é o chip
A bateria ainda é o ponto fraco
Para que servem todas aquelas conexões
Do LP aos documentos, vai tudo para o CD gravável
Apple e Philips disputam a hegemonia
O luxo do DVD de bordo
Os velhos jogos em
nova roupagem
Aparelhos domésticos monitorar doenças crônicas
 
 
     
 
Montagem sobre fotos de Jorge Butsueme Photodisc

Expansão das tecnologias de transmissão
de dados sem fio, o wireless é uma revolução
que está apenas começando

Uma grande tesoura rompendo um emaranhado de fios dentro e fora de casa. É essa a imagem que ilustra a revolução wireless, ou, em bom português, a nova onda da tecnologia sem fio. Ela mal começou e já mudou o dia-a-dia de muita gente. Faz com que a conta do restaurante chegue num segundo e reduz a espera na fila do check-in no aeroporto. Abre ainda as portas de uma era da informação em que um volume gigantesco de dados estará acessível a qualquer hora, em qualquer lugar.

O futuro pertence a três desses tipos de tecnologia. A mais simples é a Bluetooth, de baixo custo e com alcance de cerca de 10 metros. Um transmissor do tamanho de um isqueiro é conectado ao computador. A partir daí, basta ter um teclado, um mouse, uma impressora ou outro equipamento com a mesma tecnologia para dar adeus à mistura de fios. Pode-se digitar um e-mail deitado na cama ou imprimir um documento recostado no sofá. E isso não é futurismo. Um transmissor Bluetooth custa cerca de 400 reais e abastece alguns celulares e computadores. Mouses e teclados também já estão disponíveis. O preço é um pouco alto: um mouse Bluetooth custa 230 reais.

Outra tecnologia sem fio é a WiFi (wireless fidelity), com alcance médio de 100 metros. Basta ter uma conexão de banda larga e um access point – caixinha do tamanho de um dicionário de bolso com uma antena que envia sinais de rádio – para criar uma zona de conectividade. Quem estiver nesse raio de alcance com um notebook que tenha placa WiFi pode conectar-se à internet. O access point mais uma placa que se encaixa no laptop custam cerca de 1 500 reais.

No Brasil, o sistema WiFi está se difundindo entre empresas. Os hotéis Maksoud Plaza, em São Paulo, e Sofitel, no Rio, instalaram essas redes nos lobbies. O Shopping Downtown, no Rio, algumas lojas Fran's Café e uma dezena de aeroportos também estão cobertos pela tecnologia. Essas áreas são os hotspots (áreas de acesso). Empresas como a Varig e a TAM já utilizam a novidade para agilizar as filas de check-in da ponte aérea Rio–São Paulo. Alguns hospitais, como o Albert Einstein e o Nove de Julho, em São Paulo, também montaram ambientes de rede parecidos. Assim, médicos e enfermeiras têm as fichas dos pacientes armazenadas em um software e ninguém precisa carregar pranchetas com prontuários pelos corredores.

Em breve, o usuário de WiFi poderá falar ao telefone através de sua conexão de internet. Na prática, isso significa poder fazer uma ligação, por exemplo, para a Nova Zelândia pagando só um pulso local. A diferença dessa nova promessa para os atuais softwares de comunicação por voz via internet é gigantesca. Os engenheiros especializados nessa tecnologia, chamada de voz sobre IP (ou VoIP), garantem em muitos casos a mesma qualidade de uma ligação por telefone convencional – sem ecos, chiados nem frases picotadas. No Brasil, algumas empresas já usam com sucesso a VoIP para baratear seus custos de comunicação.