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Montagem sobre fotos de Jorge Butsueme Photodisc
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Expansão
das tecnologias de transmissão
de dados sem fio, o wireless é uma revolução
que está apenas começando
Uma
grande tesoura rompendo um emaranhado de fios dentro e fora de casa.
É essa a imagem que ilustra a revolução wireless,
ou, em bom português, a nova onda da tecnologia sem fio. Ela
mal começou e já mudou o dia-a-dia de muita gente.
Faz com que a conta do restaurante chegue num segundo e reduz a
espera na fila do check-in no aeroporto. Abre ainda as portas de
uma era da informação em que um volume gigantesco
de dados estará acessível a qualquer hora, em qualquer
lugar.
O
futuro pertence a três desses tipos de tecnologia. A mais
simples é a Bluetooth, de baixo custo e com alcance de cerca
de 10 metros. Um transmissor do tamanho de um isqueiro é
conectado ao computador. A partir daí, basta ter um teclado,
um mouse, uma impressora ou outro equipamento com a mesma tecnologia
para dar adeus à mistura de fios. Pode-se digitar um e-mail
deitado na cama ou imprimir um documento recostado no sofá.
E isso não é futurismo. Um transmissor Bluetooth custa
cerca de 400 reais e abastece alguns celulares e computadores. Mouses
e teclados também já estão disponíveis.
O preço é um pouco alto: um mouse Bluetooth custa
230 reais.
Outra
tecnologia sem fio é a WiFi (wireless fidelity), com alcance
médio de 100 metros. Basta ter uma conexão de banda
larga e um access point caixinha do tamanho de um dicionário
de bolso com uma antena que envia sinais de rádio
para criar uma zona de conectividade. Quem estiver nesse raio de
alcance com um notebook que tenha placa WiFi pode conectar-se à
internet. O access point mais uma placa que se encaixa no laptop
custam cerca de 1 500 reais.
No
Brasil, o sistema WiFi está se difundindo entre empresas.
Os hotéis Maksoud Plaza, em São Paulo, e Sofitel,
no Rio, instalaram essas redes nos lobbies. O Shopping Downtown,
no Rio, algumas lojas Fran's Café e uma dezena de aeroportos
também estão cobertos pela tecnologia. Essas áreas
são os hotspots (áreas de acesso). Empresas como a
Varig e a TAM já utilizam a novidade para agilizar as filas
de check-in da ponte aérea RioSão Paulo. Alguns
hospitais, como o Albert Einstein e o Nove de Julho, em São
Paulo, também montaram ambientes de rede parecidos. Assim,
médicos e enfermeiras têm as fichas dos pacientes armazenadas
em um software e ninguém precisa carregar pranchetas com
prontuários pelos corredores.
Em
breve, o usuário de WiFi poderá falar ao telefone
através de sua conexão de internet. Na prática,
isso significa poder fazer uma ligação, por exemplo,
para a Nova Zelândia pagando só um pulso local. A diferença
dessa nova promessa para os atuais softwares de comunicação
por voz via internet é gigantesca. Os engenheiros especializados
nessa tecnologia, chamada de voz sobre IP (ou VoIP), garantem em
muitos casos a mesma qualidade de uma ligação por
telefone convencional sem ecos, chiados nem frases picotadas.
No Brasil, algumas empresas já usam com sucesso a VoIP para
baratear seus custos de comunicação.
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