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Jeitão
de espaçonave
Os
painéis dos eletrodomésticos têm cada
vez mais botões, comandos e funções.
Será que o consumidor usa?
Uma
vitrine de produtos de cozinha é um mundo fascinante.
Mas a profusão de botões, comandos e palavras
como crisp, crost e frost free complica a decisão de
compra e pode transformar o consumidor em refém do
vendedor. Convém ter cuidado com aparelhos que exageram
em botões que nem sempre serão usados, por serem
difíceis de operar ou inúteis. Vale saber o
que realmente faz diferença e o que pode ser só
espuma para elevar preços.
Fotos Marcelo Zocchio
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elo Zocchio
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elo Zocchio
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Forno
elétrico |
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Vende
menos, mas é mais fácil de usar e
costuma gastar menos energia que o microondas. Tem
paredes internas autolimpantes, que não deixam
a gordura grudar. O Fischer
(1) traz no painel as temperaturas para preparar,
grelhar e gratinar. O Ônyx
(2) informa temperatura e tempo de preparo.
O Eco Granforno
(3), de tantos botões e funções,
acaba tornando complicado um produto simples. |
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Fischer:
230 reais |
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Ônyx:
210 reais |
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Eco
Granforno: 200 reais |
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Forno
de microondas |
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Por
mais comandos e funções que o microondas
tenha, o consumidor o utiliza mesmo para aquecer
ou descongelar alimentos. E, nesse quesito, todos
são iguais. Para quem prepara pratos, a grande
diferença está na capacidade de dourar
e gratinar. O alimento fica mais tostado porque
o microondas tem uma resistência elétrica
na parte interna superior. Se tem resistência,
gasta mais energia.
Alguns modelos são tão complicados
que a fábrica oferece curso para o consumidor.
O LG com Grill (1)
tem opções para preparar frango inteiro
ou em pedaços e carne de porco ou bovina.
Detalhes que o consumidor costuma ignorar na hora
de colocar a carne no forno. O Panasonic
Family Panagrill (2) tem comandos
para pizza, bolo, pão, torta, vegetais frescos,
brigadeiro e pipoca. O Brastemp
BMK38 (3) exagera no uso de palavras
como grill, crisp, auto crisp. Mas tem uma vantagem:
descongela o produto sem cozinhá-lo. |
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LG
com Grill:
500 reais |
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Panasonic
Family Panagrill: 400 reais |
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Brastemp BMK38:
700 reais |
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Fogão |
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Eis
um produto que não mudou com o tempo, tirando
algumas adaptações, como a mudança
da posição do forno e da estufa (no
começo a estufa era em cima e o forno, embaixo,
mas as indústrias inverteram a posição
para poupar a coluna das donas-de-casa). O forno
autolimpante, que os fabricantes exaltam como vantagem,
já é usado em todos os modelos. Os
painéis são simples. O Dako
quatro bocas (1) não indica as temperaturas
no botão que regula o forno. O Continental
Novo Ritmo (2) mostra a temperatura,
o que ajuda quem não está acostumado
a cozinhar e precisa seguir à risca as receitas.
Quem quiser ostentar na cozinha um fogão
realmente diferente terá de desfalcar o bolso
comprando um Lofra (3),
que tem um belo painel com temperaturas, timer e
botão para ligar e desligar o forno. |
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Dako:
460 reais |
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Continental Novo Ritmo: 320 reais |
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Lofra:
mais de 4 000 reais |
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Lavadora
de louça |
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Aposentadas
pela crise energética, as lavadoras esbanjam
botões e comandos. Depois de compreendidos,
até que são úteis. Os níveis
de lavagem permitem economizar energia. Também
é possível poupar usando a lavagem
com água fria (se os pratos não estão
muito sujos, para que água quente?). A Mallory
(1) traz todas essas alternativas. A
Brastemp BLC19
(2) permite parar a lavagem para incluir
ou retirar objetos. |
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Mallory:
330 reais |
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Brastemp
BLC19: 540 reais |
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Geladeira |
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A
expressão frost free facilita a vida do consumidor.
Indica que o aparelho tem descongelamento automático,
evitando que placas de gelo se formem no congelador
ou freezer. As geladeiras podem ter uma ou duas
portas. O que encarece o produto está na
parte interna: portas, gavetas e outras estruturas
de acrílico. Na Electrolux
SS650 (1),
uma das mais caras, as funções são
identificadas com palavras em inglês. Mesmo
assim, são fáceis de entender. Tem
dispositivo para retirada de água e gelo
sem abrir a porta. A Brastemp
BRK (2) informa se está
ligada ou desligada e indica a temperatura do freezer.
Tudo em português. Na Consul
(3), um botão controla a refrigeração
e outro faz o degelo seco. Quando o gelo se acumula
no congelador, basta apertar esse botão.
A água vai para um compartimento perto do
motor e, com o calor, evapora. |
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Electrolux
SS650:
cerca de 7 000 reais |
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Brastemp
BRK: 1 800 reais |
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Consul:
720 reais |
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Freezer |
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O
produto evoluiu pouco com o tempo. O motivo: as
vendas declinaram desde o início do Plano
Real, quando as pessoas deixaram de estocar alimentos.
Com o racionamento de energia, as vendas podem cair
mais ainda. A maior evolução é
o recurso frost free, de descongelamento rápido.
O Brastemp é
tido como o mais avançado. Tem luzes que
indicam se está ligado e qual a intensidade
do congelamento. O botão giratório
que regula a temperatura mudou da parte interna
do produto para o painel, o que evita a abertura
da porta e o gasto desnecessário de energia
a cada regulagem. |
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Brastemp:
1 100 reais |
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Portáteis |
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Um
dos problemas dos eletroportáteis são
os painéis que "falam" inglês. O liquidificador
Osterizer digital
(1) usa termos como stir, chop, grind e liquefy.
O Walita LiqFaz
(2) facilita a tradução com
desenhos que mostram a velocidade para "bater" alimentos
duros, médios e líquidos. O multiprocessador
Brastemp (3)
tem apenas três botões (liga, desliga
e pulsar). Variando os cortadores, é possível
utilizar o aparelho no preparo de vários
pratos. Já o Moulinex
(4) exagera em desenhos que mostram o
tipo de corte para cada alimento e a velocidade
da operação. |
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Osterizer:
150 reais |
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Walita
LiqFaz: 80 reais |
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Brastemp:
840 reais |
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Moulinex: 250 reais
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Marca
e fábrica
Cuidado
para não comprar um produto mais caro só
porque a marca é badalada. Algumas empresas
oferecem diferentes marcas produzidas na mesma
fábrica. É o caso de Brastemp e
Consul (fabricadas pela Multibrás), GE
e Dako, Continental e Bosch. Se o fabricante é
o mesmo, por que o preço às vezes
é tão diferente? Porque o marketing
das empresas se encarrega de associar uma marca
a determinada classe social, além de incluir
nos produtos detalhes, como botões e funções,
que o consumidor nem sempre usa mas que justificam
o preço maior.
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