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Pokémon X Digimon

Nintendo e Sony travam uma batalha para
convencer seu filho a comprar o modelo
de
videogame que elas fabricam

Seu filho avisa que quer um videogame de 128 bits com memory card, GameShark, dois joysticks que tremem e milhões de polígonos. Pior para você se não entende nada do assunto. O jeito é mergulhar no universo desses joguinhos que seduzem milhões de crianças, jovens e adultos pelo mundo afora. A primeira lição é conhecer as marcas que lideram o mercado. De um lado está a japonesa Nintendo, dona do Nintendo 64, que roda jogos em cartuchos com personagens como Mario e os Pokémon. De outro, a também nipônica Sony, com o PlayStation e seus games em CD estrelados por figuras como os Digimon. Os dois fabricantes têm jogos para todas as idades e proporcionam horas a fio de diversão. Mas isso não significa que tanto faz comprar um ou outro. Há diferenças importantes entre eles, além dos monstrinhos de seus jogos.

 

Fotos: Eduardo Zocchi - Divulgação
NINTENDO
  O modelo Nintendo 64 (N64) é o que você mais vai encontrar nas lojas. Mas atenção: em novembro o fabricante lançará no Brasil o GameCube, com 128 bits. Os cartuchos do N64 não rodarão no Cube, que usará mini-DVD. Mas os donos da versão atual, que custa entre 400 e 500 reais, ainda poderão divertir-se por uns bons anos com os quase 400 games já lançados.
PLAYSTATION
  O console PlayStation 1 (PSX) é o mais vendido por uma razão que não agrada ao fabricante: a pirataria. Um PlayStation contrabandeado pode ser comprado por 250 reais. O legalizado custa pelo menos 400. No ano passado a Sony lançou o PlayStation 2 (PS2), de 128 bits, que no Brasil custa entre 1 100 e 1600 reais – nos Estados Unidos, o preço não passa de 300 dólares. A boa notícia é que os jogos feitos para o PSX rodam no PS2. Isso significa que os donos da nova versão do console da Sony têm pelo menos 3 000 games para escolher. Outra característica do PlayStation 2: além de CDs de games, roda filmes em DVD.
ACESSÓRIOS
  Se o herói já superou três etapas e você precisa parar, poderá retomar o jogo mais tarde, na etapa 4, se tiver o cartão de memória, que permite "salvar" o game em um estágio. Do contrário, você terá de voltar à estaca zero. No PlayStation 1 e no N64 o cartão de memória custa 50 reais. No PS2 sai por 75 reais. O GameShark permite reprogramar os jogos (mais vidas para o herói, mais combustível no carrinho e coisas assim). Custa 110 reais para todos os tipos de console. Você ainda terá de comprar revistas especializadas em games, que trazem códigos para fazer a reprogramação. Vale lembrar que no N64 você terá gasto adicional de 50 reais para comprar o Rumble Pak, que faz o joystick tremer em situações como uma trombada envolvendo o seu carro. No PlayStation, esse efeito é dado pelo próprio joystick.
A AMEAÇA DE GATES
  Bill Gates e sua onipresente Microsoft invadirão o mundo dos videogames no começo de novembro, com um console chamado Xbox. Ele terá os mesmos 128 bits do PlayStation 2 e do futuro GameCube, mas será mais potente. Nos Estados Unidos e no Japão custará perto de 300 dólares. No Brasil, deve chegar em 2002, ainda sem preço definido. A Microsoft joga pesado para ser no mercado de games a potência que já é em programas de computador. Uma de suas cartadas é um investimento de 5 milhões de dólares para criar com exclusividade jogos inspirados no filme Matrix. Algumas promessas: diálogos entre os atores, efeitos especiais hollywoodianos e trilha sonora.
A SOBREVIDA DO DREAMCAST
  Até o começo deste ano, a guerra dos games tinha um terceiro combatente. Era o Dreamcast (DC), fabricado pela Sega, representada no Brasil pela Tec Toy. Sem fôlego para continuar na briga, a empresa desistiu do DC e se dedicou apenas à criação de jogos. A decisão ainda não representou o fim da marca. Existem pelo menos 500 jogos para DC, e por um bom tempo será possível encontrar consoles à venda. Dos 650 reais normais, o produto já está em cerca de 400. Além disso, a Sega promete mais lançamentos de games para DC até 2002. A sobrevida do Dreamcast serve para explicar uma característica do mundo dos videogames: ao contrário dos computadores, eles não ficam obsoletos em seis meses. Se você comprar hoje um console de ponta, é muito provável que ele se mantenha atual por quatro anos. Isso garantirá longa vida ao Nintendo 64, mesmo que seu sucessor, o Cube, esteja pronto para ser lançado. Outra boa notícia sobre videogames: levar um console para o conserto é algo raro e, quando acontece, não custa os olhos da cara.
continua  

 

 
     
 
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