| |
Brincadeira
tecnológica
As
crianças ainda
brincam com bonecas e
bichinhos. A diferença é que,
agora, eles
têm circuitos eletrônicos e sensores
A
menina ou o menino faz carinho, e o cachorrinho reage como
se estivesse agradecendo. Seria uma cena corriqueira se o
simpático cão não fosse um robô-brinquedo
que late, senta e dorme, dependendo de como é tratado
por seu dono. A nova geração dos brinquedos
infantis é movida a eletrônica. Sensores e circuitos
permitem aos bonecos interagir com as crianças. Os
fabricantes desenvolvem animais que reconhecem carinhos, pedem
comida, aprendem truques e até sabem quando estão
perto de outro boneco da mesma "espécie". E há
mais que bichinhos no mundo dos brinquedos. Computadores fazem
quase tudo o que as máquinas pilotadas por marmanjos
no escritório executam. Instrumentos musicais reproduzem
os sons dos verdadeiros, interagem com micros e televisores
e ajudam a despertar talentos artísticos. A indústria
também se vale das tecnologias que possibilitam o desenvolvimento
de novos materiais. Plásticos maleáveis e biodegradáveis,
pelúcia antialérgica e recheios mais leves vão
substituindo as matérias-primas tradicionais. O resultado
é uma verdadeira revolução movida a chips,
sensores e circuitos eletrônicos que tomam conta do
quartinho de brincar.
Clique
nos números para obter mais informações
|
|
BONITINHA
E COM LEITURA ÓPTICA |
| |
Para
ajudar na alfabetização, a boneca Primeiras
Palavrinhas, criada pela Estrela para a grife da apresentadora
Eliana, fala e soletra o nome de objetos desenhados num
livrinho. A leitura é feita por uma caneta óptica. |
| |
|
 |
|
|
É
A MAMÃE! |
| |
O
bicho de pelúcia WuvLuvs põe um ovo, do
qual nasce um bebê. Mãe e filho se reconhecem
por sensores ópticos. No instante seguinte, o filhinho
diz "mamãe". Passadas as apresentações,
pode-se recolocar o ovo na barriga da mãe e repetir
a operação. À venda a partir de setembro. |
| |
|
 |
|
|
IGUALZINHO
AO DO PAPAI |
| |
Futuros
executivos não vão resistir ao Power Notebook
Plus, que dispõe de 35 atividades de vocabulário,
gramática, matemática, música, jogos
e diversão. Fabricado pela StartRight e vendido
por 155 reais, vem com monitor de cristal líquido,
mouse e teclado em português. A opção
de mesa é o Mega Desktop da StartRight, que oferece
sessenta atividades para a criança, além
de agenda eletrônica e lista telefônica. O
drive permite salvar os arquivos num disquete especialmente
confeccionado para o computador. Uma voz interativa orienta
o usuário mirim. Tem monitor de cristal líquido
e teclado em português. |
| |
|
 |
|
|
PARA
ASTROS DO FUTURO |
| |
Com
a grife da dupla Sandy & Junior, está nascendo
uma família de instrumentos musicais com múltiplas
funções. Além da guitarra com amplificador,
do teclado e do microfone karaokê, mostrados ao
lado, a linha inclui bateria eletrônica digital.
Todos reproduzem sons e efeitos pré-gravados com
bases e ritmos musicais. A bateria e o teclado acendem
luzes coloridas e permitem gravar e ouvir novamente as
músicas tocadas. O microfone vem com pedestal,
apoio para partitura, funções com efeitos
de aplausos e risadas, toca-fitas e controle remoto. Todos
os instrumentos funcionam a pilha. À venda a partir
de setembro. |
| |
Preços
ainda não definidos |
|
topo |
|
 |
|
|
A
FAMÍLIA POO-CHI |
| |
O
Poo-Chi é um cão beagle da Estrela que simula
emoções pelo visor dos olhos. Ele come,
dorme, canta seis canções, dança
na ponta dos pés e senta. Tudo depende do estímulo
que recebe. Também interage com outros cachorrinhos
Poo-Chi. A partir de setembro, ganha um primo na versão
buldogue. Mas vale o alerta: o Poo-Chi está anos-luz
atrás do Aibo, o supercão da Sony, que inspirou
toda essa onda de animais que interagem com pessoas (veja
texto). Para novembro, a Estrela promete
o lançamento do Super Poo-Chi, maior, com mais
funções e com mais jeito de Aibo. Terá
um sistema de reconhecimento de voz que lhe permitirá
obedecer a ordens como sentar, rolar, espreguiçar-se,
dar a pata e atender quando chamado pelo nome que o dono
lhe der. Uma memória registrará os truques
ensinados. O cão "amadurecerá" e ficará
mais esperto com o passar do tempo. A família também
vai ganhar um integrante de outra espécie. Em setembro
será lançado o gatinho Meow-Chi, capaz de
demonstrar alegria ou tristeza e de miar. O Poo-Chi custa
115 reais, o Meow-Chi deverá custar 120 e o Super
Poo-Chi ainda não tem preço definido. |
| |
Poo-Chi:
115 reais |
|
|
Meow-Chi deverá custar 120 reais |
|
|
Super
Poo-Chi ainda não tem preço definido |
|
topo |
|
 |
|
|
UM,
DOIS, TRÊS... GRAVANDO |
| |
Para
as crianças não mexerem mais no aparelho
de som da sala, a importadora Gemini lança em setembro
cinco rádios compactos que imitam os dos adultos.
Três deles são equipados com toca-fitas e
microfone, que vão deixar os pequenos à
vontade para gravar e ouvir a própria voz. O quarto
modelo vem com dois microfones, para cantorias em dupla.
Para as crianças já iniciadas no mundo digital,
há um DVD-player. Basta conectá-lo à
TV para assistir aos filmes favoritos. |
| |
Preços
ainda não definidos |
|
topo |
|
 |
|
O
CÃOZINHO DE 5 000 REAIS
A
inspiração dessa leva de brinquedos
tecnológicos é o cão-robô
Aibo, da Sony. Muito mais inteligente que seus
clones, ele reconhece a voz do dono, atende pelo
nome mesmo que seja rebatizado de Rex,
por exemplo , brinca, dorme, emite sons,
tira fotos e expressa felicidade, tristeza, surpresa
e outros sentimentos. Seus sentidos são
controlados por sensores, e uma placa de memória
permite ao cão assimilar novos conhecimentos
com o tempo. Em sua segunda versão (ERS-210),
ele não é mais considerado um brinquedo,
mas um companheiro. Aliás, esse é
o significado da palavra "aibo" em japonês.
O projeto é criar computadores com uma
embalagem amigável, capazes de virar parceiros
das pessoas. A Sony prevê que, até
2050, poderá promover uma copa do mundo
de futebol com robôs reproduzindo a figura
e os movimentos de jogadores. As pessoas poderão
ter amigos robôs, em lugar de amigos humanos.
A Sony brasileira não importa o Aibo. O
site www.aibo.com
só o vende para Estados Unidos, Europa,
Japão, Cingapura e Hong Kong. Brasileiros
apaixonados pela invenção podem
recorrer a um importador independente.
A
operação toda, incluindo impostos
e outras despesas, pode chegar a 5 000 reais
|
|
|
|