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Quanto custa blindar seu automóvel

Esse tipo de proteção sai até pelo triplo do
valor de um carro, mas pode ser a diferença
entre
a vida e a morte em caso de assalto

O Brasil tem uma frota de 20,5 milhões de veículos, um para cada oito habitantes. É o nono país mais motorizado do mundo. Na falta de transporte público de qualidade, as pessoas usam o carro para tudo. Resultado: é no trânsito que elas mais estão expostas à criminalidade. De cada dez assaltos registrados em São Paulo, em um deles a vítima estava dentro de um veículo. O saldo dessa conta é o vertiginoso crescimento do mercado de blindagens. No ano passado, o Brasil foi o líder mundial em vendas de automóveis blindados, à frente de países como Estados Unidos e Colômbia. Há 15.000 veículos blindados trafegando nas ruas das principais cidades brasileiras.

Uma medida dessa expansão é o resultado financeiro da O'Gara-Hess & Eisenhardt, multinacional americana especializada nesse serviço. Com duas filiais no Brasil (em São Paulo e no Recife), seu faturamento no país só perde para o milionário contrato que a empresa mantém com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para a blindagem dos veículos militares americanos. Por causa do avanço do banditismo nos sinais de trânsito, reforçar a estrutura do carro, que antes era privilégio de gente muito rica, agora se tornou um objeto de desejo da classe média. Basta ver a seção de anúncios classificados dos jornais, que oferece blindagens a prestação e por consórcios e também automóveis usados blindados.

Encomendar uma proteção desse tipo para o seu carro pode ser uma tarefa complicada. A começar pela escolha de uma entre as 45 empresas que fazem esse trabalho no país. Cuidado com quem oferece blindagem parcial (só os vidros, por exemplo) ou muito baratinha. Blindar um automóvel é um processo caro por natureza – geralmente sai no mínimo pelo valor do veículo. Desconfie também de quem lhe prometer transformar seu carro num blindado invulnerável a qualquer ataque. Não é verdade. Nenhum dos quatro níveis de blindagem disponíveis no Brasil – existem seis ao todo – transforma o automóvel num encouraçado. Por mais espessos que sejam os vidros, as chapas de aço e os materiais colocados nas portas (veja quadro), sempre há como um projétil penetrar na cabine de passageiros.

"Quem disser o contrário está mentindo", alerta Franco Giaffone, diretor da G 5, uma das maiores empresas do ramo em São Paulo. "A blindagem não cria uma célula de sobrevivência." A fragilidade normalmente está nos pontos em que a própria estrutura de um automóvel dificulta a superposição dos materiais empregados. Colunas e maçanetas são os principais calcanhares-de-aquiles, porque é nelas que a engrenagem da fechadura ou o formato da lataria impedem um perfeito ajustamento das chapas de aço. Os vidros têm capacidade limitada de resistir aos tiros. A bala de uma Magnum 44, por exemplo, alcança 350 metros por segundo. É um impacto descomunal. A norma internacional determina que eles sejam capazes de resistir a até cinco tiros numa área de 20 centímetros quadrados. A sexta bala entra.

Isso não quer dizer que tudo está perdido. Para que um bandido consiga acertar um desses pontos, é preciso que tenha conhecimento das entranhas de um carro blindado e uma pontaria de campeão de tiro olímpico. E, claro, que o motorista fique estático, esperando para ver o que vai acontecer. E não é o que se recomenda fazer. "A blindagem apenas dá alguns segundos a mais para o motorista fugir de um assalto", diz Roberto Zapotoczny, um dos responsáveis pela elaboração de um curso da BMW que ensina como se comportar em carros blindados.

Andar num veículo como esses exige algumas lições extras. Não apenas para que a proteção realmente funcione, mas para a própria segurança no caso de acidentes. A indústria automobilística desenvolveu nos carros a capacidade de amassar como uma sanfona, para amortecer o impacto numa batida. Vidros e portas blindadas anulam esse efeito. Por isso, o rigor no uso do cinto de segurança e a velocidade reduzida, itens recomendáveis para qualquer motorista, viram um imperativo nos blindados.

 

ESTRUTURA REFORÇADA

Tornar um automóvel seguro é um processo caro e trabalhoso. Conheça o passo-a-passo do serviço de uma blindagem de classificação III-A, o nível de proteção mais comum no Brasil.

 
Fotos Claudio Rossi

PASSO 1 – Confere-se o peso original do veículo. Com a blindagem, a carga adicional é de cerca de 130 quilos, mas pode ser muito mais.

PASSO 2 – O veículo é todo desmontado. Retiram-se a capa interna do teto e o forro das portas, bancos e vidros. Ficam só lataria, motor e painel. A escolha de uma empresa séria é importante também para garantir que a remontagem seja cuidadosa.

PASSO 3 – Começa a blindagem da lataria. O teto, as portas e todas as partes planas (com exceção do capô) são recheados com manta de fibra de aramida, material usado na confecção de coletes à prova de balas. Quando atingida por um projétil, a manta distribui e anula a energia propagada por ele, amortecendo o impacto.
PASSO 4 – Chapas de aço inox com espessura de 3 milímetros são colocadas nas colunas, na junção do vidro com a lataria, nos cantos das portas, atrás da maçaneta e dos pontos de fixação dos espelhos retrovisores.
PASSO 5 – As rodas recebem uma fina cinta de metal, com cerca de 2,5 milímetros, que impede os pneus de se esvaziarem, permitindo que o carro percorra cerca de 20 quilômetros numa velocidade baixa. Algumas empresas envolvem a roda com uma rígida fibra de náilon, com espessura aproximada de 6,5 centímetros. Ela não deixa a roda tocar no chão e o carro consegue percorrer cerca de 35 quilômetros a 80 km/h.

PASSO 6 – Os vidros comuns são retirados. Neste nível de blindagem, que resiste a tiros de munição calibre 44, a espessura do vidro varia de 18 a 21 milímetros.

PASSO 7 – Cinco lâminas de vidro comum são fixadas umas às outras, por um filme plástico. A parte interna é revestida de um outro filme, o policarbonato, também utilizado na fabricação dos faróis de automóveis convencionais. O policarbonato evita que estilhaços se desprendam, caso o automóvel seja alvejado.

PASSO 8 – O carro é remontado e, antes de ser entregue ao cliente, passa por um chuveiro onde se verifica se o isolamento da cabine está perfeito. Checa-se também a existência de eventuais ruídos.

 

O QUE É PRECISO SABER

Algumas perguntas básicas para quem pretende fazer uma blindagem no carro

1. Que partes do veículo ela abrange?
A mais simples cobre todas
as partes da cabine, com exceção do piso. É importante observar se a cobertura é total

2. Posso blindar somente os vidros?
É possível, mas nenhuma empresa
recomenda. Gasta-se muito dinheiro (cerca de 70% de uma blindagem completa) para pouca proteção

3. Como é feita a assistência técnica?
Há empresas que oferecem a
manutenção até mesmo em fins de semana. O importante é ver em quanto tempo a oficina devolve o carro

4. Qual a garantia das empresas?
Os defeitos apresentados na blindagem são cobertos por até dois anos. O problema mais freqüente são pequenas bolhas nos vidros. Elas aparecem nos espaços entre as lâminas superpostas

5. O aumento de peso no carro influencia a dirigibilidade?
A blindagem mais comum tem de 100 a 200 quilos. O automóvel fica um pouco mais baixo e o tempo de frenagem aumenta. A recomendação é calibrar os pneus com a pressão máxima

6. Como fica o nível de ruído?
Uma blindagem bem-feita não causa ruídos. Acontece o oposto. O vidro mais grosso e as portas recheadas diminuem o barulho da rua

7. O pagamento é facilitado?
Há empresas que financiam em até
doze vezes o pagamento pelo serviço. Outras trabalham com consórcios

8. Posso blindar um carro popular?
Pode, mas não vale a pena. A blindagem, além de sair pelo dobro ou triplo do preço do carro, reduz demais o desempenho do motor

 

 
       
     
 


Fotos Ricardo Rollo/Marco de Bari/Mercury Press/Isaac Hernandez/José L. Fagiolo/Claudio Larangeira/Antonio Milena/Oscar Cabral

 

 

BONITO, SIM, MAS É MELHOR ESTAR DENTRO DELE

Fotos AP
Laser e visão infravermelha – Uma câmara retrátil com visão noturna e giro de 360 graus monitora o exterior do veículo. Pode ser movimentada de dentro do carro por um joystick semelhante ao de um videogame


O carro da foto abaixo, protótipo idealizado pelas Forças Armadas
americanas, tem equipamentos de tanque de guerra, mas foi projetado para rodar em cidades. É um blindado capaz de enfrentar multidões, dar choques elétricos em assaltantes e tirar da pista, literalmente, quem quer que o persiga. O projeto foi inspirado em filmes de espionagem e nas técnicas usadas pelo serviço secreto americano na guarda da Casa Branca. Não chega a ser tão assustador quanto o modelo lançado recentemente na África do Sul, equipado com lançador de chamas para carbonizar bandidos com chamas de até 4metros de altura. No caso do automóvel americano, batizado de caminhonete inteligente, as armas são menos letais. Alguns itens têm despertado o interesse de montadoras americanas. Elas estudam, por exemplo, a possibilidade de aproveitar a idéia das caixas-pretas dosaviões, que servem para diagnosticar falhas mecânicas causadoras de acidentes. Veja algumas das armas da caminhonete inteligente.

 
Identificação com impressão digital – Cérebro do sistema, o painel verifica as impressões digitais e só libera as funções de comando e direção se a pessoa estiver autorizada. Também funciona por controle remoto

 

 
     
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