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A vítima de sua arma pode ser vocêAs
estatísticas mostram
que portar ou ter uma arma
A reação mais comum das pessoas diante da criminalidade é um sentimento de revolta e medo. O que difere é a forma como cada um lida com o problema. Alguns acreditam que não há como escapar quando a violência bate à sua porta. A saída é entregar todos os seus pertences e torcer para que não haja nenhum tipo de violência física. Outros imaginam que é possível reagir, enfrentar o bandido e vencê-lo. São essas pessoas que portam armas ou as têm guardadas em casa para se proteger. Quem é a favor do porte e do uso desses instrumentos sustenta que, se fossem proibidos, os bandidos reinariam absolutos contra o cidadão já indefeso pela ineficiência da polícia. Outra argumentação é que os delinqüentes sempre escolhem como vítimas os que são incapazes de resistir. A arma teria um efeito preventivo ao criar algum grau de dificuldade. Por mais razoável que pareçam, esses argumentos são apenas frações da verdade. As estatísticas policiais revelam que andar armado nem sempre é sinônimo de estar protegido. Ao contrário. Observe a seguir alguns números que mostram por que usar uma arma, mais do que perigoso, pode ser letal especialmente quando se tenta reagir a um assalto. Uma pesquisa recente do Instituto Vox Populi mostrou que comprar um revólver ou pistola já passou pela cabeça de 14% dos brasileiros e que pelo menos 7% têm algum tipo de arma em casa. O dado é subestimado. O número pode ser ainda maior. Considerada a população economicamente ativa como metade da população total, vê-se quanto as opiniões ainda são divididas sobre o assunto.
Fotos Andre Batistela/Claudio Rossi/Oscar Cabral/Marcelo Alves/Ag. O Estado - José L.Fagiolo
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