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O retrato do bandido

O assaltante típico, segundo pesquisas,
é jovem, branco, estudou até o 1º grau e
teve passagem anterior pelo sistema penal

 

Retratos falados: Yoshiharu Kawasaki/Polícia Cívil de São Paulo

O perfil mais aproximado que se tem do assaltante típico brasileiro foi elaborado pelo Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais, com base em 60 000 processos na Justiça de São Paulo. O trabalho mostra que o ladrão é jovem, branco, solteiro, desempregado e tem pouco estudo. Em mais de 50% dos casos, é reincidente. Ou seja, já esteve na cadeia e voltou à vida do crime. Não está assaltando por acaso. Ao perfil socioeconômico dos bandidos se soma outra descrição, mais comportamental. Ela resulta de um estudo da psicóloga carioca Marilda Lipp, com doutorado em psicologia pela Universidade George Washington e pós-doutorado em stress social no National Institute of Health. Ela entrevistou bandidos, policiais e vítimas para entender o que se passa na cabeça das pessoas no momento do assalto.

Numa escala de stress que vai de 1 a 10, o assalto levaria nota 9, ficando atrás apenas de eventos como a morte de parente em condições muito próximas e trágicas. E esse nível de tensão é vivido pelos dois lados envolvidos – vítima e marginal. O estudo distingue os bandidos que atuam por impulso e aqueles que fizeram do crime um meio de ganhar a vida. Os primeiros são chamados de eventuais. Os outros são considerados profissionais do crime. Defrontar com qualquer um deles é muito ruim. Mas as conseqüências podem ser trágicas se o bandido for um principiante apavorado. Nesse caso, a única coisa que se tem a fazer é manter a calma e tentar seguir os conselhos que estão nas reportagens: Como agir... e ...para sobreviver.

 

 

 
       
     
   
     
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