O maestro da reportagem
Antonio Milena
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| Ronaldo
(sentado) e equipe: 220 entrevistas em dois meses |
Como
subeditor de VEJA na sucursal do Rio de Janeiro, o carioca Ronaldo França,
35 anos, participou de inúmeras reportagens que exigiam investigação
aprofundada. Num caso de grande repercussão, ajudou a desvendar
a autoria do grampo nos telefones do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), durante o processo de privatização
da telefonia. Em outra matéria, publicada em 2000, desvendou pela
primeira vez como o Estado Novo perseguiu os judeus no Brasil, num período
em que o ditador Getúlio Vargas ainda namorava as idéias
do regime nazista alemão.
No fim de março, Ronaldo foi convocado para coordenar outra grande
reportagem. É este especial de VEJA sobre segurança. Sob
sua orientação, durante dois meses uma equipe de repórteres
e fotógrafos fez mais de 220 entrevistas com especialistas e consultou
dezenas de pesquisas a respeito do assunto. Numa única apuração,
sobre o custo da segurança no Brasil, o jornalista Cley Scholz
ouviu quarenta fontes. O resultado é o primeiro grande guia de
segurança publicado no Brasil um roteiro detalhado para
ajudar os leitores a melhorar a qualidade de vida, protegendo sua família
e as pessoas que os rodeiam.
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