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A maior das aventuras
O homem chega à Lua e descobre
que é um cisco no Universo
Viviane Kulczynski
conquista
do espaço produziu dois efeitos fascinantes sobre a humanidade. O primeiro,
e mais visível, é que o homem provou mais uma vez ser capaz de romper
limites ao viajar de foguete até a Lua e deixar por lá sua marca, na década
de 60. O segundo efeito é mais espetacular. A cada descoberta importante
no campo da astronomia, principalmente com a ajuda do telescópio Hubble,
o homem do final do século 20 fica menor e seu planeta diminui de tamanho
em termos relativos. A Terra era enorme quando os navegadores espanhóis
e portugueses se lançaram às travessias oceânicas, no século 15. Agora
troca de século do tamanho de um grão de areia no cosmo, e diminuindo.
Um estudo recente revelou a existência de um planeta cujo tamanho é 238
vezes maior que a Terra. Outra observação apontou para uma estrela, Pistola,
de brilho 10 milhões de vezes mais intenso que o do Sol. Sabe-se que os
telescópios podem enxergar, no máximo, 1% de tudo o que existe lá fora.
Os 99% restantes são invisíveis, formados por uma massa que não brilha
nem retém luz.
A maior aventura já empreendida pelo homem tem alguns
marcos. Um dos mais significativos é o trabalho do físico americano Robert
Goddard, considerado "lunático" em sua época. Ele havia descoberto
uma maneira revolucionária de alçar foguetes a grandes altitudes, substituindo
pólvora por combustível líquido. Acabou não lançando engenhocas à Lua,
como planejava, mas ganhou dos cientistas o título de Pai da Astronáutica.
Doze anos após a morte de Goddard, seus estudos foram aprimorados e nortearam
os primeiros vôos espaciais.

Com a Guerra Fria, a conquista do espaço virou parte
de uma enlouquecida corrida ideológica entre Estados Unidos e União Soviética.
Quem lançaria o primeiro vôo tripulado? Quem chegaria antes à Lua? Contrariando
as expectativas, o que se seguiu foi uma disputa admirável. Ao imprimir
as primeiras pegadas no poeirento solo lunar, em 1969, Neil Armstrong
restaurava o orgulho americano, abalado por duas vitórias soviéticas
o lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik, e a colocação
do primeiro homem em órbita, o cosmonauta Yuri Gagarin. Trinta anos depois
da chegada do homem à Lua, a Nasa fala agora em voar até Marte, em 2019.
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