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Turibio Leite de Barros
  

Cerveja ou barriga sarada
As duas juntas não dá

Tomada em grandes quantidades, de forma regular,
ela provoca a dilatação permanente do abdômen


Jorge Butsuem
Ana Lima

A noção de que as intermináveis rodadas de cerveja ou chope provocam o aumento da barriga não é lenda nem invenção de esposas implicantes. É a pura – e amarga – verdade. Não que o chope ou a cerveja sejam excepcionalmente calóricos. Ocorre que a ingestão de qualquer bebida alcoólica em grandes quantidades acaba por inchar o abdômen. Ninguém bebe litros de uísque ou vodca numa única noite, mas de cerveja, sim. Quando essa ingestão é feita de forma regular, a dilatação se torna permanente, o estômago fica maior – e lá se vai a barriga rumo ao horizonte. Some-se a isso o fato de que a cerveja ou o chope costumam ser acompanhados de tira-gostos que são verdadeiras bombas calóricas – torresmo, lingüiça frita, queijo à milanesa etc. – e tem-se o cenário perfeito para uma rotunda barriga do tipo espanta-namorada. Esse efeito perverso ocorre principalmente entre os homens. Alguns hormônios sexuais masculinos estimulam as células gordurosas localizadas na barriga.

Certos hábitos alimentares também contribuem para a barriga que teima em pular para fora da calça. Um deles é comer muito de uma única vez. O organismo tem um limite de absorção de calorias por refeição. Assim, tudo o que não é aproveitado vira gordura, principalmente no abdômen. Outro mau costume é comer muito à noite. A digestão é mais lenta nesse período e a tendência de acumular gordura e formar os pneuzinhos é maior.

É bom saber que, para diminuir a barriga, não bastam exercícios abdominais. Estes a fortalecem, reduzindo a flacidez, mas não a eliminam. Só os exercícios aeróbicos, como bicicleta, corrida, caminhada e natação, são capazes de queimar as gorduras localizadas na barriga. O ideal é conciliar as duas atividades.

  
       
 
 
 
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