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. O
estilo faz o homem e a mulher |
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. Não
dá para não fazer |
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. O
segredo é não desligar nunca |
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. O
corpo aquecido pela alegria |
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. Debaixo
daqueles lençóis... |
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. Sirva-se
à vontade |
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. Doses
de incerteza |
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. Alguns
funcionam |
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. A
miragem hormonal |
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. A
boa noite dos jovens |
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. Cremes
que esticam |
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. Pequenos
cortes, grandes mudanças |
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. Quando
a cabeleira começa a minguar |
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. Sorriso
saudável, aparência jovial |
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. O
guia da saúde |
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. Os
novos horizontes da ciência |
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. Está
nas suas mãos |
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. Bradley
Trevor Greive |
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Sirva-se à
vontade
Certos
alimentos valem mais do que uma
farmácia inteira. Alguns previnem o câncer,
outros protegem
o coração e há os que
ajudam a manter o vigor da juventude
Nos últimos
anos, os cientistas vêm dedicando uma atenção especial
à composição de certos alimentos. Descobriu-se que,
além de velhos conhecidos, como vitaminas e minerais, muitos vegetais
contêm substâncias classificadas sob o nome geral de fitoquímicos.
Elas são importantes porque ajudam a prevenir doenças cardíacas
e até determinados tipos de câncer. Algumas servem, ainda,
para massagear o ego: mantêm o peso sob controle e evitam rugas
precoces. O dado curioso é que, não importa seu alcance,
só funcionam se ingeridas sob forma natural, em frutas, legumes
e verduras. Quando sintetizadas em cápsulas, não servem
para quase nada. A explicação é que os benefícios
dessas substâncias são resultado de sua interação
com as vitaminas e os minerais do alimento do qual fazem parte, ou então
da combinação com nutrientes presentes em outros pratos.
Daí a importância de uma dieta variada. Mais de uma centena
de fitoquímicos já foi catalogada. Em geral, eles são
responsáveis pelas características mais marcantes dos alimentos.
É o caso do licopeno, pigmento que dá a cor vermelha ao
tomate, e da alicina, que faz com que o alho tenha um cheiro tão
forte. Nas sete páginas a seguir, há oito fichas de alimentos
essenciais para a manutenção de uma boa saúde. Os
sete do reino vegetal chá verde, alho, castanha-do-pará,
tomate, aveia, soja e uva vermelha apresentam fitoquímicos
cujas vantagens foram comprovadas há menos de cinco anos.
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CHÁ
VERDE
Marcelo Zocchio
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Estudos
realizados em importantes centros de pesquisa dos Estados Unidos
e da Europa mostram que a bebida é uma aliada poderosíssima
da boa saúde. Extraído da mesma planta de onde se
tira o chá preto, a Camellia sinensis, o chá
verde tem altas concentrações de antioxidantes, substâncias
que atuam contra o envelhecimento precoce. Pesquisas feitas na Universidade
Harvard, nos Estados Unidos, indicam que o poder antioxidante do
chá verde é muito superior ao das vitaminas C e E.
Os médicos incluíram seu consumo habitual entre as
medidas de prevenção de tumores malignos de boca,
pulmão, estômago e mama. Isso porque substâncias
como as catequinas e os bioflavonóides são capazes
de impedir alterações no DNA das células, o
primeiro passo para o desenvolvimento de um câncer. O chá
verde ainda se revelou eficaz na prevenção de doenças
cardíacas e derrames. Seus compostos reforçam as veias
e artérias, diminuem as taxas de colesterol ruim circulante
no sangue e bloqueiam o acúmulo de gordura na parede dos
vasos sanguíneos. Recentemente, atribuiu-se outra propriedade
ao chá verde: a de ser um aliado na luta contra a balança.
Um trabalho publicado no American Journal of Clinical Nutrition,
revista da Sociedade Americana de Nutrição, acompanhou
dois grupos em dieta de emagrecimento. A um deles, além de
alimentação balanceada e pouco calórica, recomendou-se
a ingestão de seis a oito xícaras de chá verde
por dia. Ao final do estudo, esses pacientes haviam queimado 4%
a mais de gordura do que aqueles que não consumiram a bebida.
A explicação é que o chá verde acelera
bastante o metabolismo, o que faz com que seja contra-indicado para
pacientes com problemas cardíacos.
TOMATE
Marcelo Zocchio
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O
licopeno, pigmento que dá cor ao tomate, é considerado
uma arma poderosa na prevenção do câncer de
próstata. Ao mesmo tempo, fortalece o sistema imunológico.
Há dezenas de estudos sobre a substância. Um deles,
provavelmente o maior, foi conduzido por médicos da Faculdade
de Saúde Pública da Universidade Harvard. De 1986
a 1998, foram analisados os hábitos alimentares de quase
50 000 homens. Entre aqueles que consumiam molho de tomate duas
vezes por semana, a incidência de câncer de próstata
era 23% menor. Os benefícios do licopeno são maiores
se o tomate for cozido e acompanhado de um fiozinho de azeite. Dessa
forma, ele é mais bem absorvido pelo organismo.
CASTANHA-DO-PARÁ
Marcelo Zocchio
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A castanha-do-pará
é um alimento rico em gorduras benéficas: as monoinsaturadas,
abundantes também no azeite, e as poliinsaturadas, encontradas
nos peixes. Por causa disso, ela é uma aliada do coração.
Ajuda a baixar os níveis do colesterol ruim e a aumentar
os do colesterol bom. O alimento é também uma das
apostas dos cientistas para retardar o envelhecimento, graças
às altas concentrações de selênio. O
selênio é um mineral que previne alguns tipos de câncer,
em especial os de mama e próstata. Para obter todas as vantagens
oferecidas pela castanha-do-pará, bastam três unidades
por dia.
ALHO
Marcelo Zocchio
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As propriedades terapêuticas do alho são conhecidas
há quase 4 000 anos. Um papiro egípcio de 1550 a.C.
lista duas dezenas de medicamentos à base da raiz. Os preparos
eram utilizados para tratar os mais diversos males de dor
de cabeça a inflamação na garganta. Apenas
no fim do século XIX foi possível identificar, entre
as centenas de substâncias presentes no alho, aquelas capazes
de prevenir e curar doenças. De todas, a mais efetiva é
a alicina, responsável pelo cheiro forte do alimento. A substância
protege o coração, ao diminuir a taxa de colesterol
ruim, o LDL, e aumentar a do bom, o HDL. Além disso, ela
contribui para manter a pressão arterial em níveis
adequados. Para fazer diferença para a saúde, devem-se
consumir dois dentes de alho, três vezes por semana. E, de
preferência, crus. Exposto às altas temperaturas, o
alho perde a maior parte dos benefícios.
SALMÃO
Marcelo Zocchio
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Graças
aos esquimós da Groenlândia, o salmão entrou
para o cardápio da boa saúde. Tudo começou
na década de 70, quando pesquisadores americanos esmiuçaram
a dieta dessa população. Um fato os intrigava: a baixa
incidência de doenças cardiovasculares entre os esquimós,
apesar de a dieta deles ser rica em gordura animal. A resposta estava
num tipo especial de gordura, abundante em peixes de águas
profundas: o ácido graxo ômega-3. Essa substância
previne infartos e derrames, ao baixar os níveis de triglicérides
e de LDL, o colesterol ruim. Preserva o cérebro das doenças
da velhice, como o mal de Alzheimer, ao proteger a membrana das
células cerebrais. Descobriu-se também que o ômega-3
ajuda a melhorar a qualidade da vida sexual, ao estimular a produção
de hormônios ligados ao desejo e ao prazer. Um filé
de salmão, duas a três vezes por semana, contém
a quantidade ideal de ômega-3.
AVEIA
Marcelo Zocchio
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Há fibras de dois tipos: as solúveis e as insolúveis.
As primeiras atuam no intestino delgado, onde ocorre a absorção
dos alimentos. As insolúveis agem no intestino grosso, área
de formação dos dejetos. As fibras solúveis,
constatou-se, ajudam a conter um dos principais fatores de risco
para as doenças cardiovasculares: o colesterol alto. E poucos
alimentos são tão ricos nesse tipo de fibra quanto
a aveia 100 gramas de aveia em flocos contêm 9 gramas
de fibras solúveis contra os 5 gramas presentes na mesma
quantidade de pão integral. Quatro colheres de sopa por dia
de aveia (misturadas a iogurte ou a cereal, conforme o gosto da
pessoa) são indicadas para quem precisa baixar os níveis
de colesterol ruim, o LDL.
SOJA
Marcelo Zocchio
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Em
1999, a agência americana para controle de alimentos e remédios,
a FDA, aprovou a criação de um selo especial para
produtos enriquecidos com soja. Nos rótulos, está
escrito que aquele determinado alimento faz bem à saúde.
E como! Comum na dieta oriental, a soja é rica em isoflavonas.
Com estrutura molecular semelhante à do hormônio estrógeno,
essas substâncias previnem doenças do coração
e alguns tipos de câncer. Recomenda-se o consumo de 25 gramas
do grão por dia o equivalente a uma xícara
de chá.
UVA
VERMELHA
Marcelo Zocchio
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Até o início da década de 90, uma questão
intrigava o mundo científico: por que os franceses, adeptos
de uma alimentação rica em gorduras saturadas, eram
menos propensos a males cardíacos do que outros povos? A
resposta foi dada por um estudo da Universidade Harvard. O hábito
de tomar vinho tinto contrabalançava os exageros no patê
e nos molhos à base de manteiga. Os americanos descobriram
que meia taça da bebida por dia pode prevenir as doenças
do coração. Para alívio dos médicos
que se sentiam desconfortáveis em sugerir que seus pacientes
consumissem bebida alcoólica, descobriu-se que não
é o vinho tinto em si que faz bem, e sim os flavonóides,
pigmentos encontrados na casca da uva vermelha. Os flavonóides
aumentam as taxas de colesterol bom, o HDL, e ajudam a inibir a
produção da substância responsável pelo
enrijecimento das artérias. Um copo diário de suco
de uva vermelha contém a quantidade ideal de flavonóides.
Recentemente foi constatado mais um benefício dessa fruta:
suas sementes contêm um composto chamado polifenol, eficaz
para manter a pele jovem. Elas passaram a servir de matéria-prima
para cremes e loções.
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Barras
de cereais
Marcelo Zocchio
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As
barras de cereais estão na moda. Criadas para atender às
necessidades de esportistas, como forma de repor rapidamente a energia
gasta em atividades físicas intensas, elas logo caíram
no gosto popular. Os nutricionistas aprovam seu consumo, mas recomendam
que não se coma uma montanha delas imediatamente antes ou
logo depois da prática de exercícios. O motivo é
que as fibras dificultam a absorção de água
pelo organismo, o que pode provocar desidratação.
Fáceis de encontrar e de carregar, na falta de uma fruta,
as barras são uma alternativa para os lanches da manhã
ou da tarde. Só não é bom fazer da substituição
um hábito: comparando-as com as frutas, elas têm menos
vitaminas e sais minerais. Boa parte das calorias das barras de
cereais vem sob a forma de carboidratos, a grande fonte de energia
do corpo humano. Ainda assim são menos engordativas do que
uma barra de chocolate diet. Adocicadas, elas são indicadas
para as mulheres que, em época de tensão pré-menstrual,
são acometidas por uma incontrolável fome de doces,
em especial de chocolate. Nesse caso, elas satisfazem o desejo e,
por causa das fibras, aumentam a sensação de saciedade.
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Mitos
e verdades
"Clara
de ovo crua ajuda a aumentar os músculos"
Marcelo Zocchio
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A albumina é uma das proteínas que compõem
a clara de ovo. Associada à prática de exercícios
físicos, ela realmente ajuda a aumentar a massa muscular.
Mas não quando consumida crua. Ingerir clara de ovo ao natural
faz com que os outros nutrientes do alimento inibam a absorção
de uma vitamina do complexo B, a biotina, uma das substâncias
responsáveis por fornecer energia ao organismo. Para tirar
proveito de todas as proteínas e vitaminas presentes na clara
de ovo, o melhor é comê-la cozida.
"Batata
só faz bem"
Marcelo Zocchio
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Cálcio, vitamina C, ferro, potássio e carboidratos.
Todos esses nutrientes e em grandes quantidades estão
presentes na batata. Um alimento tão rico assim só
pode fazer bem, certo? Durante muito tempo, era essa a convicção.
Hoje, muitos especialistas defendem que a batata ajuda a retardar
o envelhecimento, promove a perda de peso e melhora o humor. Os
elogios ao tubérculo, no entanto, estão mais comedidos.
Batata demais no prato pode significar aumento da quantidade de
açúcar e triglicérides no sangue importantes
fatores de risco para o diabetes e as doenças cardiovasculares.
"A
dieta ideal é rica em vegetais verde-escuros"
Marcelo Zocchio
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Vegetais
como o espinafre, a couve-manteiga e os brócolis contêm
vitamina A e fibras. Além disso, são ricos em cálcio.
O grande problema está no fato de que eles dificultam a absorção
de cálcio pelo organismo o que pode representar uma
ameaça à saúde dos ossos. O consumo de vegetais
verde-escuros, na verdade, não deve ultrapassar três
porções por semana.
"Café
faz mal"
Marcelo Zocchio
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Nenhum outro alimento parece ser tão controverso quanto o
café. Os primeiros estudos datam de 1820, ano em que a cafeína
foi descoberta. Muito tempo depois, por volta de 1950, várias
pesquisas relacionaram o consumo da cafeína a um aumento
na incidência de úlceras, determinados tipos de câncer
e má-formação fetal. Era o começo de
um vaivém científico. Nos anos seguintes, outros tantos
trabalhos ou inocentaram o café ou voltaram a incriminá-lo.
Os pareceres da agência americana de controle de alimentos
e remédios, a FDA, são um retrato da falta de consenso
sobre o assunto. Em 1958, ela deu sinal verde ao grão. Vinte
anos mais tarde, alertou sobre a necessidade de mais estudos para
ratificar que a substância era totalmente segura. Na década
de 90, resolveu inocentar o café, com a ressalva de não
se exagerar na dose. Nos últimos anos, sobram estudos convincentes
sobre os benefícios do café para a saúde. Diz-se
que aumenta a concentração, a atenção,
a memória e até reduz os sintomas de depressão.
O segredo está em consumi-lo moderadamente. Pessoas com distúrbios
gástricos ou cardíacos devem redobrar a atenção.
Quatro xícaras diárias são suficientes. Mas
o café tem hora certa para ser consumido: depois de acordar,
no meio da manhã, depois do almoço e no meio da tarde.
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