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Um quarteto afinadíssimo |
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Receita para viver melhor |
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A medida da sua saúde |
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Com o coração nas mãos |
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Dá para vencer |
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O maior culpado é o cigarro |
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O mal das mulheres modernas |
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Vergonha que mata |
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Quando a coluna pede socorro |
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A praga dos ossos fracos |
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"Ela não pára de doer" |
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Um ninho de bactérias |
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A grande inimiga |
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Coma de tudo um pouco |
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Xô, preguiça! |
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A maior vitrine do tempo |
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O bisturi esculpe sonhos |
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Aquele calor... |
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...e aquele frio |
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É bom e faz bem |
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Não é só coisa de maluco |
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Nunca deixe de fazer |
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Por que eu sinto isso? |
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Moacyr Scliar: O idioma da saúde |
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Nunca
deixe de fazer
O
check-up é indispensável na prevenção
de
inúmeras moléstias. Há os exames básicos
e aqueles que variam de pessoa para pessoa
Montagem sobre fotos: Roger Bester - Pedro Rubens
- Antonio Milena
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Recomendação a quem está se sentindo muito bem, obrigado:
faça um check-up. Esse conjunto de exames que se popularizou nos
anos 60, derivado da intensa investigação médica
a que se submetiam os astronautas americanos, desenvolveu-se a tal ponto
que se transformou na principal arma de prevenção de várias
doenças. A tecnologia hoje disponível permite aos médicos
não só identificar com precisão a origem de sintomas
como também antecipar a descoberta de certas moléstias.
A nova filosofia do check-up, no entanto, descarta a prescrição
aleatória de dezenas de testes. Em vez de uma série completíssima,
os médicos preferem cada vez mais pedir o check-up personalizado,
com base num exame clínico minucioso, na faixa etária do
paciente e numa consulta prévia que levanta seu histórico
de saúde familiar e hábitos de vida. Esse procedimento,
dizem eles, tem a vantagem de fechar diagnósticos mais rapidamente.
O check-up completo é, atualmente, mais utilizado pelas grandes
empresas, que oferecem a seus funcionários graduados exames periódicos
a partir dos 40 anos. Não é uma benemerência. As doenças
de empregados costumam sair caro, na forma de licenças, faltas
ao trabalho e aposentadorias prematuras. A prevenção, aqui,
é uma forma de economizar nos custos.
Nos últimos vinte anos, os exames se tornaram menos invasivos e
incrivelmente mais precisos. Para se ter uma idéia, na década
de 80 a osteoporose (descalcificação dos ossos que afeta
principalmente mulheres após a menopausa) só era detectável
por radiografia, quando a perda de massa óssea já estava
acima de 30%. Os aparelhos de última geração conseguem
verificar perdas de até 2%, o que possibilita minimizar os efeitos
futuros da doença. No que se refere ao coração, até
o trivial se sofisticou. Os testes de medição dos níveis
de colesterol no sangue estão bem mais apurados. Isso é
importante porque basta uma ligeira alteração na concentração
dessa substância para que o risco de infarto aumente exponencialmente.
Há novos exames sanguíneos que dosam a presença de
uma proteína chamada PCR, cujo excesso é pernicioso à
saúde cardíaca. No plano das máquinas, são
de uso corriqueiro aquelas que parecem colocar o médico dentro
do corpo do paciente. Elas vasculham o interior das artérias, revelando
a existência de lesões ou de placas de gordura. A cintigrafia
do miocárdio, por exemplo, permite que os médicos contemplem
em uma tela de computador a irrigação sanguínea do
coração, como se estivessem assistindo a um filme. Dessa
forma, flagram obstruções arteriais minúsculas e,
assim, evitam que o paciente sofra um ataque. Nos Estados Unidos, já
existem tomógrafos computadorizados que fornecem imagens tridimensionais
do coração. É como se o cardiologista tivesse o órgão
em suas mãos. Graças à tecnologia, na última
década os infartos fatais em homens e mulheres entre 40 e 59 anos
tiveram uma diminuição da ordem de 10% uma cifra
respeitável, levando-se em conta que a doença costuma ceifar
centenas de milhares de vidas a cada ano.
No que diz respeito ao câncer, os resultados são ainda mais
significativos. Na última década, com a disseminação
das mamografias de alta definição, que surpreendem tumores
de até meio milímetro, as mortes por câncer de mama
foram reduzidas em 30%. As antigas radiografias não eram capazes
de detectar nódulos com menos de 1 centímetro. Deve chegar
em breve aos hospitais de ponta brasileiros uma tecnologia que se encontra
em testes finais entre os americanos: a mamografia digital. A novidade
promete melhorar a detecção de microcalcificações
no tecido mamário concentrações de células
cancerosas que chegam a ter o tamanho de um grão de areia. As grandes
beneficiárias da mamografia digital serão as mulheres jovens,
com menos de 35 anos. Como o tecido mamário delas é mais
denso, o raio X tradicional deixa escapar até 25% dos nódulos
malignos. Microcalcificações, então, são impossíveis
de ser vistas. O novo exame promete uma revolução. As imagens
captadas pela máquina são armazenadas em um computador,
para ser manipuladas pelo médico. Dessa maneira, ele pode ampliar
detalhes e comparar porções de tecidos, na busca de um diagnóstico
mais certeiro e precoce. Se encontradas, as microcalcificações
são extirpadas por meio de punções. As mamas mantêm-se
completamente preservadas.
Da mesma forma que ocorre em outros campos, a tecnologia na área
médica concentra esforços no desenvolvimento de testes genéticos
que determinem a possibilidade de ter essa ou aquela doença. Alguns
deles já existem, como os que dimensionam exatamente a propensão
ao câncer de cólon, tireóide, mama, útero,
ovário e próstata. Pacientes com histórico familiar
de alto risco ganharam recentemente uma nova arma de prevenção.
Trata-se de uma máquina chamada Wave, capaz de fazer o rastreamento
genético com mais rapidez e eficiência. Com o equipamento,
adquirido pelo Hospital do Câncer A.C. Camargo, de São Paulo,
o resultado, que antes saía em seis meses, agora é obtido
em até duas semanas. Os índices de acerto são de
95%. Confirmada a propensão à doença, são
feitos exames periódicos para detectar o aparecimento de nódulos
malignos. O próximo passo dos pesquisadores é criar um exame
que aponte a probabilidade de uma pessoa ter entupimento de artérias
por causa da formação de placas de colesterol. Se tudo der
certo, inúmeras mortes por infarto serão evitadas.
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