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Um quarteto afinadíssimo |
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Receita para viver melhor |
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A medida da sua saúde |
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Com o coração nas mãos |
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Dá para vencer |
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O maior culpado é o cigarro |
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O mal das mulheres modernas |
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Vergonha que mata |
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Quando a coluna pede socorro |
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A praga dos ossos fracos |
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"Ela não pára de doer" |
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Um ninho de bactérias |
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A grande inimiga |
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Coma de tudo um pouco |
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Xô, preguiça! |
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A maior vitrine do tempo |
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O bisturi esculpe sonhos |
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Aquele calor... |
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...e aquele frio |
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É bom e faz bem |
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Não é só coisa de maluco |
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Nunca deixe de fazer |
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Por que eu sinto isso? |
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Moacyr Scliar: O idioma da saúde |
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Um
ninho de bactérias
Sua
gengiva sangra com freqüência?
Atenção: a boca pode ser porta de
entrada de doenças sérias
Paschoal Rodrigues
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| Dentista
e higiene: a melhor maneira de combater gengivites e periodontites |
A
boca é a maior cavidade do corpo em contato com o mundo exterior.
Porta de entrada do tubo digestivo, cheia de reentrâncias, ela é
o primeiro destino dos alimentos e dos líquidos e, não raro,
auxilia na respiração. Também serve para fazer aquele
carinho que é exclusivamente humano: beijar. Por suas características
e funções, a boca é um ninho de bactérias.
Em apenas um mililitro de saliva pululam 150 milhões de bactérias
(veja quadro). Esses microrganismos normalmente
vivem em harmonia com o ambiente. Alguns são, inclusive, agentes
do bem. É o caso dos lactobacilos, encontrados também no
estômago e nos intestinos. Eles ajudam a deixar o ambiente extremamente
ácido, o que impede a proliferação de germes nocivos.
O equilíbrio, no entanto, é precário. Se for quebrado,
podem surgir o que dentistas e médicos chamam de doenças
periodontais (gengivite e periodontite), inflamações na
gengiva ou no tecido que une os dentes ao osso. Em suas formas mais graves,
elas contribuem para o desenvolvimento de distúrbios cardíacos,
o agravamento do diabetes ou da artrite reumatóide. De cada dez
brasileiros, nove sofrem em algum grau desse tipo de afecção.
Na maioria dos casos, ela decorre de uma higiene bucal inadequada e da
falta de visitas periódicas ao dentista.
As implicações da gengivite e da periodontite seguem basicamente
o seguinte caminho: inflamados, os tecidos se tornam irritáveis
e sangram durante a mastigação, pela ação
da escova de dentes ou do fio dental. Essa hemorragia, por sua vez, possibilita
que os micróbios que desencadearam o processo entrem na corrente
sanguínea e cheguem a outras partes do organismo. É relativamente
fácil que isso aconteça porque a gengiva e o periodonto
têm irrigação sanguínea abundante. O problema
que mais se associa a essa migração é a endocardite
bacteriana, uma infecção grave em uma das válvulas
do coração. Uma pesquisa divulgada pela Revista da Associação
Médica Britânica revela que as vítimas de doença
periodontal têm 25% mais risco de sofrer doenças coronarianas
do que as pessoas que não apresentam infecções bucais.
As sociedades americanas de cardiologia e odontologia estabelecem que,
antes de se submeter a uma cirurgia na boca, todo paciente propenso a
ter uma endocardite bacteriana deve tomar, uma hora antes, uma dose de
antibióticos. O objetivo é evitar os riscos de infecção
durante a operação.
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90% dos
brasileiros sofrem de algum grau
de
doença periodontal, inflamações
na gengiva ou
no tecido que une o dente ao osso
1 mililitro de saliva contém
150
milhões de
bactérias
1 grama de placa bacteriana
abriga
100
bilhões de
micróbios
O risco de problemas cardíacos é
25%
maior
entre pacientes com
doença periodontal
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