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Um quarteto afinadíssimo |
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Receita para viver melhor |
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A medida da sua saúde |
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Com o coração nas mãos |
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Dá para vencer |
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O maior culpado é o cigarro |
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O mal das mulheres modernas |
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Vergonha que mata |
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Quando a coluna pede socorro |
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A praga dos ossos fracos |
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"Ela não pára de doer" |
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Um ninho de bactérias |
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A grande inimiga |
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Coma de tudo um pouco |
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Xô, preguiça! |
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A maior vitrine do tempo |
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O bisturi esculpe sonhos |
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Aquele calor... |
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...e aquele frio |
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É bom e faz bem |
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Não é só coisa de maluco |
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Nunca deixe de fazer |
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Por que eu sinto isso? |
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Moacyr Scliar: O idioma da saúde |
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Quando
a coluna pede socorro
Milhões
de brasileiros se queixam de dor nas
costas. Para que o problema não se torne crônico,
a chave é manter uma postura correta e não se
render ao sedentarismo
Sete de cada dez brasileiros sofrem de dor na coluna. Trata-se da principal
queixa dos trabalhadores do país, não importa o dinheiro
que recebam no fim do mês o problema afeta de executivos
a operários, de profissionais liberais a motoristas de ônibus.
Na esmagadora maioria das vezes, a causa do martírio é erro
de postura. Não sabemos como sentar, deitar e até mesmo
andar sem submeter a maus-tratos a estrutura de 33 vértebras que
sustenta a cabeça e a parte superior do corpo e se integra à
bacia. O confinamento nos escritórios e a falta de atividade física
fazem tudo piorar. Uma pesquisa realizada com 8.000 funcionários
de grandes empresas mostra que, em média, cada um permanece seis
horas por dia sentado. Isso significa que, ao final de 35 anos de trabalho,
eles terão passado seis anos sobre uma cadeira e, o que
é pior, raros dispõem de um mobiliário desenhado
segundo os preceitos da ergonomia. Essa é a regra.
Já não seria fácil se a modernidade induzisse a hábitos
saudáveis. A coluna vertebral começou a padecer há
cerca de 4,5 milhões de anos, quando os primeiros hominídeos
desceram das árvores e passaram a equilibrar-se sobre duas pernas.
Ser bípede representa um esforço e tanto, já que
a posição ereta faz com que a gravidade exerça uma
tremenda pressão sobre os discos da coluna os amortecedores
que se localizam entre cada uma das vértebras. Com o tempo, esses
discos perdem a capacidade de reter água e, conseqüentemente,
tornam-se mais finos. Faz parte do processo natural de envelhecimento.
É por isso que, entre outras causas, um velho tende a ser mais
baixo do que era na juventude. A desidratação dos discos,
no entanto, é acelerada pela má postura, que aumenta ainda
mais a pressão sobre eles. O resultado é que as vértebras
se atritam além da conta, produzindo um desgaste que se refletirá
nos músculos que envolvem a coluna, obrigados a compensar o déficit
de sustentação. Esse processo todo causa dor e tensão
nas costas.
Quando
se tem entre 20 e 40 anos, a capacidade de recuperação da
coluna, bem como a dos músculos que lhe estão próximos,
é maior. As dores duram, no máximo, uma semana e podem ser
curadas com a administração de analgésicos, repouso
e massagens. As lesões crônicas aparecem mais tarde. Para
evitá-las, é preciso que a pessoa adote quanto antes novos
hábitos posturais (veja quadro abaixo). Há outras
medidas a ser tomadas. A primeira delas é manter-se sempre próximo
do peso adequado. O excesso de gordura abdominal força a coluna
lombar, aumenta a pressão entre os discos e sobrecarrega a musculatura.
O risco é considerado leve para quem está até 5 quilos
acima do ideal. Moderado para os que carregam de 6 a 8 quilos extras.
Grande para aqueles que têm mais de 8.
O
segundo ponto é não cair na tentação do sedentarismo.
Inatividade leva à flacidez e uma musculatura mole tem de
se contrair mais que o recomendável para cumprir sua função
de sustentação. A contração excessiva dificulta
a circulação sanguínea, o que propicia o surgimento
de dor. Musculação e exercícios abdominais são
os mais indicados para tornar mais resistente a musculatura do abdome,
quadris e costas, que funcionam como colete de proteção
da coluna. Não é necessário passar horas dentro de
uma academia. O que conta é a regularidade dos exercícios,
que devem ser feitos pelo menos três vezes por semana. É
importantíssimo que eles sejam realizados corretamente, sob a supervisão
de um profissional. Os abdominais, por exemplo, exigem cuidados redobrados
com o pescoço e as costas. Se malfeitos, podem machucar seriamente
a coluna cervical e a lombar. Hidroginástica, natação
e caminhada são excelentes para a manutenção de uma
boa postura. Por último, a coluna agradece se a pessoa renunciar
ao tabagismo (sempre ele). Está provado que a nicotina, uma das
substâncias do cigarro, dificulta a vascularização
dos discos existentes entre as vértebras, o que estimula a sua
desidratação e enfraquecimento.
Fotos: David A. Wagner/Sandra Lousada/Omar
Paixão


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Entre as lesões graves mais comuns, figura a hérnia de disco,
que ocorre quando um dos discos amortecedores da coluna se desloca. O
deslocamento causa o rompimento do núcleo do disco e a compressão
dos nervos ao redor. O presidente Fernando Henrique Cardoso é um
dos que sofrem desse mal. As dores, no caso, não são observadas
apenas na coluna. Elas se irradiam. Quem sofre de hérnia de disco
lombar sente desconforto em uma das pernas. Hérnia de disco cervical
causa dores em um dos braços. Aqui, cabe o alerta: muitas pessoas
que apresentam hérnia de disco não sabem disso e correm
direto para o massagista, em busca de alívio. Pode ser perigoso.
Um erro de manipulação pode agravar ainda mais o problema.
Se a dor nas costas for persistente e do tipo que se irradia, é
preciso procurar um médico. A hérnia pode desaparecer sem
deixar maiores seqüelas. Às vezes, porém, o disco está
tão danificado que a única solução é
a cirurgia de extirpação de seu núcleo. Muitos ortopedistas
recomendam a seus pacientes sessões de RPG, sigla de reeducação
postural global. O tratamento, que surgiu na França há cerca
de vinte anos, vem sendo largamente utilizado no Brasil (veja quadro
ao lado). Antes de partir para a RPG, é necessário certificar-se
de que o profissional é qualificado. Algumas clínicas de
fisioterapia não estão credenciadas para oferecer o serviço,
apesar de propagandear o contrário.
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