O
asiáticos sabem pensar?
Ilustrações: Evandro Luiz
 |
Sétima Conferência Internacional do Pensamento, em
Cingapura, em junho de 1997, precisava de vozes asiáticas.
Quando me convidaram, veio imediatamente à minha cabeça:
"Os asiáticos sabem pensar bem como os outros?" Vi que a
resposta era complicada. Este artigo é minha abordagem da
questão. O objetivo é desencadear um debate entre
as mentes da Ásia. Mas me pergunto se aos habitantes de outros
continentes não conviria levantar questões semelhantes.
Pois então, sabem pensar os asiáticos? Obviamente,
é uma pergunta delicada. Nesta época do politicamente
correto, imagine o furor se eu fosse à Europa ou à
África e questionasse a capacidade de pensar de africanos
e europeus. É preciso ser da Ásia para poder perguntar:
"Os asiáticos sabem pensar?"
Em
virtude da delicadeza do tema, explico as razões e o contexto
em que abordo o assunto. Primeiro, se fosse necessário fazer
uma única pergunta para determinar o futuro do mundo, poderia
muito bem ser essa, se os asiáticos sabem pensar. Em 1996,
de uma população global de mais de 5 bilhões
de habitantes, 3,5 bilhões viviam na Ásia (cerca de
70% da população mundial). Projeções
cautelosas indicam que, em 2050, dos 9,87 bilhões de habitantes
da Terra, 5,7 bilhões serão asiáticos, enquanto
a população da América do Norte e a da Europa
permanecerão relativamente estáveis, em 374 milhões
e 721 milhões, respectivamente. É evidente que nos
últimos séculos a Europa e, mais recentemente, a América
do Norte carregaram a maior parte do fardo de fazer progredir a
civilização humana. Em 2050, quando europeus e norte-americanos
forem um décimo, em vez de um sexto, da população
mundial, seria justo 90% da humanidade esperar que esses 10% continuassem
a carregar o fardo? É sensato e realista que o resto do mundo
continue a descansar nos ombros do Ocidente? Se a Ásia dobrar
sua população nos próximos cinqüenta anos,
será o caso de caber a ela uma cota justa desse fardo?
Segundo, a pergunta não se refere aos asiáticos individualmente
e a sua capacidade limitada de pensamento. É óbvio
que podem dominar alfabetos, somar 2 mais 2, jogar xadrez. Contudo,
no decorrer da História, há exemplos de grupos que
produziram indivíduos brilhantes e, no entanto, muito sofreram
coletivamente. O exemplo clássico é a sociedade judaica.
Per capita, os judeus contribuíram com mais cérebros
brilhantes, de Einstein a Wittgenstein, de Disraeli a Kissinger,
do que qualquer outro grupo humano. Mas como sociedade sofreram
muito. Quero sublinhar que não me refiro ao sofrimento de
Israel nos tempos modernos. Falo do período entre o ano 135,
quando os judeus foram obrigados a deixar a Palestina, e 1948, quando
se constituiu o Estado de Israel. Cabe um destino semelhante às
sociedades asiáticas, ou elas serão capazes de pensar
bem e garantir-se um futuro melhor?
Terceiro, a escala de tempo em que formulo a questão não
é em dias, semanas, meses, anos ou mesmo décadas.
Vejo a questão em séculos, especialmente agora, que
entramos em novo milênio. É possível argumentar
que o curso da História mundial, nos próximos séculos,
dependerá de como as sociedades asiáticas pensem e
atuem.
De volta à pergunta inicial os asiáticos sabem
pensar? , numa prova de múltipla escolha haveria três
respostas possíveis: "sim", "não" e "talvez". Antes
de cravar o X, vou justificar cada resposta.
Não,
não sabem
Começo
com os motivos para uma resposta negativa, nem que seja para refutar
os críticos, que poderiam dizer que a pergunta, em si, é
absurda. Examinando o milênio passado, achamos fortes indícios
de que os asiáticos, ou melhor, as sociedades asiáticas
não sabem pensar.
Observe o estado dessas sociedades há 1 000 anos digamos,
no ano 999. Chineses e árabes (isto é, as civilizações
confuciana e islâmica) estavam à frente em ciência
e tecnologia, medicina e astronomia. Os árabes adotaram da
Índia o sistema decimal e os números de 0 a 9 e aprenderam
a fabricar papel com os chineses. A primeira universidade do mundo
foi criada há pouco mais de um milênio, em 971, no
Cairo. Já a Europa ainda estava na chamada Idade das Trevas,
iniciada no século V com a queda do Império Romano.
Como diz Will Durant, em The Age of Faith:
"No
século VI, a Europa Ocidental era um caos de conquistas,
desintegração e volta à barbárie. Boa
parte da cultura clássica sobreviveu, em silêncio,
escondida em poucos mosteiros e famílias. Mas o alicerce
físico e psicológico da ordem social foi tão
abalado que restaurá-lo levaria séculos. O amor às
letras, a devoção à arte, a unidade e a continuidade
da cultura, a fecundação cruzada entre as mentes tombaram
diante das convulsões da guerra, do perigo dos transportes,
das economias de pobreza, da ascensão dos vernáculos,
do sumiço do latim no Oriente e do grego no Ocidente".
Em tal cenário, teria sido pura insensatez prever que, no
segundo milênio, as civilizações chinesa, indiana
e islâmica estagnariam na História, enquanto a Europa
se tornaria a primeira civilização a dominar o mundo
inteiro. No entanto, foi exatamente o que aconteceu.
A
mudança não foi repentina. Até o século
XVI, as sociedades mais avançadas da Ásia, mesmo perdida
a primazia, ainda estavam em igualdade de condições
e não havia indício claro de que as européias
passariam à frente. Na época, a fraqueza relativa
da Europa era mais evidente que sua potência. Não era
a região mais fértil do mundo nem excepcionalmente
habitada critérios importantes numa época em que
o solo era a principal fonte de riqueza e a energia vinha do músculo
humano e animal. A Europa não exibia vantagens pronunciadas
nos campos da cultura, matemática, engenharia, navegação
e outras tecnologias. Era também um continente fragmentado,
miscelânea de pequenos reinos, principados e cidades-Estados.
Além disso, no final do século XV, estava empenhada
num conflito sangrento com o poderoso Império Otomano, que
parecia avançar inexoravelmente rumo às portas de
Viena. Essa ameaça durava por tanto tempo que alguns príncipes
germânicos, a centenas de quilômetros da frente de combate,
tinham passado a pagar tributo Turkenverehrung à
Sublime Porta, em Istambul.
Já as culturas asiáticas pareciam prosperar no século
XV. A China, por exemplo, ostentava uma cultura notável e
vibrante. Sua administração unificada e hierárquica
era feita por burocratas confucianos bem formados, que haviam dado
à sociedade chinesa uma coerência e uma sofisticação
sem paralelos. Seus avanços tecnológicos também
eram fantásticos. A imprensa com tipos móveis aparecera
no século XI. O papel-moeda acelerava o fluxo do comércio
e o crescimento dos mercados. A formidável indústria
do ferro, associada à invenção da pólvora,
deu-lhe imensa potência militar.
Porém,
dir-se-ia espantosamente, foi a Europa que deu um salto à
frente. Algo meio mágico aconteceu às mentes européias,
seguido por ondas de progresso e avanço civilizador, da Renascença
ao Iluminismo, da revolução científica à
revolução industrial. Enquanto as sociedades asiáticas
declinaram no atraso e na ossificação, as européias
impulsionadas por novas formas de organização econômica,
dinamismo técnico-militar, pluralismo político no
continente em geral (se não em cada país) e pelos
primeiros passos, desiguais, de liberdade intelectual, mormente
na Itália, na Inglaterra e na Holanda produziram o que
se chamaria na época de "milagre europeu", caso houvesse
uma civilização superior observadora que classificasse
o fato. Como tal combinação de ingredientes essenciais
não existia nas sociedades asiáticas, elas estagnaram,
enquanto a Europa ocupou o centro do palco mundial. A colonização
iniciada no século XVI e a revolução industrial
do século XIX aumentaram e consolidaram a posição
dominante dos europeus.
Para mim, que sou de Cingapura e de uma população
de 3 milhões, causa grande admiração que um
Estado pequeno como Portugal, com população também
de poucos milhões, tenha podido apossar-se de territórios
como Goa, Macau e Malaca, de civilizações maiores
e mais antigas. Um feito extraordinário. E o mais surpreendente
é isso ter sido realizado nos 1500. Aos colonizadores portugueses
seguiram-se espanhóis, holandeses, franceses e, depois, ingleses.
Por três ou mais séculos, as sociedades asiáticas
estiveram prostradas e se deixaram ultrapassar e colonizar por sociedades
menores.
A coisa mais dolorosa que aconteceu à Ásia não
foi a dominação física, mas a colonização
mental. Muitos asiáticos (inclusive, acho eu, muitos de meus
antepassados da Ásia meridional) passaram a se acreditar
seres inferiores aos europeus. É só o que pode explicar
como uns poucos milhares de ingleses puderam mandar em centenas
de milhões de habitantes do sul da Ásia. Se posso
fazer uma afirmação controvertida, direi que essa
colonização mental não foi erradicada de todo
e que muitas sociedades asiáticas ainda lutam para se libertar.
É
realmente espantoso que ainda hoje, na entrada do século
XXI, 500 anos depois da chegada dos primeiros portugueses à
Ásia, somente um repito, um país asiático
tenha atingido, em sentido amplo, o nível de desenvolvimento
que, em termos gerais, prevalece na Europa e na América do
Norte. Os japoneses foram os primeiros a despertar, a partir da
Restauração Meiji da década de 1860. O Japão
foi considerado pela primeira vez desenvolvido, e mais ou menos
aceito como igual, em 1902, quando assinou a aliança anglo-nipônica.
Se as mentes asiáticas sabem pensar, por que só existe
hoje uma sociedade asiática capaz de ombrear com o Ocidente?
Encerro minha argumentação a favor da resposta negativa.
Quem quiser marcar "não" na pergunta "os asiáticos
sabem pensar?" pode fazê-lo.
Sim,
sabem pensar
Tentarei
dar os argumentos a favor da resposta positiva. O primeiro e mais
óbvio é o incrível desempenho econômico
dos países asiáticos nas últimas décadas.
O sucesso do Japão, embora não se tenha repetido inteiramente
no resto da Ásia, desencadeou pequenas ondas que, apesar
dos problemas atuais, podem transformar-se em maremoto. Após
o êxito da economia japonesa, veio a emergência dos
"quatro Tigres" (Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Cingapura).
Mas o sucesso dos Tigres mostrou a outras nações do
Sudeste Asiático, em especial Indonésia, Malásia
e Tailândia, que poderiam fazer o mesmo. Ultimamente, seguiu-os
a China, que já tem potencial para superar os Estados Unidos
e se tornar a maior economia mundial, lá por 2020. O que
espanta é o ritmo do desenvolvimento. Para duplicar sua produção
econômica, os ingleses precisaram de 58 anos (a partir de
1780), os americanos, de 47 (a partir de 1839) e os japoneses, de
33 anos (a partir da década de 1880). A Indonésia
levou apenas dezessete anos, a Coréia do Sul, onze, e a China,
dez anos para o mesmo feito. Em seu conjunto, as economias do milagre
da Ásia oriental cresceram com mais rapidez e consistência
que qualquer outro grupo de países entre 1960 e 1990. Em
média, apresentaram um aumento real de renda per capita anual
de 5,5%, superando todas as economias da América Latina e
da África subsaariana e até as da Comunidade Européia,
as quais tiveram, em média, 2,5% de crescimento no período.
Não
é por sorte que se tira nota boa num exame: é preciso
inteligência e muito estudo. Da mesma forma, não se
consegue bom desempenho econômico, ainda mais na escala ocorrida
na Ásia, por pura sorte. Isso reflete inteligência
e muito trabalho. E é essencial destacar que o ritmo e a
escala da explosão econômica da Ásia não
têm precedentes na história da humanidade. O economista
Joseph Stiglitz captou bem essa realidade, em artigo publicado no
Asian Wall Street Journal:
"O
'milagre' da Ásia oriental foi real. A mudança econômica
que causou na região é um dos feitos mais notáveis
da História. O enorme crescimento do produto interno bruto
refletiu-se em padrões de vida mais altos para centenas de
milhões de asiáticos, expectativa de vida mais longa,
saúde e educação melhores; outros tantos saíram
da pobreza e hoje vivem mais esperançosos. Essas conquistas
são tangíveis e serão muito mais duradouras
que a crise atual".
A autoconfiança dos asiáticos foi reforçada
pelos numerosos estudos que mostram seu impressionante desempenho
acadêmico, tanto nas maiores universidades do Ocidente como
em seus próprios países. Hoje, muitos dos melhores
estudantes das universidades americanas são de origem asiática.
A excelência educacional é pré-requisito essencial
da confiança cultural. Para falar com franqueza, muitos asiáticos
exultam por ver, finalmente, que seu cérebro não é
inferior. A maioria dos ocidentais não consegue apreciar
a mudança por nunca ter tido o sentimento de inferioridade
que muitos asiáticos experimentaram até bem pouco
tempo atrás.
O segundo motivo para responder "sim" à nossa questão
é que uma mudança vital está em curso na mente
de muitos asiáticos. Durante séculos, eles acreditaram
que a única via para o progresso era imitar o Ocidente. Yukichi
Fukuzawa, um dos líderes da Reforma Meiji, resumiu essa atitude
quando disse, no fim do século XIX, que, para progredir,
o Japão tinha de aprender com o Ocidente. Os outros modernizadores
da Ásia, como Sun Yat-sen e Jawaharlal Nehru, compartilhavam
essa atitude. A mudança que está ocorrendo na mente
dos asiáticos é que já não acreditam
que a via para o progresso é a cópia; julgam, agora,
que podem encontrar as próprias soluções.
Essa mudança aconteceu de modo lento e imperceptível.
Até algumas décadas atrás, os países
ocidentais brilhavam como faróis no alto do rochedo: modelos
vivos da forma mais bem-sucedida de sociedade humana economicamente
próspera, politicamente estável, socialmente justa
e harmoniosa, eticamente limpa e oferecendo ambiente com as melhores
condições para o desabrochar dos cidadãos como
indivíduos. Essas sociedades não eram perfeitas, mas
eram claramente superiores, em todos os sentidos, a qualquer outra
de fora. Até recentemente, seria insensatez, aliás
inconcebível, que um intelectual asiático dissesse:
"Talvez não seja esse o caminho que queremos". Hoje é
o que muitos pensam em particular, se não em público.
Porém, no conjunto, não há dúvida de
que as sociedades ocidentais continuam a se sair melhor que as asiáticas.
E mantêm centros de excelência em áreas de que
nenhuma outra chega perto, nas universidades, nos institutos de
pesquisa e, com certeza, nos domínios da cultura. Nenhuma
orquestra asiática tem o nível das principais orquestras
ocidentais, ainda que o mundo musical do Ocidente se tenha enriquecido
com muitos músicos brilhantes da Ásia. Mas os asiáticos
estão espantados com a enormidade e a escala dos problemas
sociais e econômicos que afligem muitas sociedades ocidentais.
Na América do Norte, há o relativo rompimento da família
como instituição, a desgraça das drogas e os
problemas ligados a elas, como o crime, a persistência dos
guetos e a percepção de que houve declínio
dos padrões éticos. Isso é claro nas estatísticas
do governo americano que refletem as tendências sociais do
período 1960-1990. Nesses trinta anos, a taxa de crimes violentos
quadruplicou, as famílias sem pai ou mãe quase triplicaram
e o número de presos estaduais e federais triplicou. Os asiáticos
também estão preocupados com o apego dos europeus
a seus sistemas de seguridade social, apesar da clara evidência
de que esses sistemas atrasam as sociedades e criam desânimo
quanto às perspectivas econômicas de longo prazo. Em
outras décadas, quando visitavam a América do Norte
e a Europa Ocidental, os asiáticos invejavam o alto padrão
e a qualidade de vida. Hoje, embora esse padrão ainda exista
nas sociedades ocidentais, os asiáticos não mais as
consideram modelares. Começam a crer que podem tentar algo
diferente.
Uma metáfora simples pode explicar o que um ocidental veria
se espiasse a mente oriental. A maioria dos asiáticos compartilhava
a suposição geral de que o caminho de todas as sociedades
culminava no platô em que se encontra a maior parte das sociedades
ocidentais. Portanto, todos os países, com pequenas variações,
acabariam criando sociedades liberais e democráticas, com
ênfase nas liberdades individuais, à medida que subissem
na escala socioeconômica. Hoje, os asiáticos ainda
vêem o platô de satisfação em que repousa
a maioria das sociedades ocidentais, mas podem ver também,
para além, cumes alternativos para onde conduzir suas sociedades.
Em vez de ver no platô seu destino natural, agora pretendem
contorná-lo (não querem sofrer de alguns dos males
sociais e culturais que afligem as sociedades ocidentais) e procurar
adiante outras cimeiras. Esse panorama mental não existia
para os asiáticos até recentemente. Ele revela uma
renovada confiança dos asiáticos em si mesmos.
A
terceira razão para escolher "sim" em nossa questão
é que este não é o único momento da
História em que as mentes asiáticas despertaram. À
medida que emergem do nível de simples sobrevivência,
mais e mais asiáticos conquistam a liberdade econômica
para pensar, refletir e redescobrir sua herança cultural.
Há uma consciência crescente de que, tal como o Ocidente,
eles têm um rico legado social, cultural e filosófico
que podem ressuscitar e usar na criação das próprias
sociedades modernas e avançadas. A riqueza e a profundidade
das civilizações indiana e chinesa, para mencionar
apenas duas, são reconhecidas por estudiosos ocidentais.
A bem da verdade, nos últimos séculos, foram a erudição
e o empenho ocidentais que preservaram os frutos da civilização
asiática, tal como os árabes preservaram e transmitiram
as civilizações grega e romana, nos tempos mais obscuros
da Europa. Assim, enquanto as culturas asiáticas se deterioravam,
os museus e as universidades do Ocidente preservaram e até
valorizaram o melhor da arte e da cultura oriental. Conforme mergulham
nas profundezas de sua herança cultural, os asiáticos
nutrem a mente. Pela primeira vez em séculos, ocorre uma
renascença asiática. Quem visita cidades como Teerã,
Calcutá, Bombaim, Xangai, Cingapura e Hong Kong encontra
uma confiança recém-descoberta, bem como interesse
pela linguagem e pela cultura tradicionais. À medida que
suas economias crescem e eles têm mais renda à disposição,
os asiáticos gastam cada vez mais para reviver a dança
e o teatro tradicionais. O que se vê é apenas o começo
de uma grande redescoberta cultural. O orgulho que os asiáticos
estão tendo em sua cultura é claro e palpável.
Em suma, aqueles asiáticos que se apressariam em responder
"sim" à questão têm bons motivos para isso.
Mas, antes, aconselho-os a esperar um pouco e a refletir sobre as
razões do "talvez", antes de uma decisão final.
|
|