Publicidade
30 de junho de 2002
Tecnologia

nestaedição
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice

A glória dos pentacampeões
Corações em campo
A imagem do sucesso
O país do futebol
Oriente loiro
Palpiteiros profissionais
Quarenta e quatro anos de glória
O esporte mais democrático
Talento à venda
Os juízes: trapalhadas sem fim
O penta em números
Os avanços da bola

Perfis
A vitória de Big Phil
Ronaldo
Rivaldo
Ronaldinho Gaúcho
Roberto Carlos
Gilberto Silva
Cafu
Kléberson
Juninho Paulista
Denilson
Marcos, o verdadeiro Kahn
O trio de ferro
Kaká
O Brasil do banco

Papel de parede: pôster da seleção pentacampeã
 


 

O show da evolução

A cada Mundial, as grandes marcas de materiais esportivos travam um duelo enorme para expor na vitrine privilegiada suas mais diferentes inovações. O uniforme, cada vez mais leve, não absorve calor e promete reter menos suor. A bola, que não deforma, ganhou maciez e velocidade. A chuteira pesa menos que uma sandália e se ajusta ao formato do pé do jogador. A Copa não é mais disputada somente dentro do campo, entre seleções. Com audiência de 1 bilhão de pessoas, o Mundial funciona como uma enorme feira de marketing para as grandes companhias. Essa evolução faz parte do espetáculo.

 CADA VEZ MAIS CONFORTÁVEIS
1909
Feitas de lã grossa, as camisas tinham golas que eram fechadas com um cordão parecido com o de sapatos

1948
Com o tempo, o
algodão se mostrou melhor e mais barato. O cordão da gola foi trocado por botões

1982
O náilon aposentou
o algodão, e o design busca melhorar a ventilação interna

1994
Leve e confortável, o uniforme ganhou traços arrojados para ressaltar os patrocinadores

2002
A camisa usada pelo Brasil, 15% mais leve, é feita com duas camadas de poliéster. A de dentro não retém o suor e a de fora, além de ser impermeável, não absorve o calor. Na parte inferior e nos detalhes verdes, áreas em que o jogador mais transpira, o tecido com orifícios melhora a ventilação

 

 EM BUSCA DA BOLA PERFEITA

1900
No lugar da câmara de ar, a bola do século XIX era feita com uma bexiga de boi

1935
A bola de couro curtido sempre deformava. Na chuva, seu peso dobrava

1958
A eliminação da
costura externa fez aumentar a precisão dos chutes

1970
A bola de pentágonos pretos foi criada para facilitar a visualização na TV em preto-e-branco
1986
Feita só de materiais sintéticos, a bola ganhou durabilidade e ficou ainda mais impermeável
1994
Camadas internas de poliuretano a deixaram 100% à prova d'água, macia e controlável

2002
A bola da Copa de 2002, chamada Fevernova, tem uma camada interna de microbolhas de gás comprimido que evita sua deformação. Esse sistema aumenta a devolução de energia dos chutes, deixando a bola mais veloz e macia

1. Camada transparente de poliuretano
2. Face onde estão impressos os desenhos
3. Camada reforçada de poliuretano que garante a impermeabilização
4. Espuma com microbolhas de gás comprimido. Além de evitar a deformação, torna a bola mais rápida e macia
5. Três folhas de um tecido sintético que dá elasticidade
6. Balão de látex

 

 MENORES E MAIS LEVES
Fotos divulgação
1904
Com cano alto e travas precárias, alguns modelos eram adaptações de botas usadas por operários

1954
O desenho já era mais próximo do atual, mas elas continuavam duras e pesadas

1970
Como jogador, Pelé nunca recebeu para usar uma marca. Nem esta que ele próprio lançou

1982
As marcas começam a usar os pés dos jogadores como outdoor, como a Puma de Maradona

1997
As chuteiras da década de 90 já eram moldadas de acordo com o pé dos atletas

2002
Os modelos atuais, como este que foi usado por Roberto Carlos, chegam a pesar menos de 200 gramas. A amarração lateral amplia a área para chute. Um revestimento externo aderente aumenta a sensibilidade e facilita o controle da bola

 

 



 
 
   
  voltar
   
  Editora Abril S.A. - Copyright © 2000. Todos os direitos reservados