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O show da evolução
A cada Mundial,
as grandes marcas de materiais esportivos travam um duelo enorme para
expor na vitrine privilegiada suas mais diferentes inovações.
O uniforme, cada vez mais leve, não absorve calor e promete reter
menos suor. A bola, que não deforma, ganhou maciez e velocidade.
A chuteira pesa menos que uma sandália e se ajusta ao formato do
pé do jogador. A Copa não é mais disputada somente
dentro do campo, entre seleções. Com audiência de
1 bilhão de pessoas, o Mundial funciona como uma enorme feira de
marketing para as grandes companhias. Essa evolução faz
parte do espetáculo.
| CADA
VEZ MAIS CONFORTÁVEIS |
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1909
Feitas de lã grossa, as camisas tinham golas que
eram fechadas com um cordão parecido com o de sapatos
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1948
Com o tempo, o algodão
se mostrou melhor
e mais barato. O
cordão da gola foi
trocado por botões
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1982
O náilon aposentou o
algodão, e o design busca
melhorar a ventilação
interna
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1994
Leve e confortável, o uniforme ganhou traços
arrojados para ressaltar os patrocinadores
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2002
A camisa usada pelo Brasil, 15% mais leve, é feita
com duas camadas de poliéster. A de dentro não retém
o suor e a de fora, além de ser impermeável, não
absorve o calor. Na parte inferior e nos detalhes verdes, áreas
em que o jogador mais transpira, o tecido com orifícios melhora
a ventilação
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| EM
BUSCA DA BOLA PERFEITA |
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2002
A bola da Copa de 2002, chamada Fevernova, tem
uma camada interna de microbolhas de gás comprimido que evita
sua deformação. Esse sistema aumenta a devolução
de energia dos chutes, deixando a bola mais veloz e macia
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1.
Camada transparente de poliuretano
2.
Face
onde estão impressos os desenhos
3.
Camada
reforçada de poliuretano que garante a impermeabilização
4.
Espuma com microbolhas de gás comprimido. Além
de evitar a deformação, torna a bola mais rápida
e macia
5.
Três
folhas de um tecido sintético que dá elasticidade
6.
Balão
de látex |
Fotos divulgação
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1904
Com cano alto e travas precárias, alguns
modelos eram adaptações de botas usadas por operários
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1954
O desenho já era mais próximo
do atual, mas elas continuavam duras e pesadas
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1970
Como jogador, Pelé nunca recebeu para
usar uma marca. Nem esta que ele próprio lançou
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1982
As marcas começam a usar os pés
dos jogadores como outdoor, como a Puma de Maradona
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1997
As chuteiras da década de 90 já
eram moldadas de acordo com o pé dos atletas
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2002
Os modelos atuais, como este que foi usado por Roberto
Carlos, chegam a pesar menos de 200 gramas. A amarração
lateral amplia a área para chute. Um revestimento externo aderente
aumenta a sensibilidade e facilita o controle da bola |
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