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O
galã
Caçula
do time, Kaká
arrebata
corações adolescentes e vira ídolo
sem gastar as chuteiras
Reuters

Kaká:
assédio nos hotéis e recorde de cartas |
Ele mal
chegou a pisar no gramado mas mostrou que bate um bolão.
Com sua cara de menino, porte de modelo e sorriso de galã, Ricardo
Izecson dos Santos Leite, o Kaká, nem precisou gastar as chuteiras
para se transformar no mais novo xodó das adolescentes brasileiras.
Nas portas dos hotéis da Coréia e do Japão, era o
nome dele que elas gritavam. No centro de treinamento do São Paulo,
time em que joga desde 1994, mais de 1 500 cartas aguardam o seu retorno,
e na casa em que mora, no Morumbi, os presentes enviados pelos fãs
já quase não cabem na sala. Só de ursinhos de pelúcia
chegaram mais de cinqüenta. Para as meninas, Kaká é
"fofo" uma espécie de Sandy do futebol.
Como a musa
teen, ele não bebe, não fuma e não fala palavrão.
É avesso a farras, esforçado nos treinos e pontual nos compromissos.
Para completar, mora com os pais e é evangélico praticante:
só ouve música gospel e comemora seus gols gritando que
"Deus é fiel". Kaká nasceu em família de classe média.
O pai é engenheiro civil e a mãe, professora. Entrou no
São Paulo aos 8 anos, como sócio, começou a jogar
aos 12 e tornou-se profissional aos 18. Agora, aos 20, é o caçula
da seleção de Felipão e como tal se comporta:
adora jogar videogame e ainda usa aparelho nos dentes para dormir. Na
porta do seu quarto, tem pendurada até hoje uma placa onde se lê
que "criança feliz tem Jesus no coração".
Tanta meiguice
só vale para quando está fora dos gramados. Em campo, Kaká
é um matador. Cerebral e calculista, impressionou Felipão
pela frieza com que se aproxima da área e o destemor com que enfrenta
uma dividida. Para agüentar as trombadas com os zagueirões,
submeteu-se a um trabalho muscular que, em um ano, elevou seu peso de
71 para 74 quilos. A meta é chegar aos 76, coisa fácil para
quem encara os exercícios com devoção de missionário.
"Kaká é um dos jogadores mais disciplinados que já
conheci", afirma seu empresário, Wagner Ribeiro. "É um menino
que vale ouro", diz. Os anunciantes, pelo visto, já perceberam.
Kaká, o fofo, acaba de fechar polpudo contrato com uma marca de
guaraná. E isso é só o começo. Daqui para
a frente, não faltarão motivos para o craque exibir seu
sorriso de levantar a galera.
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