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30 de junho de 2002
Juninho Paulista

nestaedição
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Índice

A glória dos pentacampeões
Corações em campo
A imagem do sucesso
O país do futebol
Oriente loiro
Palpiteiros profissionais
Quarenta e quatro anos de glória
O esporte mais democrático
Talento à venda
Os juízes: trapalhadas sem fim
O penta em números
Os avanços da bola

Perfis
A vitória de Big Phil
Ronaldo
Rivaldo
Ronaldinho Gaúcho
Roberto Carlos
Gilberto Silva
Cafu
Kléberson
Juninho Paulista
Denilson
Marcos, o verdadeiro Kahn
O trio de ferro
Kaká
O Brasil do banco

Papel de parede: pôster da seleção pentacampeã
 


 

O pequeno notável

Quando partia para cima dos zagueirões,
Juninho parecia muito maior e mais
forte do que é


AFP
Juninho Paulista: velocidade para puxar os contra-ataques

Uma contusão de última hora privou os gramados da França, em 1998, das passadas ligeiras de um meio-campista atrevido, que da altura de seu 1,65 metro cresce para cima dos adversários com a velocidade de uma lebre e a leveza de seus 58 quilos. Nome certo na seleção de Zagallo, ele amargou o corte em cima da hora. Nos campos da Coréia e do Japão, ele foi à forra. Quando pegava na bola e partia para cima dos zagueirões adversários, Juninho lembrava dom Quixote enfrentando gigantescos moinhos de vento.

Chamado pelas torcidas adversárias por apelidos pejorativos, como surfista de microondas e Franguinho Paulista, Oswaldo Giroldo Júnior, 29 anos, já foi grande. No dia 22 de fevereiro de 1973 ele era o maior bebê na maternidade do Hospital Beneficência Portuguesa. Ele surgiu para o futebol no Ituano, clube do interior paulista (campeão do Estado neste ano), e do São Paulo se projetou para o futebol mundial, em 1993. Dois anos depois de chegar ao Morumbi, arrumou as malas e partiu para a Inglaterra, onde jogou no Middlesbrough. Seu desempenho atraiu a atenção do milionário futebol espanhol, e o Atlético de Madrid o contratou em 1997. Há dois anos, depois de um retorno ao Middlesbrough, voltou para o Brasil e foi jogar no Vasco. Atraso nos salários levaram-no a transferir-se para o Flamengo. Graças a isso, embora paulista, foi o único representante de clube carioca neste Mundial.

Eleito um dos dois melhores na posição no campeonato nacional do ano passado, não há quem não o queira carregando o piano no meio-de-campo. Convocado por todos os técnicos que penaram na sofrida saga da seleção durante as eliminatórias da Copa, Juninho é freqüentemente tachado de peladeiro. Seu estilo fominha, de quem parece que vai levar a bola para casa, deixa em desespero técnicos e torcedores. Mas, quando ele bagunça o coreto adversário com penetrações velozes pelo meio da área e dribles desconcertantes, todos elogiam seu arrojo e desprendimento. Líder nato, sempre gritando e orientando os companheiros em campo, ele não tem medo de cara feia: "Não mudo meu jeito de jogar nem para ficar na seleção", diz o Peter Pan canarinho.

Quando se casou com Juliana Bchara, em janeiro último, depois de um ano e sete meses de namoro, o padre saiu do script: "Tomara que você possa estar na seleção brasileira para dar algo de bom ao Brasil", disse o vigário de forma profética. Juninho, a formiguinha atômica do Brasil, deu ao país nada menos que o título mundial.

 
 
   
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