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30 de junho de 2002
Ronaldinho Gaúcho

nestaedição
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Índice

A glória dos pentacampeões
Corações em campo
A imagem do sucesso
O país do futebol
Oriente loiro
Palpiteiros profissionais
Quarenta e quatro anos de glória
O esporte mais democrático
Talento à venda
Os juízes: trapalhadas sem fim
O penta em números
Os avanços da bola

Perfis
A vitória de Big Phil
Ronaldo
Rivaldo
Ronaldinho Gaúcho
Roberto Carlos
Gilberto Silva
Cafu
Kléberson
Juninho Paulista
Denilson
Marcos, o verdadeiro Kahn
O trio de ferro
Kaká
O Brasil do banco

Papel de parede: pôster da seleção pentacampeã
 


 

A descoberta do palco

Ronaldinho mostrou ao mundo
um futebol de alta classe que
poucos conheciam

 
AP

A queda da Bélgica: os diabos vermelhos se assustam com a habilidade de Ronaldinho

As boas participações de Ronaldinho Gaúcho nos amistosos da seleção pesaram. E a camisa 11 de Romário ganhou novo dono: o meia-atacante do Paris Saint-Germain, que aos 22 anos é o mais jovem titular do time de Felipão. Valeu a convocação. Ele deu decisivas contribuições para a conquista do penta. O destino o dotou de uma habilidade que ele exibiu de forma contundente no jogo contra a Inglaterra, quando arrancou do meio de campo com a bola dominada, aplicou um drible desconcertante no defensor Ashley Cole e serviu Rivaldo, que concluiu a jogada com bola na rede. Numa cobrança de falta no jogo contra os ingleses, surpreendeu David Seaman, que estava adiantado, e chutou direto para o gol, encobrindo o goleiro. A seleção foi o final feliz de uma história que tinha tudo para ser triste. Filho de um soldador que morreu num acidente na piscina de casa quando ele tinha 9 anos, o menino dormia abraçado com a bola, sonhando ser um craque do futebol. Seu sonho tornou-se realidade de uma forma esplendorosa.

Gaúcho de Porto Alegre, Ronaldo de Assis Moreira cresceu vendo Zico jogar. Seguiu com atenção cada falta cobrada, cada drible do "Galinho". Em 1995, enquanto Felipão conquistava a América do Sul, o garoto de dentes proeminentes ainda estava nas categorias de base do Grêmio. Aos 19 anos, na Copa América contra a Venezuela, marcou um gol antológico que lembrou Pelé: deu um chapéu num zagueiro, driblou outro sem deixar a bola cair no chão, desconsiderou o goleiro e estufou a rede adversária com um chute potente. Não demorou para virar unanimidade no país.

Um ano antes da Copa, transferiu-se para Paris, numa conturbada operação milionária. Gols memoráveis, passes preciosos e dribles empolgantes encantaram os europeus. No futebol francês, além de modernizar o visual com uma cabeleira fashion presa por uma tiara, Ronaldinho cresceu para a vida e aprimorou seu jogo. Sentiu saudade do arroz com feijão, do churrasco e da dobradinha feita pela mãe. Mas, quando não pode se deliciar com os quitutes caboclos, Ronaldinho Gaúcho vai comendo a bola.

 



 
 
   
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