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A AMÉRICA EM BUSCA DO OURO
Mais de 5 500 atletas de 42 países
entram nos campos,
quadras, piscinas, circuitos e ringues cariocas
Fernando Quevedo/ Ag. O Globo
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| Estádio João Havelange, o Engenhão, ainda
em obras: custo de 380 milhões de reais |
Dos primeiros Jogos Pan-Americanos
organizados pelo Brasil em São Paulo, há 44
anos quase ninguém se recorda mais. Os do Rio de Janeiro,
cuja cerimônia de abertura acontecerá no dia 13 de
julho no Maracanã, mesmo local da festa de encerramento,
dezesseis dias depois, certamente serão lembrados por muito
tempo. Há vários motivos para isso, a começar
pela grandiosidade. Estarão presentes, numa participação
recorde na história do evento, 5 662 atletas de 42 países.
Eles disputarão 332 medalhas de ouro (serão distribuídas
2 252 no total) em 38 modalidades de 34 esportes. Na esteira da
competição, a cidade ganhou empreendimentos vultosos.
Entre a Barra e Jacarepaguá foi erguida a Vila Pan-Americana,
condomínio de dezessete prédios que abrigará
as delegações. Um investimento de peso 380
milhões de reais destinou-se apenas à construção
do Estádio Olímpico João Havelange. Apelidado
de Engenhão por localizar-se no bairro de Engenho de Dentro,
ele tem pista de atletismo, campo de futebol e capacidade para 45
000 espectadores. Outras instalações sofreram reforma
radical. O Autódromo Internacional, por exemplo, ganhou parque
aquático, arena poliesportiva e velódromo, lado a
lado com a pista.
Tudo isso tem um custo elevadíssimo,
que também ajudará o Pan a não ser esquecido.
Orçado inicialmente em 409 milhões de reais, o evento
deve consumir, dependendo da conta que se faça, perto de
4 bilhões de reais. Apesar da dinheirama gasta, muitas obras
atrasaram. De acordo com o cronograma determinado pela Organização
Desportiva Pan-Americana (Odepa), entidade promotora da competição,
todas as instalações esportivas tinham de estar em
condição de uso a pelo menos noventa dias do início
da disputa. O que se viu nesse período, porém, foram
movimentados canteiros de obras no autódromo, na Vila do
Pan, no Maracanãzinho e no Engenhão.
O Pan 2007 é um vestibular
para o país e uma boa oportunidade de ver em ação
estrelas como a ginasta Daiane dos Santos, o saltador Jadel Gregório,
as vitoriosas equipes do vôlei e o maratonista Vanderlei Cordeiro
de Lima. A expectativa é que a delegação brasileira
quebre seu recorde de 123 medalhas 29 de ouro obtido
no Pan de Santo Domingo, em 2003. "Temos uma motivação
especial por estar em casa", diz Daiane. O apoio do público
pode ser decisivo. Se subir ao menos uma vez ao lugar mais alto
do pódio, o mesa-tenista Hugo Hoyama passará a ser
o brasileiro com mais medalhas de ouro nas quinze edições
dos Jogos ele e o ex-nadador Gustavo Borges têm oito
cada. A seleção masculina de futebol será representada
pela equipe sub-17, o que torna pouco atraente o esporte mais popular
do país. Já a feminina, com chance de medalha, é
a primeira atração do Pan, pois quatro partidas do
torneio foram antecipadas para o dia 12.
Torcida é que não
deve faltar. A venda de ingressos indica que, nos principais esportes,
as arquibancadas estarão cheias. Até a semana passada,
mais de 500 000 ingressos de um total de 1,9 milhão haviam
sido vendidos pela internet. Em julho, outra opção
de compra é nas bilheterias dos locais de competição.
Mas fique atento: a programação tem sido modificada
freqüentemente.
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NÚMEROS DO PAN 2007
5 662 atletas, 678
deles do Brasil
42 países
38 modalidades de
34 esportes
2 252 medalhas em
disputa
332 medalhas de
ouro para efeito do quadro geral
3,9 bilhões
de reais de custo
332 disputas esportivas
1 336 árbitros
2 200 oficiais técnicos
15 000 voluntários
1 200 exames antidopagem
serão feitos
A Vila do Pan tem
17 prédios e 1 480 apartamentos
325 000 turistas
são esperados
1,9 milhão
de ingressos à venda
4 000 computadores
e 1 400 impressoras
941 veículos
(carros, ônibus e vans)
3 100 profissionais
de mídia credenciados
700 horas de transmissão
ao vivo na TV
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