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As dez Olimpíadas de VEJA
As reportagens e edições especiais
que a revista
dedicou aos Jogos desde o seu lançamento, em 1968
Amilton Viera
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| CIDADE DO MÉXICO, 1968
No ano em que VEJA foi lançada, o atleta do salto
triplo Nélson Prudêncio
foi o melhor do mundo por 25 minutos bateu um recorde
superado em seguida pelo soviético Viktor Saneev |
AP
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MUNIQUE,
1972 O ataque
de terroristas palestinos à vila olímpica, que
matou onze israelenses, ocupou as sete páginas de VEJA
dedicadas aos Jogos. A revista narrou as 23 horas dramáticas
de negociação entre a polícia e os terroristas,
acompanhadas com horror por todo o mundo
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AP
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| MONTREAL, 1976
A edição anunciava o nascimento de uma
lenda no esporte mundial: Nadia
Comaneci. Enquanto
o mundo aplaudia a ginasta romena de 14 anos, mais de vinte
nações africanas abandonavam os Jogos, em represália
à participação da Nova Zelândia
que jogara um torneio de rúgbi na África do Sul
do apartheid |
Carlos Struwe
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| MOSCOU, 1980
A grandiosa Olimpíada promovida pelos soviéticos
e seus esforços para apagar as marcas do boicote de 59
países em protesto à invasão do Afeganistão
pela URSS, no ano anterior, foram descritos em detalhes nessa
edição de VEJA. Estão lá: os quase
3 bilhões de dólares gastos para receber "o
maior influxo de estrangeiros desde a invasão napoleônica",
a maciça vigilância policial, a separação
entre nativos e turistas em Moscou e o silêncio das autoridades
sobre o acidente que deixou a ginasta russa Elena Mukhina, promessa
nas competições, tetraplégica |
Orlando Brito
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| LOS ANGELES,
1984 O brasiliense Joaquim
Carvalho Cruz, de 21 anos, quebrou o recorde olímpico
na prova de 800 metros e trouxe a única medalha de ouro
do Brasil naquele ano |
Nellie Solitrenick
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| SEUL, 1988
A capa de VEJA, com o canadense Ben
Johnson, "o homem mais veloz do mundo", foi
superada por um exame antidoping: dois dias depois de o atleta
ter quebrado o recorde nos 100 metros rasos, revelou-se que
ele competira movido a esteróides |
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BARCELONA, 1992
A vitória por 3 sets a 0 na final contra a Holanda
fez com que o vôlei brasileiro ganhasse o primeiro ouro
em esportes coletivos da história do Brasil. E rendeu
à jovem equipe com idade entre 19 e 28 anos
o título de Geração de Ouro. VEJA
destacou o papel decisivo do atacante Marcelo Negrão,
o caçula do time, com sua "cortada de 200 quilômetros
por hora" |
Reuters
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ATLANTA, 1996
A histórica final feminina do vôlei de praia
disputada por duas duplas brasileiras fez a alegria nacional.
Na edição de 31 de julho,
VEJA dizia: "Sandra e Jacqueline
contra Mônica e Adriana foi uma partida que deu à
torcida brasileira o raro privilégio de saborear 24 horas
antes uma vitória olímpica" |
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| SYDNEY, 2000
VEJA acertou boa parte das previsões publicadas
em seu guia olímpico: o nadador australiano Ian Thorpe
(ou Thorpedo) foi a grande sensação de Sydney,
e a ginasta romena Maria Olaru levou o ouro para casa. Para
os brasileiros, essa foi a Olimpíada dos notívagos:
as catorze horas de diferença em relação
ao fuso horário de Sydney fizeram muita gente ficar acordada
de madrugada |
Robert Harding World Imagery/Getty Images
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| ATENAS, 2004
Nessa Olimpíada, VEJA recordou a importância
do esporte na Antiguidade: o calendário contava os anos
pelos Jogos, o mundo helênico declarava trégua
em suas guerras e as competições atraíam
filósofos, poetas e artistas. Naquele ano, apesar da
derrota da equipe de ginástica artística e do
ataque ao corredor Vanderlei Cordeiro, a delegação
brasileira conquistou sua melhor colocação olímpica,
foi a 16ª no ranking |
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