Emoções
paralelas
A
conquista é a principal usina de emoção
em uma Olimpíada. Não é a única. A política,
o terrorismo e algumas derrotas heróicas pontuaram de drama
a história dos Jogos.
Pedro Martinelli
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LOS
ANGELES, 1984
O
duelo entre a americana Mary Decker e a sul-africana Zola Budd terminou
numa trombada que tirou as chances de ambas.
AllSport
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LONDRES, 1908
O
italiano Dorando Pietri se aproximou do final da maratona cambaleando.
Cruzou a linha de chegada amparado por um fiscal e foi desclassificado
por receber ajuda.
BERLIM,
1936
Adolf
Hitler fez as Olimpíadas mais grandiosas
de todos os tempos para provar
a superioridade da raça ariana. Aclamado
pela juventude nazista, ele compareceu
ao estádio para ver seu preconceito
derrotado pelos atletas negros americanos.
ATLANTA,
1996
O
terror atacou no Parque Olímpico. O forte esquema
de segurança não impediu a explosão de uma
bomba durante um show de rock, que matou uma mulher e deixou dezenas
de feridos.
MUNIQUE,
1972
Um
comando palestino invadiu a Vila Olímpica e seqüestrou
atletas de Israel. A desastrada operação de resgate
terminou com onze atletas mortos.
AP
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MÉXICO,
1968
Atletas
negros americanos usaram
o pódio olímpico para
protestar contra a
discriminação racial nos
Estados Unidos.
LOS
ANGELES, 1984
A
suíça Gabriele Andersen
transformou
sua
chegada em
37º lugar na
maratona em
dramático espetáculo
ao
exibir sem rodeios
o que é o
esgotamento físico
HELSINQUE,
1952
A dinamarquesa Lis Hartel já era uma campeã quando
ficou semiparalítica. Continuou competindo e precisou de
ajuda quando foi ao pódio receber sua medalha.
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