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Vestir-se bem dá trabalho

E até um salário melhor. Consultoras
de imagem dão
dicas preciosas

Caso alguém ainda não saiba, aqui vai uma realidade da vida: aparência conta pontos no campo profissional. Um visual impecável e condizente com o ambiente de trabalho ajuda na imagem, impulsiona a carreira e pode influir até na remuneração. Da mesma forma que qualquer profissional hoje deve aprimorar constantemente seus conhecimentos, o modo de vestir também pode sempre melhorar. Nesta reportagem, VEJA pediu a duas especialistas para incrementar o visual de profissionais de quatro áreas. Silvana Bianchini, da Dresscode Consultoria de Imagem, avaliou a equipe feminina de um consultório dentário, além da empresária Clarissa Masullo e da vendedora de uma de suas duas lojas de decoração. Ilana Berenholc, consultora de imagem, observou funcionárias graduadas de uma instituição financeira e a vereadora paulistana Tita Dias, junto com uma de suas assessoras parlamentares. Como pode ser visto nas fotos menores, todas se vestiam corretamente, sem cometer nenhum absurdo. O que as especialistas fizeram foi acrescentar estilo, sofisticação e "acabamento". A diferença é como exibir no currículo um diploma por uma faculdade regular ou um MBA de categoria internacional. Aprenda com elas.

Um visual desses? Não tem preço

Fotos Pedro Rubens
bens

Elas lidam com muito dinheiro e precisam estar sempre prontas para almoçar com presidentes de empresas ou comparecer ao coquetel de um cliente importante. A imagem que passam está diretamente ligada à imagem da empresa. No grupo MasterCard, o ambiente nos escritórios não chega a ser formal, embora casual mesmo só seja permitido às sextas-feiras (ainda assim, com restrições). A diretora de marketing Cristina Paslar, 32 anos, fez do infalível terninho preto seu uniforme. Errar, não erra, mas chega uma hora em que a repetição cansa – é aí que o vestido tipo envelope com camisa por baixo promove a variação chique, arrematada pelo corte de cabelo mais caprichado. O escarpim de bico fino e salto alto pode exigir um certo espírito de sacrifício, mas confere elegância incomparável. A colega Stefânia Dzwiggalska, 26 anos, analista de marketing, acha difícil conciliar o ambiente de trabalho com seu estilo descontraído. Nesse caso, a blusa com recortes assimétricos dá o toque diferente, completada pelo menos convencional blazer de veludo claro. Para a gerente de promoções Cristiane Ferreira, 29 anos, um simples trato nos cabelos – corte repicado, tom chocolate – compôs um visual mais marcante, que a saia com recorte também valoriza. Recortes bem planejados, como se vê (nada parecido com babados nem com fendas, por favor), são um truque eficiente para amenizar a formalidade em ambiente muito sério.

 

Um toque de Oriente


Mario Fontes Pedro Rubens

As duas lojas da empresária Clarissa Masullo, 33 anos, são especializadas em móveis e objetos importados da Indonésia. Clarissa costuma permanecer no escritório a maior parte do tempo, mas, mesmo assim, "gostaria de ter um pouco mais a cara da loja". Para evitar qualquer risco de parecer fantasiada, foi introduzido um toque oriental cuidadosamente calibrado. O terninho creme respeita o estilo clássico da empresária; o xale com bordados, que passa ao redor do pescoço, esconde-se sob o blazer e aparece novamente sobre a calça, é o elemento de impacto – e ainda disfarça os quadris. Para a vendedora Luciana Dias, 31 anos, o cuidado de passar uma imagem condizente com os produtos que está vendendo é mais importante ainda. Em vez dos tons claros e da jaqueta esportiva, a blusa preta tem gola à chinesa. Fundamental para quem passa o dia de pé é usar sapatilhas confortáveis. Por fim, o rabo-de-cavalo troca de lugar: vai para a cabeça de Luciana (que deve mesmo domar quaisquer fios errantes), enquanto Clarissa realça a elegância com cabelo solto e escovado.

 

Madame não, por favor


Fotos Pedro Rubens

A vereadora petista Tita Dias, 46 anos, de São Paulo, tem um estilo, como ela mesmo diz, "mais relaxado", e muitas dúvidas sobre a maneira correta de se vestir. "Num mesmo dia, eu me reúno com um secretário e visito uma favela", conta. "Tita usa roupas que não transmitem a autoridade de seu cargo", diagnosticou Ilana Berenholc. No dia em que se encontraram, a estampa floral, o decote e o cabelo solto, caindo no rosto, eram as principais áreas problemáticas. Para não ficar parecendo madame, grande temor de Tita, a consultora escolheu um blazer com zíper e prendeu os cabelos num jovial rabo-de-cavalo. Os tons claros também suavizam o visual. A assessora Lilian Bento, 25 anos, pela idade tem espaço para usar uma esportiva jaqueta cargo feita de tecido refinado. Por sugestão do cabeleireiro Marcelo Cavalcante, Lilian repicou o cabelo em volta do rosto, para dar forma ao penteado.

 

Tudo neutro, mas não sem graça

Fotos Pedro Rubens e Mario Fontes


As dentistas Poliane Jabur, 28 anos, e Ana Paula Caleiro, 39, bem que gostariam de trabalhar com roupas coloridas e acessórios descolados. Mas, na hora de atender os pacientes, quanto menos penduricalhos e interferência nas roupas, melhor. O branco total é a opção ideal para quem não usa avental – dá a idéia de limpeza e cuidado que um paciente espera de uma profissional da área de saúde. Camisetas sem mangas também devem ser evitadas. O salto é permitido, mas os tamancos de Poliane, que deixavam os dedos de fora, não. Ana Paula costuma atender a chamados de emergência e para ela avental é fundamental. Mesmo sob ele, no entanto, vão melhor as roupas de tons claros, sem acessórios pesados (como o cinto metálico que ela usava antes). O vestido fino com coletinho sobreposto segue as regras fundamentais, mas ganha em estilo. Para atender um paciente-surpresa no consultório, basta trocar o colete pelo jaleco. Também para a recepcionista Selma Costa, 20 anos, as roupas em tom claro são mais indicadas. Como não lida fisicamente com pacientes, pode até deixar de fora os dedinhos do pé. Obrigatório mesmo é manter o cabelo preso e usar maquiagem leve, uma regra válida para todas as moças que ocupam essa função.