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Tal filha,
tal mãe
A
menina fica famosa e mamãe
pega
carona: no cabeleireiro, no personal
trainer, no cirurgião plástico...

T.S.
Tem
filha que, conforme vai crescendo, vai se tornando uma cópia
da mãe. Quando a filha é famosa, porém,
muitas vezes acontece o inverso: é da mãe que
se diz ser "a cara da filha". Não é só
questão de genética ou convivência. As
mães costumam compartilhar os mesmos hábitos
(quando não esteticistas e cirurgiões plásticos)
com a celebridade da família. Assim é que a
mãe de Joana Prado, Mercedes, freqüenta o mesmo
cabeleireiro e usa a mesma tonalidade de tintura da ex-Feiticeira.
Danielle Winits e sua conservadíssima mãe, Nadja,
parecem irmãs gêmeas. Suzana Alves, a
ex-Tiazinha, bancou uma lipoaspiração generalizada
na simplíssima Lúcia e divide com ela o mesmo
hidratante. Isabel Fillardis corta o cabelo e faz as unhas
em casa, junto com a mãe, com quem é agarradíssima.
E sobre Sandy e mamãe Noely, nem se fala: é
olhar para uma e ver a outra no cabelo, na sobrancelha, na
maquiagem até no guarda-roupa, que as duas,
de vez em quando, dividem. O melhor de tudo: o sucesso ameniza
a tradicional rivalidade entre mães e filhas
e todas as personagens desta reportagem se amam de paixão.
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As
independentes
Pedro Rubens
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Joana
Prado,
27 anos, tinha só 2 meses quando a economista
Mercedes Prado, 51 anos confessados sob tortura,
voltou ao trabalho em uma firma de engenharia. "Chegava
ao escritório chorando, mas não me arrependo",
diz. Depois de tanto sacrifício, esperava ver
a filha de blazer e salto alto, como uma grande executiva.
Joana aderiu ao salto alto, sim, mas combinando com
biquíni e véu: virou a Feiticeira, exibindo
o corpo fe-nomenal ao país inteiro. "Foi um choque
terrível", diz Mercedes. Evangélica, não
agüentou o baque quando a filha concordou em posar
nua, em fotos feitas na Turquia: "Joana foi para o aeroporto
e eu fui para o hospital. Tive um choque nervoso". Hoje,
longe do véu, Joana quer ser apresentadora de
TV e se "livrar desse estigma de símbolo sexual".
Mercedes comemora: "Meu sonho era ver minha filha de
roupa na TV".
Elas
não vivem sem
descolorante.
Joana e Mercedes freqüentam o mesmo salão
e cuidam do corte e da cor com o mesmo profissional
há três anos. O tom é praticamente
o mesmo. A quase invisível diferença está
nas mechas em Joana, são mais fininhas.
Na
clínica de estética
Para
prevenir a celulite, Joana faz sessões semanais
de drenagem linfática. Mercedes foi experimentar
o tratamento na mesma clínica, mas desistiu.
De
mãe para filha
As
duas preparam uma receita caseira para deixar as mãos
macias. A dona da receita é, na verdade, a mãe
de Mercedes: misturar o suco de um limão a uma
colher de sopa de açúcar, massagear bem
e enxaguar.
De
filha para mãe
Graças
ao incentivo de Joana, Mercedes agora é adepta
da malhação na academia. Coisa leve
nada que lembre o treino da filha, capaz de carregar
até 60 quilos nas costas em um exercício
de agachamento. "Ela malha a língua", brinca
Joana. Plásticas, não, jura Mercedes.
"Este peito é meu", declara. "O meu também
é", rebate Joana. "Só que eu comprei."
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As
parecidíssimas
Pedro Rubens
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A
empresária Nadja Winits, 49 anos, é
apenas vinte anos mais velha que sua filha Danielle
e tem o mesmo cabelão, o mesmo busto avantajado
(o da filha, siliconado) e a mesma preferência
por roupas decotadas. Nadja tem um filho, Victor, de
2 anos, com o ator Delano Avelar, dezoito anos mais
jovem. "Acho que eu sou mais mãe que irmã
do Victor", diz Danielle. As duas garantem que semelhança
física não influi na relação
delas. "Nunca competi com minha mãe", afirma
Danielle.
Elas
não vivem sem
ginástica.
Nadja é profissional. Vai à academia todas
as manhãs, praticar musculação,
alongamento e spinning. Também faz caminhadas
ao ar livre e pedala na praia. À tarde, ainda
dá aulas particulares de power ioga, "uma coisa
mais holística". Danielle sempre seguiu o exemplo
da mãe malhadora e nunca ficou parada. Hoje,
divide com Nadja o personal trainer Didi, que cuida
de seu programa de musculação, na mesma
academia.
No
nécessaire das duas
tem de ter
maquiagem,
e muita.
De
mãe para filha
Nadja
é sócia de uma clínica de estética,
onde dá aulas de power ioga e cursos sobre terapias
alternativas. Lá, antes que o produto fosse retirado
do mercado, experimentou aplicações de
Lipostabil para reduzir medidas no abdômen. Dani
aproveitou a boquinha e encarou algumas sessões
de tratamentos para reduzir medidas, mas acabou optando
pelas orientações nutricionais da sócia
de Nadja, Maria Amélia Bogea.
De
filha para mãe
Nadja
sempre foi loiríssima. "Dani começou a
fazer reflexos aos 18 anos, no mesmo salão que
eu." Hoje é a filha que inspira a mãe.
"O cabelo chocolate de Dani em Kubanacan acrescentou
muito à imagem dela. Também fiquei com
vontade de escurecer o meu", conta. Mas na hora H Nadja
apenas acrescentou mechas douradas e loiro-escuras ao
seu tom original.
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As
inseparáveis
Pedro Rubens
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Quando
a atriz Isabel Fillardis, 30 anos, recebeu sua
primeira proposta de trabalho na TV, foi a mãe
dela, Sônia, 48, quem deu a resposta ao
diretor: "Ah, ela é capaz de fazer, sim". Isabel
ganhou o horário nobre e virou a espevitada Ritinha
de Renascer. No papel de mãe e empresária,
Sônia controla todos os passos da filha desde
o início de sua carreira como modelo profissional,
aos 15 anos. Isabel diz que nunca se incomodou: "Eu
sempre quis minha mãe por perto, para me proteger".
Ainda facilitou a missão Sônia nunca
teve de regular o tamanho dos biquínis, por exemplo,
porque a filha mesma cuidava disso. "Eu nunca gostei
de botar biquíni pequeno. Então, quem
controlava era eu", diz Isabel. Ficar longe da primogênita
querida, para Sônia, é literalmente insuportável.
Quando Isabel embarcou para a lua-de-mel, ela não
conseguia parar de chorar, mesmo sabendo que a filha
voltaria para a casa dela com o marido. Isso mesmo:
Isabel só foi embora da casa dos pais dois anos
mais tarde. E Sônia chorou tudo de novo.
Elas
não vivem sem
cuidados
de beleza em casa. A cada duas semanas, uma cabeleireira
vai até o apartamento de Sônia para aparar
as pontas e fazer hidratação no cabelo
de ambas. A manicure também vai atendê-las
em casa. Elas só usam esmaltes em tons terra.
No
nécessaire das duas
tem de ter
hidratante
para o corpo. "Isabel toma três, quatro banhos
por dia. Sempre passa creme depois de se enxugar. Já
eu sou mais preguiçosa, mas gosto de experimentar
os que me recomendam."
De
mãe para filha
"Não
sou nada vaidosa", conta Sônia. "Nunca fui de
passar creme. Então não ensinei nada dessas
coisas a minhas filhas."
De
filha para mãe
Isabel
vive insistindo para que sua mãe faça
alguma atividade física. Sônia já
comprou esteira e bicicleta ergométrica, mas
morre de preguiça. "De vez em quando dou uma
caminhada."
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Faça
o que eu não fiz
Pedro Rubens
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Lúcia
Alves, 47
anos, tirou a bicicleta nova da filha Suzana,
25, depois do primeiro tombo. "Não queria que
ela ficasse com a perna toda marcada, cheia de manchas",
justifica. A visão de longo prazo tinha um bom
motivo. Paraibana de Cajazeiras, muita luta pela sobrevivência,
ela transferiu para a filha os sonhos de um futuro melhor
e a vontade de ser bailarina: "Aos 7 anos, Suzana fez
teste para entrar no Municipal e passou. Até
hoje, quando eu vejo um balé, penso: por que
ela não está em um grupo de dança?".
Evangélica, ficou "meio nervosa" ao ver Suzana
usando lingerie na TV. Mas consentiu, porque o cachê
ajudaria nas despesas da família. "Ajudou a pagar
minha faculdade e as contas da casa", diz Suzana.
Elas
não vivem sem
ir
à manicure semanalmente. Lúcia faz as
unhas em um salão do bairro em que mora, a Freguesia
do Ó, em São Paulo. Suzana vai a um salão
nos Jardins. "Vivo com uma lixa na bolsa. Estar com
as unhas bem-feitas me dá uma sensação
de limpeza."
No
nécessaire das duas
tem de ter
hidratante
para o corpo Victoria's Secret com perfume de morango
com champanhe. "Minha mãe diz que o creme apagou
até umas sardazinhas no corpo dela."
De
mãe para filha
Beber
muito líquido é a lição
de Lúcia. Ela ensinou a filha a carregar sempre
uma garrafinha de água ou de chá. "Ela
prepara chá verde e suco de beterraba. Diz que
não dão barriga e são digestivos",
acredita Suzana.
De
filha para mãe
Suzana
cuida da maquiagem da mãe quando não há
um profissional por perto. Também a introduziu
no mundo da plástica, ao lhe oferecer uma lipoaspiração.
"Tinha um pouco de banha na barriga que me incomodava.
Aí a Suzana perguntou: 'Quer fazer, mãe?'.
Eu fiz", relata Lúcia. Mas não faria outra:
"Deus me livre, dói muito. E está bom
demais assim".
As
duas juntas
"Colocamos
chá de camomila bem quente em uma vasilha e tomamos
o vapor no rosto. Ajuda a limpar as impurezas da pele",
diz Suzana.
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As
perfeitinhas
Alexandre Sant'Anna
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Aos
20 anos, a cantora Sandy se parece cada vez mais
com a mãe, Noely, 43. "Foi minha mãe
que estacionou. Ficou com cara de 30 anos e não
passa disso", afirma a filha, orgulhosa. Para Sandy,
Noely é uma espécie de exemplo a ser seguido.
Ela aprova quase tudo o que a mãe faz, embora
às vezes os papéis se invertam: Sandy
critica o gosto da mãe por hambúrguer
("Quando era mais nova, ela só comia porcaria,
igual ao meu irmão"); Noely pressiona a filha
perfeccionista para relaxar um pouco, exigir um pouco
menos de si mesma. "A vida toda ela só tirou
10 na escola. Aí teve um dia em que tirou 9 e
ficou arrasada. Eu tive de explicar que não era
tão ruim assim", conta. Sandy concorda que se
cobra muito. "E não consigo pôr minhas
emoções para fora", admite. Por isso,
faz terapia há três anos. "Queria extravasar
mais."
Elas
não vivem sem
hidratação no cabelo. "Minha mãe
entende tudo de cabelo. Até os 10 anos, ela é
quem cortava o meu. Volta e meia ela traz um produto
novo, vive conversando com os cabeleireiros", diz Sandy.
"Eu tinha um cabelão, faz uns oito anos que cortei",
conta Noely. "Eu não queria de jeito nenhum.
Queria que a gente ficasse parecida", acrescenta a filha.
No
nécessaire das duas
tem de ter
maquiagem, principalmente no de Sandy, que gosta de
guardar tudo no lugar certo. "Ela sabe que eu sou meio
fresca para essa coisa de guardar tudo direitinho. Então,
não ligo que mexa", diz Sandy. E, se for preciso,
a filha, que adora rímel, sombra e batom, maquia
a mãe.
De
mãe para filha
Noely (1,54 metro, 45 quilos) já fez lipo na
barriga e Sandy (1,58 metro, 40,5 quilos) também
gostaria de fazer ("Eu tenho uma barriguinha aqui"),
mas não tem coragem. "Dizem que sou louca, que
preciso, isso sim, de lipo no cérebro", brinca.
De
filha para mãe
"Digo
para ela tomar cuidado com a sombra da maquiagem, para
não ficar pesado. E outro dia ensinei minha mãe
a secar a franja puxando para cima, o que dá
mais volume."
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