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Mulheres
da nova era
Fazer
esta edição especial de VEJA Mulher foi
uma jornada repleta de emoções condizentes com
o tema. Nesse período, repórteres e editores
acompanharam o cotidiano, as aspirações, as
relações familiares, as aventuras profissionais,
os corações, as mentes e também aquelas
malditas dobrinhas extras na cintura de dezenas de mulheres,
famosas e comuns. Testemunharam confidências, reclamações,
celebrações, risadas, lágrimas (inclusive
de um homem). Um namoro foi rompido, muitos quilos foram perdidos
e outros recuperados, assunto sobre o qual a atriz Heloísa
Périssé tem um bocado de coisas a dizer, todas
elas hilárias. Uma gravidez começou a
da empresária Fátima Lomba, entrevistada para
a reportagem sobre mulheres que passam grande parte da vida
sem um companheiro fixo. Outra gravidez chegou a termo
a da repórter Tatiana Schibuola, que conheceu pela
primeira vez as alegrias sublimes (e as noites maldormidas)
da maternidade numa luminosa manhã de 25 de julho.
Enquanto a pequena e bela Isabela crescia na barriga da mamãe,
Tatiana trabalhava e até tirava uma vantagenzinha
extra do encantamento universal com as grávidas. "Todas
as entrevistadas me viam e falavam: 'Que bonitinha! Coitadinha!'
E aí se abriam comigo", conta.
O namoro rompido foi o da estrela Luana Piovani. O romance
com o ator Marcos Palmeira chegou ao fim, e por iniciativa
dele. Como qualquer mortal, ela sofreu, chorou e admitiu:
"Levei o maior pé..." Luana é uma das três
mulheres cujos perfis abrem esta edição. Em
comum, ela, a senadora Patrícia Saboya Gomes e a empresária
Eliana Tranchesi, dona da mitológica Daslu, têm
o fato de que desafiaram estereótipos e contrariaram
expectativas, firmando-se como personalidades que assumem
o controle do próprio destino. Esta, talvez, a melhor
definição do que é ser, hoje, uma mulher
afinada com a era pós-moderna e pós-feminista,
em que as conquistas básicas da igualdade entre os
sexos já foram assimiladas e um mundo de possibilidades
se desdobra. Para traçar o perfil de Eliana Tranchesi,
a editora Lizia Bydlowski, que escreve de forma tão
elegante quanto se veste, fez o que muitas mulheres adorariam
fazer: passou algumas tardes imersa nos labirintos da Daslu.
A editora Thaís Oyama falou com Patrícia Saboya
Gomes sobre política, destino e traição.
A maior surpresa, porém, partiu do ministro Ciro Gomes,
que ficou com lágrimas nos olhos ao dar um comovido
depoimento sobre a ex. Já ao entrevistar a médica
e terapeuta sexual Jaqueline Brendler, Thaís viu-se
cercada por um tipo de reação bem diferente.
Reunidas num restaurante de Porto Alegre, elas tiveram uma
conversa bastante direta sobre sexo, enquanto os garçons
faziam malabarismos à sua volta para não perder
nem uma sílaba do que aquelas clientes tão bonitas
quanto objetivas falavam.
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