Carta ao leitor
Pesquisa: O que pensa e o que quer a brasileira
  Dos 20 aos 60 anos: Os desafios que envolvem beleza, amor e carreira em cada fase da vida da mulher
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Gastronomia: Por que cozinhar virou hobby
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  Sexo: Por que elas continuam fingindo
Teste: Você está satisfeita com sua vida sexual?
Solteiras: Elas dizem estar vivendo muito bem sozinhas
Ídolos: Marília Gabriela e Adriane Galisteu são referências para as brasileiras
Pesquisa: O que as estatísticas revelam sobre os hábitos da brasileira típica
  Roupa: O modelo ideal para cada tipo de corpo
  Maternidade: Por que as mães se sentem sempre culpadas
Relacionamento: Dicas para se dar bem com sua sogra, sua nora ou a ex do seu marido
Babás (exclusivo on-line): É preciso administrar a relação com a babá de seu filho. Sem ela, é difícil ter paz no trabalho
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Rotina: O que dizem os maridos de mulheres muito bem-sucedidas
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Teste: Chefe, fiquei grávida
  Guia: O A a Z da saúde da mulher
  William Bonner e Fátima Bernardes
 
 
   
 

Elas são essenciais

É preciso administrar a relação com a babá de
seu filho. Sem ela, é difícil ter paz no trabalho


Valeria Rossi

 
Carlos Sadicoff

Babás na praia, no Rio de Janeiro: confiança é fundamental

Maria Sílvia Marques Bastos, ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, uma das executivas mais influentes do Brasil, já declarou inúmeras vezes que uma boa parte de seu sucesso profissional se deve à escolha bem-feita das babás que cuidam de seus filhos. Nos últimos tempos, a contratação de uma babá tem-se tornado cada vez mais freqüente. À medida que a mulher aumenta a dedicação à carreira, possuir uma sólida retaguarda para cuidar das crianças deixou de ser uma opção para muitas famílias e tornou-se uma necessidade. Quando as pessoas tinham hora certa para entrar no serviço e também para sair, as creches davam conta do problema. Mas a flexibilização dos horários dos pais complicou as coisas.

A relação entre pais e babá é diferente de qualquer outra que envolva patrão e empregado. Babás vêem os patrões de roupão, ensinam o filho deles a comer e estão presentes em todas as festas de família. No entanto, são pessoas relativamente distantes da família, sem vínculos mais estreitos. Estabeleceram, família e babá, uma convivência em que o emocional e o profissional se misturam a todo momento. "É uma relação de amor e ódio. Ao mesmo tempo que a patroa precisa da babá para facilitar sua vida, ela sente imensa culpa e um ciúme irracional por deixar os filhos com uma estranha", conta Ângela Clara Corrêa, da Fidelis & Tramit, que dá cursos e agencia o serviço de babás em São Paulo.

A grande questão para a maioria das mães é: como arrumar uma pessoa que vá cuidar bem das crianças? Qual o segredo para contratar uma profissional que cumpra as orientações dos patrões com rigor, não deseduque seu filho ou ainda que não se comporte como mãe da criança? Não existe fórmula fechada. Em todos os casos, o processo de seleção é quase sempre um tiro no escuro. É importante que a família procure controlar algumas variáveis, como checar ao limite as referências da babá que se candidata ao emprego. Convém fazer cópias das carteiras de trabalho e de identidade. É preciso também entrevistar as famílias para as quais a moça trabalhou e fazer perguntas objetivas. Não adianta indagar se ela é ou não alguém responsável. É melhor ir direto ao assunto: "Ela costuma mentir? Falta ao serviço? Chega atrasada?". Apesar de as informações parecerem esclarecedoras, dizem os especialistas, elas são insuficientes. "A experiência mostra que um dos critérios mais eficientes na hora da seleção é mesmo a intuição pessoal. Se você bate o olho na babá e sente algo errado, descarte-a. Em geral, funciona", diz Simone Camargo Moraes Rocco, gerente de enfermagem da Maternidade Curitiba, na capital paranaense.

Mas é depois da contratação que os pais devem redobrar a atenção. Um dos grandes sinais de que a babá foi uma boa escolha é, sem dúvida, o comportamento da criança. Mudanças bruscas de humor, irritabilidade ou exagerado apego aos pais podem ser indicadores de eventuais sinais de maus-tratos ou desatenção. Os especialistas sugerem aos pais que apliquem certas estratégias para avaliar a relação do filho com a babá. Isso pode ser desde aparecer em casa sem avisar até observar de longe como ela se relaciona com a criança quando a leva para passear, por exemplo. A maioria dos estudiosos recomenda que patrões e babás mantenham um diálogo aberto e uma relação respeitosa. Quando o laço entre as partes é verdadeiro, a criança só tem a se beneficiar. "A índole da funcionária diz muito sobre como ela vai lidar com as crianças, mas é fundamental que os patrões a valorizem", afirma a psicóloga Ceres Alves de Araújo, de São Paulo.