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Elas
são essenciais
É
preciso administrar a relação com a babá
de
seu filho. Sem ela, é difícil ter paz no trabalho

Valeria Rossi
Carlos Sadicoff

Babás
na praia, no Rio de Janeiro: confiança é fundamental
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Maria
Sílvia Marques Bastos, ex-presidente da Companhia Siderúrgica
Nacional, uma das executivas mais influentes do Brasil, já
declarou inúmeras vezes que uma boa parte de seu sucesso
profissional se deve à escolha bem-feita das babás
que cuidam de seus filhos. Nos últimos tempos, a contratação
de uma babá tem-se tornado cada vez mais freqüente.
À medida que a mulher aumenta a dedicação
à carreira, possuir uma sólida retaguarda para
cuidar das crianças deixou de ser uma opção
para muitas famílias e tornou-se uma necessidade. Quando
as pessoas tinham hora certa para entrar no serviço
e também para sair, as creches davam conta do problema.
Mas a flexibilização dos horários dos
pais complicou as coisas.
A relação entre pais e babá é
diferente de qualquer outra que envolva patrão e empregado.
Babás vêem os patrões de roupão,
ensinam o filho deles a comer e estão presentes em
todas as festas de família. No entanto, são
pessoas relativamente distantes da família, sem vínculos
mais estreitos. Estabeleceram, família e babá,
uma convivência em que o emocional e o profissional
se misturam a todo momento. "É uma relação
de amor e ódio. Ao mesmo tempo que a patroa precisa
da babá para facilitar sua vida, ela sente imensa culpa
e um ciúme irracional por deixar os filhos com uma
estranha", conta Ângela Clara Corrêa, da Fidelis
& Tramit, que dá cursos e agencia o serviço
de babás em São Paulo.
A grande questão para a maioria das mães é:
como arrumar uma pessoa que vá cuidar bem das crianças?
Qual o segredo para contratar uma profissional que cumpra
as orientações dos patrões com rigor,
não deseduque seu filho ou ainda que não se
comporte como mãe da criança? Não existe
fórmula fechada. Em todos os casos, o processo de seleção
é quase sempre um tiro no escuro. É importante
que a família procure controlar algumas variáveis,
como checar ao limite as referências da babá
que se candidata ao emprego. Convém fazer cópias
das carteiras de trabalho e de identidade. É preciso
também entrevistar as famílias para as quais
a moça trabalhou e fazer perguntas objetivas. Não
adianta indagar se ela é ou não alguém
responsável. É melhor ir direto ao assunto:
"Ela costuma mentir? Falta ao serviço? Chega atrasada?".
Apesar de as informações parecerem esclarecedoras,
dizem os especialistas, elas são insuficientes. "A
experiência mostra que um dos critérios mais
eficientes na hora da seleção é mesmo
a intuição pessoal. Se você bate o olho
na babá e sente algo errado, descarte-a. Em geral,
funciona", diz Simone Camargo Moraes Rocco, gerente de enfermagem
da Maternidade Curitiba, na capital paranaense.
Mas é depois da contratação que os pais
devem redobrar a atenção. Um dos grandes sinais
de que a babá foi uma boa escolha é, sem dúvida,
o comportamento da criança. Mudanças bruscas
de humor, irritabilidade ou exagerado apego aos pais podem
ser indicadores de eventuais sinais de maus-tratos ou desatenção.
Os especialistas sugerem aos pais que apliquem certas estratégias
para avaliar a relação do filho com a babá.
Isso pode ser desde aparecer em casa sem avisar até
observar de longe como ela se relaciona com a criança
quando a leva para passear, por exemplo. A maioria dos estudiosos
recomenda que patrões e babás mantenham um diálogo
aberto e uma relação respeitosa. Quando o laço
entre as partes é verdadeiro, a criança só
tem a se beneficiar. "A índole da funcionária
diz muito sobre como ela vai lidar com as crianças,
mas é fundamental que os patrões a valorizem",
afirma a psicóloga Ceres Alves de Araújo, de
São Paulo.
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