Carta ao leitor
Pesquisa: O que pensa e o que quer a brasileira
  Dos 20 aos 60 anos: Os desafios que envolvem beleza, amor e carreira em cada fase da vida da mulher
  Cinema: As questões femininas na tela
  Beleza: A obsessão feminina pela aparência
Teste: O que você acha de sua aparência?
Gastronomia: Por que cozinhar virou hobby
Luxo: Sete famosas listam seus objetos de desejo
  Sexo: Por que elas continuam fingindo
Teste: Você está satisfeita com sua vida sexual?
Solteiras: Elas dizem estar vivendo muito bem sozinhas
Ídolos: Marília Gabriela e Adriane Galisteu são referências para as brasileiras
Pesquisa: O que as estatísticas revelam sobre os hábitos da brasileira típica
  Roupa: O modelo ideal para cada tipo de corpo
  Maternidade: Por que as mães se sentem sempre culpadas
Relacionamento: Dicas para se dar bem com sua sogra, sua nora ou a ex do seu marido
Babás (exclusivo on-line): É preciso administrar a relação com a babá de seu filho. Sem ela, é difícil ter paz no trabalho
  Dinheiro: Elas querem que os parceiros paguem as contas
Rotina: O que dizem os maridos de mulheres muito bem-sucedidas
Vida a dois: Por que eles não fazem a dupla jornada
  Carreira: A maioria delas detesta ter chefe mulher
Vida profissional: É possível conciliar trabalho e filhos?
Teste: Chefe, fiquei grávida
  Guia: O A a Z da saúde da mulher
  William Bonner e Fátima Bernardes
 
 
   
 

Conquistas coletivas,
vitórias individuais

A luta das mulheres por conquistas individuais é mais
árdua do que a batalha por avanços no campo social


Bruno Veiga
Ana Araujo
O retrato das estrelas e Daniela Pinheiro: sessão de fotos durou catorze horas

Durante um bom tempo, as mulheres contabilizaram pelo menos uma transformação significativa no campo social por geração. No fim do século XIX, chegaram à universidade. Na década de 30, passaram a votar. E, por ocasião da II Guerra Mundial, começaram a trabalhar. São conquistas irreversíveis, porém coletivas. A partir dos anos 60, as mulheres se envolveram numa batalha de outra grandeza, no campo do autoconhecimento. Essa luta, que está longe de terminar, é individual, pois é disputada em cada lar, em cada família. Com a ajuda da pílula anticoncepcional e do aborto, praticado legal ou livremente em diversos países, as mulheres chocaram o mundo machista com o amor livre e com a desconfortável (para eles) busca do prazer. O resultado parcial é a maior revolução de costumes de que se tem notícia.

Nesta edição especial de VEJA, você vai ter a oportunidade de conferir o grau de avanço das mulheres em várias áreas: na carreira, no namoro, no casamento e no campo sexual. Para mergulhar nesse universo, VEJA destacou uma equipe de onze repórteres, chefiados pela editora Daniela Pinheiro. O grupo trabalhou durante quatro meses e entrevistou mais de 100 pessoas. Foram ouvidos artistas, empresárias, cientistas, especialistas em saúde e psicologia. Para escapar do risco de preparar uma revista apenas teórica, longe da realidade das pessoas, VEJA encomendou uma pesquisa qualitativa ao Instituto Vox Populi.

Em alguns momentos, o projeto demandou maratonas de trabalho exaustivas, como a confecção do belo retrato com as cinco estrelas que, de certa forma, resumem os desafios das mulheres na faixa dos 20 aos 60 anos. Produzi-lo consumiu catorze horas dos preparativos à execução final. O resultado do esforço é um conjunto de reportagens que retrata as transformações pelas quais passaram a mulher. Percebe-se que, diferentemente dos avanços coletivos, as conquistas individuais andam devagar. Um exemplo é o debate em torno do orgasmo, surgido na pesquisa Vox Populi. Mesmo com todas as mudanças registradas no papel da mulher, mesmo que nunca se tenha discutido sexo tão abertamente quanto nos dias de hoje, elas confidenciaram que ainda fingem prazer apenas para agradar aos homens. Como nos tempos da vovó.